<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568</id><updated>2012-02-15T22:26:55.095-08:00</updated><title type='text'>NADA SERÁ COMO ANTES</title><subtitle type='html'>eu já estou com um pé nesta estrada *  sei que nada será como está amanhã ou depois de amanhã * que notícias me dão dos amigos * resistindo na boca da noite um gosto de sol</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5768004055629121582</id><published>2007-08-25T07:29:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T07:55:59.172-07:00</updated><title type='text'>Nas Quebradas de Nêgo Dito e Cia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA-FyhxL-I/AAAAAAAAAN0/CRQYbo9x9M8/s1600-h/itamar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102646646994448354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA-FyhxL-I/AAAAAAAAAN0/CRQYbo9x9M8/s320/itamar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA9JShxL9I/AAAAAAAAANs/rk06eKet8PM/s1600-h/itamar.jpg"&gt;&lt;/a&gt;América Latina. Brasil. Estamos em Londrina, capital paranaense, na noite do dia 9 de março de 1973. As cortinas do Teatro Filadélfia se abrem para a estréia do show “Na Boca do Bode”, promovido por um bando de artistas locais talentosos, sufocados pelo regime militar vigente, que tentavam (re) fazer o novo, lançando seus dados em busca do acaso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi pegando carona neste aparente insosso acontecimento, que flutuava fora de nosso eixão surrado Rio-Sampa, que Fabio Henriques Giorgio, paulistano, apaixonado por música, acabou por descobrir todo o embrião daquilo que alguns anos depois viria a ficar conhecido como a Vanguarda Paulista, cena musical cuja originalidade e ousadia fez arrepiar tanto o underground como o maistrean brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trocando em miúdos: a descoberta de um coro talentoso de músicos, cantores e compositores que unia experimentalismo e tradição. A pororoca estava formada. Itamar Assumpção, vulgo Nêgo Dito, Arrigo Barnabé, os grupos Rumo, Premê e Língua de Trapo, entre outros, plantavam suas bandeirolas na música (im) popular brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estas e outras histórias estão contidas em “Na Boca do Bode – Entidades Musicais em Trânsito”, livro lançado por Fabio Henrique em 2006, através de recursos próprios e do PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) da Secretária Municipal de Cultura de Londrina (PR) e SERCOMTEL. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na longa e substanciosa entrevista abaixo, Fabio Henriques descreve a construção de sua narrativa, analisa o legado musical e conceitual do movimento, a condição de marginal de Beleléu e revela nomes pouco ou nada conhecidos que estão fazendo a história da musica popular urbana e cosmopolita no Brasil de hoje. Divirtam-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Como nasceu a idéia de escrever “Na Boca do Bode – Entidades Musicais em Trânsito”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Em meados de 2000, toca o telefone de casa e uma voz conhecida, antes que eu pudesse sequer identificá-la, me aborda com um tom de urgência: - Você topa pesquisar sobre o Lira Paulistana* comigo? Não recuei ante ao abrupto convite, mas antes que engasgasse expirei o ar em resposta: - Hã?! Claro, não foram absolutamente essa a pergunta, a resposta e os desdobramentos... O fato é que alguns meses depois, eu e meu amigo, o poeta e historiador Marcelo Montenegro, iniciávamos a pesquisa, que tomaria mais de três anos de investimentos numa obstinada busca, que renderia ainda várias interrupções e retomadas. Inevitáveis desvios de rota acabaram motivando a saída do Marcelo da empreitada – pelo menos ele aceitou o convite para escrever a apresentação do livro, afinal, foi graças à sua “proposta indecente” que eu me meti nessa enrascada... Na verdade, nascido quase assim, o projeto se transformou demais no intercurso dos acontecimentos. Primeiro, mudou-se o objeto. Depois, o suporte. Explico: ao descobrir a existência de um show coletivo que reuniu pela primeira vez num mesmo palco dois dos principais protagonistas daquilo que ficou conhecido como “Vanguarda Paulista” ou “Geração Lira Paulistana”, os compositores Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção, percebi ali algo singular, fundamental para a compreensão das estéticas e trajetórias deles e de seus contemporâneos. Conclusão: a pesquisa acabou revelando que um dos embriões do cenário cultural paulista do final da ditadura - que legitimou a intensa e inventiva produção musical sediada na cidade de São Paulo no início dos anos 80 - teria sido esse show coletivo paranaense de nome tão singelo: “Na BOCA do BODE”. Da idéia dessa pesquisa gerar um vídeo-documentário, materializou-se esse livro - um documento histórico que visa perpetuar e esclarecer alguns fatos recentes, a erupção de um dos momentos mais criativos e significativos da música brasileira pós-tropicalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Gostaria que você detalhasse como se deu à pesquisa de campo para chegar ao resultado final deste trabalho. Pintou muitas dificuldades ao longo de todo processo de composição?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Basicamente, foi através de entrevistas, coletas de depoimentos - fiz mais de 50 entrevistas formais e informais, meu livro tem muito de história oral -, e da análise de documentos e jornais de época. O maior complicador foi cruzar as diferentes versões dos fatos relevantes, triar material, extrair alguma verdade significativa ou uma narrativa ao menos desse exercício. Esse entendimento é crucial para que novos pesquisadores e interessados em empreender semelhante aventura não se iludam à respeito dessa atividade e seus meneios. Quero dizer, é impressionante como quando elaboramos um projeto para tal ou qual finalidade não temos a menor idéia do tipo de problemas que enfrentaremos no transcurso dessa realização. Ou seja, cumprir um cronograma de trabalho sem atrasos consideráveis é tarefa hercúlea, quase impossível numa pesquisa com essa amplitude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5768004055629121582?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5768004055629121582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5768004055629121582&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5768004055629121582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5768004055629121582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/nas-quebradas-de-ngo-dito-e-cia.html' title='Nas Quebradas de Nêgo Dito e Cia.'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA-FyhxL-I/AAAAAAAAAN0/CRQYbo9x9M8/s72-c/itamar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5870111946293903926</id><published>2007-08-25T07:22:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T07:28:44.168-07:00</updated><title type='text'>A seara fértil das terras vermelhas de Londrina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA7jChxL8I/AAAAAAAAANk/37idDTQFHE0/s1600-h/arrigo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102643850970738626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA7jChxL8I/AAAAAAAAANk/37idDTQFHE0/s320/arrigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-O que aparece nas entrelinhas da narrativa é uma cidade de Londrina em plena efervescência cultural, repleta de grandes festivais de música popular, manifestações de poesia, artes plásticas etc. Você acredita que este tipo de experiência pode ser vivenciada nos dias de hoje em outras regiões brasileiras?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-Com toda certeza que se pode ter em início de século, àquela Londrina do final da década de 1960 foi algo sui generis. Do espírito empreendedor que ali brotou ao caráter de resistência dos festivais, que contemplaram todas as áreas artísticas, um legado de expressivas possibilidades desabrochou – literalmente falando –, seus desdobramentos puderam ser percebidos na música, com a Patife Band; na poesia, com Rodrigo Garcia Lopes, Ademir Assunção e Marcos Losnak (editores da imprescindível revista Coyote); na dramaturgia, com Mário Bortolotto, Maurício Arruda Mendonça e Paulo Moraes. No entanto, hoje, apesar dos descaminhos de nossas políticas públicas, que deixou imensos vazios nas demandas populares por cultura e conhecimento, é amplamente possível acontecer algo parecido mas não saberia com alguma precisão dizer como. É sabido que os ideais coletivos de enunciação foram abortados em detrimento da lógica do sucesso individual, do carreirismo, imposição do capitalismo e suas artimanhas, do mercado de trabalho e sua mortalha. Basta nossas antenas entorpecidas pelo medo, poluição e pela publicidade se re-ligarem e veremos toda a produção de bens imateriais que pipoca da Amazônia ao Rio Grande do Sul, aí sim teremos idéia de como esse fenômeno se renova, mesmo não ocupando o grande mercado tão alardeado pelos teóricos da terceira via e pelas editorias “culturais” presas à essa mesma e perversa lógica corporativa que visa o lucro a qualquer preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Qual o maior legado que a Vanguarda Paulista deixou para as futuras gerações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Apesar do termo Vanguarda Paulista ser usado como clichê para designar uma geração marcada exatamente por sua diversidade de propostas e matizes, e que aliou em seus trabalhos traços de ruptura estética e diálogo com a tradição, não creio ter sido bem esse o ponto que uniu os vários exponentes surgidos no mesmo cenário e suas respectivas contribuições. Mas, de qualquer forma, é possível sim identificar aqui e ali, na produção desses artistas, além do já alardeado experimentalismo (principalmente em Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção); novas possibilidades poéticas (Rumo, também o Itamar); a presença do canto falado (Arrigo); também da fala no canto (Rumo); um aproach com o teatro (Arrigo, Itamar, Premê, Língua de Trapo) - isso antes da Blitz usar vocalistas em sua mise-en-scène; o humor (Língua, Premê). Outro ponto importante dessa geração, à necessidade de uma maior liberdade de escolha em relação ao conteúdo e veiculação do produto industrial (capa, encarte, estratégias de divulgação sem o pagamento de jabaculê). Para as novas gerações consumidoras de música saberem (alguém se exclui dessa?): não foi o Lobão que criou a “Música Independente” no país do carnaval! Essa necessidade surgiu como prerrogativa à existência criativa dos emergentes compositores de então, em um momento onde a música brasileira de mercado e os espaços promocionais, e as gravadoras multinacionais que o detinham, se distanciavam de um sentido de renovação de nomes e linguagem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5870111946293903926?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5870111946293903926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5870111946293903926&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5870111946293903926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5870111946293903926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/seara-frtil-das-terras-vermelhas-de.html' title='A seara fértil das terras vermelhas de Londrina'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA7jChxL8I/AAAAAAAAANk/37idDTQFHE0/s72-c/arrigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-2993244439834483328</id><published>2007-08-25T07:15:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T07:52:15.428-07:00</updated><title type='text'>Beleléu: marginal urbano entre marginalizados</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA6vihxL7I/AAAAAAAAANc/48BMCQ69rCk/s1600-h/capa+livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102642966207475634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA6vihxL7I/AAAAAAAAANc/48BMCQ69rCk/s320/capa+livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Você acredita que este mesmo movimento teve o reconhecimento que merece por parte dos pesquisadores, críticos ou ouvintes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não! Ainda noto alguma resistência entre os historiadores em dimensionar suas contribuições – o viés do pensamento único e tropicalista ainda predomina. Mesmo o potencial de mercado dessa geração de criadores não atingiu o seu máximo, e como a internet é algo ainda não muito popularizado há esperança de que isso aconteça. Mas não creio que os trabalhos mais experimentais dessa época encontrassem outra ressonância de público. Reconhecimento crítico eles tiveram sim, mas com ressalvas: numa entrevista me lembro do Arrigo ter falado que nem os críticos que falavam bem de seu trabalho o ouviam... A bibliografia musical ainda é incipiente, se formos compará-la à amplitude e à diversidade da produção. Também pela oportuna atualidade de alguns desses trabalhos, é possível um novo ciclo de interesses. Pelo que foi divulgado, parece que toda obra do Itamar está para ser relançada em formato digital, numa mesma caixa. Oxalá esse tipo de iniciativa ajude a promover outros compositores, intérpretes e álbuns seminais dessa e de outras épocas. Isso seria um enorme feito à memória musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cantor e compositor Itamar Assumpção teve sua arte ofuscada pela sua biografia atribulada e bastante sui generis. Até que ponto o vício de classificá-lo como um compositor dito marginal (como aconteceu com Jardes Macalé, Jorge Mautner e Luís Melodia), imposto pela indústria cultural, atrapalhou a melhor compreensão de seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele deu nova e impactante roupagem ao malandro clássico delineado nos sambas, com o personagem Beleléu, forjou-se marginal urbano entre marginalizados – ali, por opção, além, “sobrevivente”. Não por acaso, o título do seu primeiro trabalho, Beleléu, Leléu, Eu, gravado em 1980, desconstrói o nome do personagem, apontando sua agressiva modernidade e uma fratura evidente – o alter ego capaz de expiar as dores de nascer negro e pobre em um país mestiço onde o preconceito é velado até mesmo aos pés descalços do redentor. Após desconsertar a fisionomia da música negra daqui, Itamar enveredou por searas menos inóspitas mas não demasiadamente hospitaleiras – ou, como ele mesmo disse, na música homônima à canção tropicalista, Baby: “duvido que me chamem pra sentar naquela mesa, e a grande família já não é tão grande”. Apesar de não o terem convidado para o banquete dos escolhidos, não tem como, sua arte jamais passará em brancas nuvens por esse céu de cor indefinível, outrora mítico. Maldito, amaldiçoado, nego dito, a música de Itamar jamais será proscrita. Com alguns poréns – popular pelo ritmo e pela dicção, difícil pela ótica e pela órbita cafuza de sua musicalidade cheia de breques e silêncios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há resquícios na cena musical brasileira do que já vinha sendo desenvolvido por Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não diria que há trabalhos comprometidos absolutamente com suas estéticas, demasiadamente autorais e intransferíveis, essa busca de originalidade deveria nortear todo o trabalho criativo, pena sabermos não ser assim a realidade da maioria... No trabalho da banda paulistana Dona Zica - onde atuam Anelis, filha de Itamar Assumpção, Iara Rennó, filha de Alzira Espíndola, que por sua vez foi parceira dele, e Gustavo Ruiz, filho de Luiz Chagas, guitarrista da banda Isca de Polícia, de Itamar... - há um iminente parentesco com o trabalho do finado compositor paulista. Algo um pouco menos evidente no som do Nhocuné Soul, também de sampa, faz essa ponte. B Negão, rapper carioca, declarou-se muito ligado às tramas sonoras do Nego Dito. Já Arrigo, que mais recentemente tem se voltado à produção de música escrita, não deixou muitos herdeiros. A banda gaúcha Graforréia Xilarmônica, que mescla sonoridade da jovem guarda ao dodecafonismo, reconhece essa influência entre outras. Agora, é importante e urgente que se conheça o trabalho da Patife Band, do Paulo Barnabé, irmão do Arrigo, que mesmo sem ter uma ampla discografia, apenas dois LPs lançados em 20 anos, é o mais bem acabado exemplo da contundência estética do irmão mais conhecido. Segundo Arrigo, Paulinho, como é chamado, foi mentor do tipo de som que fez, nos anos 80, uma fusão entre a música popular urbana e a música erudita contemporânea. Em tempo, Paulo também foi parceiro de Itamar Assumpção desde Londrina, e integrante da primeira formação da banda Isca de Polícia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-Quais seus planos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Estou ainda divulgando meu livro, tramando um novo e bolando um projeto para levar finalmente às telas essa pesquisa que, como foi dito anteriormente, nasceu com esse propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* O teatro Lira Paulistana, sediado num porão que comportava cerca de 200 pessoas, localizado no bairro de Pinheiros, zona oeste da capital paulista, foi inaugurado em 1979. Até 1986, ano de seu fechamento, abrigou, além de memoráveis shows de Almir Sater, Tetê Espíndola e etc – também uma embrionária cena underground, onde figuraram nomes como Ultraje a Rigor e Titãs -, um selo de grande importância para a divulgação musical independente, lançando trabalhos de Itamar Assumpção, Rumo, Premeditando o Breque (Premê), Grupo Um, Língua de Trapo, entre muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Quem estiver interessado em adquirir o exemplar de “Na Boca do Bode – Entidades Musicais em Trânsito” pode fazê-lo por meio do e-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:nabocadobode@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;nabocadobode@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-2993244439834483328?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/2993244439834483328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=2993244439834483328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2993244439834483328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2993244439834483328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/belelu-marginal-urbano-entre.html' title='Beleléu: marginal urbano entre marginalizados'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA6vihxL7I/AAAAAAAAANc/48BMCQ69rCk/s72-c/capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-34405695254903800</id><published>2007-08-25T06:55:00.000-07:00</published><updated>2007-08-25T07:12:51.316-07:00</updated><title type='text'>Toninho, o audaz</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA3nChxL6I/AAAAAAAAANU/pmqE1-0mdcQ/s1600-h/Toninho%2520Horta%2520-%2520Foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102639521643704226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA3nChxL6I/AAAAAAAAANU/pmqE1-0mdcQ/s320/Toninho%2520Horta%2520-%2520Foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A conversa que segue é misto de sonho, realidade, duração permeada por palavras inesquecíveis, quiçá eternas. Ela é fruto do encontro de um repórter acanhado, brasileiro, 32 anos, diante de um dos totens sagrados da deusa música: o mineiríssimo cantor, compositor e arranjador Toninho Horta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na memória agitam-se ondas colossais – o gosto do mar de Minas vem à boca, trazendo ao cais da razão a data precisa daquele momento: sábado, 7 de maio de 2005. Nos acordes do violão de Toninho (tão absurdamente verde e amarelo) surgem sereias de canto casto e profano. O espírito de Aleijadinho nasce. Aquece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toninho esta à vontade. Veste uma camiseta larga, com motivos tropicais, contrastando com sua calça desbotada. Seu par de tênis parece saído da capa do primeiro álbum do amigo-irmão Lô Borges. Traz poeira de estradas e estrelas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O compositor morde uma maça enquanto fala sobre a vida e a carreira. Ah, a memória...Sim...seus olhos faiscantes miram este escrevinhador, enquanto umas moçoilas se divertem à mesa de frios impecavelmente disposta no camarim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis o registro daqueles fulgurantes momentos pré-show, rolado em Lavras, Minas Gerais, naquela exata data, bem abaixo da Linha do Equador. Caminhemos a pé ou de jipe, com ou sem nossas Dianas interiores, nos joguemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Gostaria que você começasse falando de sua infância e adolescência.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Nasci em Belo Horizonte em 1948. Desde criança eu ouvia música clássica. Minha mãe tocava modinhas mineiras no bandolim e meu pai no violão. Lembro daquelas destas de congado e de Folias de Reis de Minas Gerais. Eu sempre ouvir aqueles cantos barrocos que eram tocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais foram as suas maiores influências musicais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Quando adolescente, comecei a ouvir jazz por influência do meu irmão mais velho, o Paulinho Horta, casado com a Gracinha Horta, presente neste show. Foi ele que “me colocou na roda” desta atividade profissional quando eu tinha 16 anos. Eu comecei a compor 13 anos de idade. Depois das primeiras composições fui para o Rio de Janeiro e lá participei de vários festivais da canção popular brasileira. Isto aconteceu junto de outros músicos como o grupo MPB 4e a cantora Joyce. No final dos anos 60, Alaíde Costa e Leny Andrade começaram a gravar músicas minhas. A partir daí, e ao longo destas mais de 30 anos me lancei como compositor e guitarrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Este ano a cidade de Belo Horizonte está comemorado 40 anos do “Berimbau Jazz Clube”, um dos principais redutos da nata dos músicos mineiros, como Milton Nascimento, Nivaldo Ornelas, entre outros. Como foi, para você, participar de todos estes acontecimentos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Foi um acontecimento muito importante a existência do “Berimbau Jazz Clube”. Eu era na verdade o “mascote” dos músicos. Tinha 16 anos e não podia ficar lá dentro por causa da minha idade. Cheguei a entrar lá apenas uma vez e bem rapidamente. Mas sempre convivi com os músicos da geração de meu irmão que passaram por lá: o Nivaldo Ornelas, o Wagner Tiso e muitos outros. Todos faziam música para sobreviver e ganhar uma grana. Curtíamos muito jazz e compositores como Duke Ellington, Stan Getz, e cantores como Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. O grupo do bar tinha uma cultura densa e rica. Foi aí que adquiri o meu gosto pelo jazz e desenvolvi meu caminho harmônico e o jeito de tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Conte-nos um pouco sobre a música “Manoel, o audaz”. Como ela foi composta e o que ela simboliza em sua obra?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- O compositor Fernando Brant sempre foi um grande poeta. E para cada compositor que ele trabalhava ele escolhia temas e tinha uma característica literária muito própria. Eu sempre fui uma pessoa simples e ligada ao lado telúrico da vida.Por isso, ele sempre fez letras das minhas músicas com imagens do cotidiano. Por exemplo, “Diana”, era uma cachorra dele. Já “Falso Inglês”, era uma gringa que estava cantando em certa ocasião. Na verdade, ele fazia letras sem me perguntar e quando eles chegavam era sempre uma surpresa. “Manoel, o audaz” virou hino. Ela história de um jipe, cujo modelo é de 1951. Mas a música foi feita nos anos 70. Ele expressa toda a vontade de ser livre, justo e amar a natureza e as pessoas. Uma das poucas músicas que combinei com Brant como seria a letra foi na canção “Céu de Brasília”. Foi engraçado por que na mesma hora que mostrei a música a ele, logo disse: “Olha, eu nunca fui a Brasília. Como vou escrever esta letra?”. Depois ele escreveu uma letra e era como conhecesse a capital federal de cor e salteado. As melodias inspiraram os poetas e o Brant sempre teve uma sacação muito grande com o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O Museu do “Clube da esquina”, projeto iniciado pelos membros do grupo de músicos mineiros da década de 70, recém fundado na capital mineira, está cheio de projetos bastante expressivos, buscando resgatar a memória afetiva e musical dos mesmos. Gostaria de saber se você tem participado deste projeto e como o analisa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estou participando. Sou um dos membros fundadores do “Clube da Esquina”. Na verdade, este movimento musical não foi uma coisa programada. Ele foi um acontecimento. Depois de uma década que o primeiro disco saiu, em 1972, tanto o público como a imprensa, começaram a reconhecer que aquilo era um movimento musical. Isto aconteceu devido ao grande número de compositores e interpretes talentosos deste que é, sem sombra de dúvida, um disco histórico para a MPB (Música Popular Brasileira). Depois veio o disco “Clube da Esquina 2”, em 1978. Um site foi lançado recentemente e ele foi criado justamente para os membros se reencontrarem e para podermos criar outros projetos para passar as gerações futuras o legado que criamos, vivemos e acabamos dedicando para outras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Vocês já chegaram a cogitar o lançamento do “Clube da Esquina 3”, com uma nova geração de músicos, cantores e compositores mineiros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Esta pergunta foi sempre levantada, mas o Milton Nascimento, “o carro-chefe do movimento”, já afirmou que o “Clube da Esquina 3”, pode ser considerado seu álbum “Anima”(1982). Acredito que ele não tem vontade ou interesse mais de reunir as pessoas daquela época. Varias vezes eu tentei reunir Wagner Tiso, Lô Borges, telo Borges,, Beto Guedes, Flávio Venturini, mas sempre faltava o “Bituca”. A gente respeita a vontade dele. Agora, quem sabe poderemos ter em breve o “Clube da Esquina 4”? a questão é ter oportunidade. A única coisa que posso afirmar é que estamos todos disponíveis para que isso aconteça. É só o “chefe” chamar. É preciso dizer que a nova geração de músicos mineiros, apesar do destaque nacional, não tem uma ligação como “Clube da Esquina”. A não ser Samuel Rosa, vocalista do “Skank”, que foi vizinho de Lô Borges no bairro de santa Tereza, em belo Horizonte. Minas Gerais produziu uma variada gama de estilos e cada uma terá sua praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Minas Gerais, desde muito tempo, vem produzindo compositores c cantores de renome. Poderíamos citar Ari Barroso, o “Clube da esquina” e mais recentemente bandas pop como Skank e Jota Quest. O Estado parece ter produzido uma sonoridade própria, diferente, por exemplo, da Tropicália. A que você atribuiria isto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Acontece que o mineiro não faz tanto estardalhaço. Nós somos muito de vender o peixe e costumamos fazer as coisas em silêncio. E quando a coisa é vanglorizada e valorizada, é que as pessoas se tocam da importância daquilo. A gente nunca quis divulgar o “Clube da Esquina” como um grande movimento. Mesmo porque cada membro tinha sua própria carreira ou mesmo a viu despontar a partir do movimento. Eu considero o “Clube da Esquina” um movimento mais importante musicalmente do que a Tropicália. Ele foi mais revolucionário na densidade musical. Com toda a certeza ele é o movimento musical, mais importante da segunda metade do século XX no Brasil. Tínhamos criatividade melódica, harmônica e rítmica. Os padrões rítmicos eram infinitamente superiores aos trabalhos musicais da Tropicália, onde a musicalidade ficava a cargo de Rogério Duprat, que acabou colorindo os arranjos das músicas de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Mas a importante de estética, de mudanças de hábitos, afinal, foram eles que colocaram a guitarra MPB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ao longo dos últimos anos você tem dirigido seu trabalho para um público selecionado. Sua obra tem ganhado, inclusive, fama internacional. Como você analisa o momento musical brasileiro? Há espaço para trabalhos como o seu?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Sou muito valorizado no Brasil. Mas acontece é que se o grande público conhecesse o meu trabalho ele poderia comprar mais discos e irem aos shows. Meu trabalho e amplo: vai do pop, passa pela bossa nova, o forró, entre outros. Lá fora a receptividade é muito maior. Consegui criar uma escola em diversas partes do mundo. Estarei nos próximos dias em turnê pela Áustria, Espanha, Escandinava, Dinamarca e Suécia. Em junho, eu volto para a Europa onde irei participar de vários projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- É difícil fazer música instrumental no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Sou um músico privilegiado. Estou sempre viajando para fora e gravando com outros músicos e, hoje, sou uma referência para as novas gerações. O que me alegra e muito.&lt;br /&gt;Isto é que significa que eu venda milhões de discos e faça dezenas de shows anualmente. O Brasil tem espaços ótimos onde os músicos instrumentais podem atuar. Além disso, há muitos festivais de jazz, programas de rádios culturais e universitárias que tem interesse na nova geração de músicas instrumentais no país. A música mais bem feita e cuidada é aquela feita pelos instrumentistas. Os cantores dependem de boa formação dos músicos. Sem eles, a música brasileira vai ficar muito “mal na fita”. Ela vem enriquecer as técnicas e as versatilidades dos músicos. A MPB é considerada, hoje, a música mais rica do mundo. Apesar de ela não estar na mídia, ela continua substanciosa e poderá alimentar as futuras gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- A quantas anda o projeto de lançar o “Livrão da Música Brasileira”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- O livro é um projeto que eu desenvolvi há 20 anos. Eu consegui um patrocínio para terminar a pesquisa ainda neste semestre e espero que o livro seja publicado ainda este ano.&lt;br /&gt;A obra apresenta cerca de 700 partituras dos compositores mais importantes dos últimos 130 anos. Ele trará verbetes, indicações de referências de gravações, entre outras coisas. É um trabalho muito desgastante, mas motivante e enriquecedor. Graças ao Governo do Estado de Minas Gerais, a Cemig (Companhia Elétrica de Minas Geraes), da Civita, do Fundo Nacional de Cultura, que estão dando toda a credibilidade para o projeto, creio que até o final deste ano a obra vai chegar às livrarias, bibliotecas e universidades do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é para você retornar ao interior de Minas Gerais, no caso, Lavras, cidade bem próxima de Três Pontas, um dos berços do “Clube da Esquina” e terra natal, por adoção, de “Bituca”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Lavras é um lugar onde eu sempre quis tocar. Acho que o teatro Lane-Morton tem até muitos problemas, pois o palco é alto e o som costuma retornar muito. Mas apesar de não ter um som limpo e uma acústica legal, eu estou muito feliz de estar aqui. Lavras é uma cidade que tem muitas universidades, um pessoal bonito, jovem e com garra. Estar no interior de Minas Geraes é uma maravilha. Aqui é ode reabasteço minhas energias para voltar para os trabalhos internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais sãos seus planos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Pretendo lançar um DVD ainda este ano. O trabalho é fruto de um show que aconteceu no Sesi Minas no ano passado. Devo também lançar mais um CD inédito. Este ano eu também já produzi a turnê do novo show de George Benson no Brasil. Nos conhecemos recentemente e nos tornamos grandes amigos. George Benson é um grande e talentoso músico de jazz. Ele é uma cara altamente musical.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-34405695254903800?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/34405695254903800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=34405695254903800&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/34405695254903800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/34405695254903800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/toninho-o-audaz.html' title='Toninho, o audaz'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RtA3nChxL6I/AAAAAAAAANU/pmqE1-0mdcQ/s72-c/Toninho%2520Horta%2520-%2520Foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5959491930845659500</id><published>2007-08-03T18:44:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T18:55:54.625-07:00</updated><title type='text'>Os Cantos de Afrodite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPbEelup1I/AAAAAAAAAM8/UTQNJvYzV68/s1600-h/afrodite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094656473463433042" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPbEelup1I/AAAAAAAAAM8/UTQNJvYzV68/s320/afrodite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três femininos cantos dispersos na noite do Brasil. Vozes cálidas que cortam o vento da madrugada fria latino-americana. De tão lúcidas, podem chegar a assustar, encharcadas que estão de um sentimento doce, amoroso, levando-nos a um estado quase permanente de beleza. O sentimento benfazejo nasce ao ouvirmos a tríade de lançamentos que a gravadora Lua Discos disponibiliza no mercado fonográfico nacional. São eles “Voz &amp; Piano” (Alaíde Costa &amp;amp; João Carlos Assis Brasil), “Faço no Tempo Soar Minha Sílaba” (Célia &amp;amp; Dino Baroni) e “Se É Pecado Sambar” (Mariana de Moraes).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5959491930845659500?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5959491930845659500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5959491930845659500&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5959491930845659500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5959491930845659500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/os-cantos-de-afrodite.html' title='Os Cantos de Afrodite'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPbEelup1I/AAAAAAAAAM8/UTQNJvYzV68/s72-c/afrodite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-9181401922756456905</id><published>2007-08-03T18:35:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T11:19:09.999-07:00</updated><title type='text'>Canto I</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPZp-lup0I/AAAAAAAAAM0/FuEiPOwGqU4/s1600-h/Foto+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094654918685271874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPZp-lup0I/AAAAAAAAAM0/FuEiPOwGqU4/s320/Foto+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;O que se procura reter entre os dedos (ou seria dos ouvidos?) é a magia de reencontrar a cantora e compositora Alaíde Costa em parceria com o já consagrado pianista João Carlos Assis Brasil. Encontro histórico da dupla idealizado pelo produtor José Milton.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Voz &amp;amp; Piano” é intimismo lapidado, sem virtuosismos vocais ou instrumentais. Repertório impecável, escolhido a dedo. “Janelas Abertas” (Antonio Carlos Jobim/Vinícius de Morares), “Essa Mulher” (Joyce/Ana Terra), “Amargura” (Radamés Gnattali/Aberto Ribeiro), mostram um tempo em suspensão. Aquele da delicadeza nacional perdida, ausente, em meio a mortos e feridos de nosso dia-a-dia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No mundo dionisíaco da dupla, clássicos tantas vezes mumificados pelo tempo e versões pouco felizes são presenteados com um sopro de vida e leve e embriagada. É assim nas dolentes e emocionadas interpretações de “Nunca” (Lupicínio Rodrigues) ou “Estrada Branca” (Antonio Carlos Jobim/Vinícius de Moraes). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Foi uma emoção grande e uma espontânea troca de idéias. O objetivo era gravar só canções de amor, sem a coisa de cortar os pulsos. Quando fomos fazer a primeira música, parecia que tínhamos ensaiado na véspera”, recorda Alaíde Costa sobre o fiel parceiro. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-9181401922756456905?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/9181401922756456905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=9181401922756456905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9181401922756456905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9181401922756456905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/canto-i.html' title='Canto I'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPZp-lup0I/AAAAAAAAAM0/FuEiPOwGqU4/s72-c/Foto+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-492027495351443552</id><published>2007-08-03T18:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T11:20:02.420-07:00</updated><title type='text'>Canto II</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPXJelupwI/AAAAAAAAAMU/rxgjbwu6otw/s1600-h/Foto+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094652161316267778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPXJelupwI/AAAAAAAAAMU/rxgjbwu6otw/s320/Foto+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dobra-se uma esquina da canção nacional. A cantora Célia, passados mais de 35 anos de carreira, continua dando das suas, com a gana que lhe sempre conferida no momento de soltar a voz e os sentimentos que a permeiam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escoltada por Dino Baroni, ela chega fervendo neste seu “Faço no Tempo Soar Minha Sílaba”. O título (retirado de uma das mais notáveis canções pós-tropicalista de Mano Caetano), bastante original, ajuda a entender a escolha de um repertório que procura unir tempos e espaços distintos. A produção ficou a cargo do jornalista e pesquisador musical Thiago Marques Luiz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não? Vamos lá: “Serra da Boa Esperança” (Lamartine Babo), “Cabaré” (João Bosco e Aldir Blanc), “Mente ao Meu Coração” (F. Malfitano) e “Geraldinos e Arquibaldos” (Gonzaguinha). Números musicais que se desvelam no canto de uma intérprete experiente e em estado de graça, que brinca, espontânea, no terreno profícuo dos acordes variados e sucintos do violonista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem também pinta na área com participações mais que especiais são Zélia Duncan (“Disritmia”), Dominguinhos (“Mãe, Eu Juro/ Sem Açúcar”), Lucinha Lins (“Quase”) e Beth carvalho (“Pressentimento”). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-492027495351443552?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/492027495351443552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=492027495351443552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/492027495351443552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/492027495351443552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/canto-ii.html' title='Canto II'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPXJelupwI/AAAAAAAAAMU/rxgjbwu6otw/s72-c/Foto+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5515123274496142040</id><published>2007-08-03T17:27:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T11:20:34.871-07:00</updated><title type='text'>Canto III</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPIz-lupvI/AAAAAAAAAMM/fH_mQnzIs_A/s1600-h/Foto+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094636398786291442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPIz-lupvI/AAAAAAAAAMM/fH_mQnzIs_A/s320/Foto+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mariana de Moraes chega com tudo em “Se é Pecado Sambar” (Lua Music), seu primeiro CD solo lançado no Brasil. Ela ressurge depois de um longo período de hibernação. Seu último registro fonográfico aconteceu em 1997 ("Alegria Continua"), quando esteve ao lado de Zé Renato e Elton Medeiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neta do compositor e poeta Vinicius de Moraes (1913–1980), a cantora tem no currículo duas décadas de atividade artística, que inclui, além da música, cinema, teatro e novelas. Mais recentemente, ela deixou os marmanjos embasbacados com sua aparição relâmpago (estou entre eles, ok?) no documentário sobre seu avô, “Vinícius”, de Miguel Faria Jr.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Se é Pecado Sambar” foi lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Japão, em 2003. A idéia partiu do arranjador, compositor e pianista Guilherme Vergueiro, que fez a proposta para a interpréte. Depois do convite aceito por ela, o projeto foi encampado por um selo norte-americano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mariana é acompanhada pelo carioca Carlinhos Sete Cordas nos violões e cordas. No repertório há espaço para o ecletismo. A cantora passeia por estandartes bossanovista e jazzísticos, como “Fotografia” (Tom Jobim) e “I Fall In Love Too Easily” (Kahn/Styne), além do sambinha “Agora é Cinza” (Bidê/Marçal), entre outras belezuras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5515123274496142040?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5515123274496142040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5515123274496142040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5515123274496142040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5515123274496142040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/canto-iii.html' title='Canto III'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPIz-lupvI/AAAAAAAAAMM/fH_mQnzIs_A/s72-c/Foto+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7371984649658517728</id><published>2007-08-03T17:13:00.000-07:00</published><updated>2007-08-06T11:22:23.170-07:00</updated><title type='text'>A meia-noite no jardim lupicínico de Aldir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPGk-lupuI/AAAAAAAAAME/psQhrsz9ic8/s1600-h/capa_aldir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094633942064998114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPGk-lupuI/AAAAAAAAAME/psQhrsz9ic8/s320/capa_aldir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo catálogo da Lua Discos, vale conferir “Vida Noturna”, álbum do outsider carioca Aldir Blanc. Compositor-cronista-escritor-psicólogo-parceiro-amigo-irmão de João Bosco que vem iluminado com seu candeeiro de idéias a cultura brasileira nas últimas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando um mosaico de retratos perdidos numa noite suja, o álbum funciona como uma catarse, que eclode em pequenos tesouros da enluarada e dionisíaca lira do compositor. “Eu tenho num bolso/uma carta,/uma estúpida esponja/pó-de-arroz/e um retrato, meu e dela,/que vale muito mais/do que nos dois”, diz a letra da faixa-título. E estamos entendidos, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compositor de sanha criativa rara, capaz de transitar entre a alma feminina, o cotidiano rodriguiano e as situações cômicas e mambembes, ele nada de braçada neste seu segundo título lançado em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aldir Blanc tem ainda a companhia de parceiros e músicos memoráveis, tais como Mauricio Tapajós, Cristóvão Bastos, Guingua, Moacir Luz, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7371984649658517728?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7371984649658517728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7371984649658517728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7371984649658517728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7371984649658517728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/meia-noite-no-jardim-lupcnico-de-aldir.html' title='A meia-noite no jardim lupicínico de Aldir'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPGk-lupuI/AAAAAAAAAME/psQhrsz9ic8/s72-c/capa_aldir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7494459634735183563</id><published>2007-08-03T17:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T17:10:48.674-07:00</updated><title type='text'>Meditações sobre o tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPD5OluptI/AAAAAAAAAL8/NQPJo8wPU7w/s1600-h/zÃ©+guilherme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094630991422465746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPD5OluptI/AAAAAAAAAL8/NQPJo8wPU7w/s320/z%C3%A9+guilherme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nossa dica também vai para o mais novo álbum do cantor e compositor Zé Guilherme, “Tempo ao Tempo”, que traz regravações de Zeca Baleiro, Vitor Ramil, Péri, Carlos Careqa e Marcelo Quintanilha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cearense de Juazeiro do Norte e radicado em São Paulo desde 1982, ele vem se firmando como uma dos grandes artistas contemporâneos do País, ao unir repertório criterioso, voz precisa e refinada, interpretação marcante e forte presença de palco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo Zé Guilherme, falar do tempo, “é falar genuinamente do sentimento humano, denso e profundo, leve e epidérmico, divino e do mundo. É traduzir espiral e labirinto, nos quais habitamos e nos aprimoramos, a partir de distintos pontos de vista”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cantor é acompanhado pela cozinha sonora de Douglas Alonso (percussão), Estevan Sinkovitz (guitarra e violão de aço) e Luciano Barros (baixo). Samplers, arranjos e bateria ficam por conta de Serginho R. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem aparece para uma canja em “Caminhos do Coração”, típica “canção peito aberto” do moleque serelepe Gonzaguinha, é Vânia Abreu. “É tão bonito quando a gente entende/Que a gente é tanta gente onde que a gente vá/ E é tão bonito quando a gente sente/Que nunca está sozinho por mais que pense estar”. Explodem corações. Galáxias se abrem. Tudo agora é calmaria. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7494459634735183563?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7494459634735183563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7494459634735183563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7494459634735183563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7494459634735183563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/08/meditaes-sobre-o-tempo.html' title='Meditações sobre o tempo'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RrPD5OluptI/AAAAAAAAAL8/NQPJo8wPU7w/s72-c/z%C3%A9+guilherme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-176985984957184850</id><published>2007-07-27T16:13:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T17:01:30.073-07:00</updated><title type='text'>Toda Poderosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rqp_aulupsI/AAAAAAAAAL0/w7EsoiRnkuU/s1600-h/maysa+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092022425855370946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rqp_aulupsI/AAAAAAAAAL0/w7EsoiRnkuU/s320/maysa+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi ele, só podia ser ele, o grande produtor Aloysio de Oliveira, quem preconizou certa vez a respeito de uma das mais importantes intérpretes da música nacional. “Existem poucos artistas que possuem a terceira dimensão. A terceira dimensão é uma força de personalidade que permite ao artista hipnotizar o público. Maysa tem essa força”. A frase, eternizada na contracapa daquele antológico álbum do mito, gravado em 1964, hoje parece soar como mais um lugar comum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as aparências enganam. Maysa (1936-1977), cantora e compositora carioca, responsável pela criação de verdadeiros hinos da dor-de-cotovelo, tais como “Ouça” e “Meu mundo caiu”, resiste além dos rótulos. São muitas as suas faces. Doce e amarga. Áspera e suave. Mutante. Visceralmente única e eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todas elas se enredam em “Maysa - Só numa multidão de amores” (&lt;em&gt;Editora Globo&lt;/em&gt;), biografia escrita pelo jornalista Lira Neto, que procurou, de forma inédita, aproximar os leitores da complexa e escancarada trajetória da mulher que marcou com seu talento e personalidade pelo menos três décadas da canção e da sociedade brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma história de rotas transversais que se entrecruzam tanto por inferninhos escuros, enuviados pela fumaça de cigarros e doses cavalares de whisk e almas perdidas, quanto pela pré-história de uma mídia cada vez mais sedenta e voraz por escândalos e manchetes sensacionalistas. Paralelas que, entre outras, vão dar em alucinantes e emocionados momentos musicais, criadores, etílicos e sentimentais protagonizados por Maysa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na construção de seu livro, Lira Neto partiu de pesquisas em arquivos familiares, entrevistas com cerca de 200 pessoas, entre parentes, amigos, ex-namorados, músicos e produtores, para chegar ao resultado final de seu trabalho. Empreitada de fôlego que levou o jornalista a ter acesso aos diários íntimos de Maysa, graças à generosidade do filho da cantora, o diretor de cinema e televisão, Jayme Monjardim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De sua casa em São Paulo, ele nos concedeu uma entrevista exclusiva por e-mail na semana passada. Uma conversa agradável repleta de verve, conteúdo e beleza. Dessas que deixam a gente com o coração na mão de tanta alegria, como se ouvíssemos o canto estelar da musa intrépida. Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como surgiu a idéia de escrever o livro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Todo biógrafo sonha em escrever um livro sobre um personagem como Maysa: alguém que viveu de modo intenso, que mergulhou na vida sem rede de proteção. Assim, biografar Maysa era um sonho antigo. Contudo, sabia que vários colegas jornalistas já haviam tentado – sem sucesso - abordar seu único filho, o diretor de cinema e televisão Jayme Monjardim, para ter acesso aos "baús" da cantora e compositora. Tive, felizmente, mais sorte. Um amigo em comum, o escritor Fernando Morais, fez a mediação entre nós e, assim, Jayme concordou em confiar-me o precioso acervo familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-A narrativa se inicia com uma linguagem alucinante, reconstituindo a segunda tentativa frustrada de suicídio de Maysa. Foi uma forma de pegar o leitor pelo colarinho e colocá-lo diante da biografada?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Um bom livro tem que fisgar o leitor desde a primeira linha. Em vez de começar de forma burocrática, com algo do tipo "Fulano de Tal nasceu na cidade x, no dia y de dezembro de mil novecentos e não sei quanto", é preciso transportar os leitores imediatamente para dentro de uma cena, na qual se apresente o personagem de forma atraente e carregada de impacto. Para tanto, no caso de uma biografia, isso só é possível por meio de uma pesquisa apurada, detalhista. O acesso aos diários de Maysa foi fundamental para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Maysa desenvolveu uma relação complexa com a imprensa e seu público, misturando momentos de atração e repulsa. Para você, ela pode ser um dos expoentes deste fenômeno tão conhecido no mundo contemporâneo, quando o artista passa a ser utilizado pela mídia e vice-versa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Maysa foi, talvez, a primeira artista brasileira a ser alvo e artífice deste fenômeno tão contemporâneo que é a construção midiática de uma celebridade. Nenhuma outra personalidade do mundo artístico nacional havia, até então, tido a vida mais devassada pela imprensa do que ela. Ao mesmo tempo, ninguém soube tirar maior proveito disso do que a própria Maysa. Tudo que fazia ou dizia virava notícia. Tinha um talento extraordinário, uma voz singular, mas muito de seu sucesso advinha também de sua capacidade de gerar fatos para o apetite dos jornalistas à caça de escândalos e fofocas. Ela tinha absoluta consciência disso. Tanto que guardou cada linha que se publicou sobre ela – falassem bem ou falassem mal - ao longo de sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;-Você teve acesso irrestrito aos diários íntimos da cantora e compositora. Como conseguiu esta façanha? Houve alguma restrição por parte de seus familiares?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Nesse aspecto, tive o cenário ideal para um biógrafo: acesso total ao acervo da família e, ao mesmo tempo, liberdade completa para escrever sobre tudo aquilo que eu apurasse durante a pesquisa. Desde o início, sabia que não faria sentido nenhum fazer uma biografia em que Maysa fosse retratada de forma rósea e idealizada. O livro tinha a obrigação de ser fiel ao mesmo espírito de liberdade que norteou a existência de uma pessoa transgressora como Maysa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Em alguns momentos temos a impressão de que Maysa sabia perfeitamente que entraria para a história da MPB, não só pelo talento nato, mas pela sua vida tresloucada, que andava junto com sua arte. A construção do mito em torno dela parece moldada com o cuidado de um detalhista. Concorda com esta afirmativa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Maysa tinha um inegável senso de posteridade. O fato de ter escrito diários e ter guardado uma montanha de recortes de jornais e revistas demonstra isso com clareza. Mas ela não fazia disso – o que você chama de "construção do mito" - algo tão deliberado assim. Ela não era, de modo algum, uma pessoa racional e calculista. Ao contrário: era absolutamente espontânea, intuitiva. O que ela tinha de diferente era uma inteligência aguda, uma sensibilidade muito acima da média, uma certeza de que, além de excelente cantora, era também uma mulher muito à frente de sua época. Mas não vivia de forma tresloucada para moldar uma imagem pública baseada na transgressão. Longe disso. Na verdade, ela era a mais perfeita tradução dessa própria transgressão. Nela, nada era forçado, artificial, fabricado. Apenas queria viver e cantar aquilo que acreditava, a despeito de sempre ter pago um preço alto demais por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Na orelha do volume, Ruy Castro escreveu uma verdade inconteste, a de que Maysa, a despeito de sua luta pela felicidade e seu talento, foi vítima de inimigos invencíveis, como o preconceito, a ignorância e a fatalidade. De alguma forma, eles continuam a fazer vítimas dentro e fora da música?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, não vejo mais tanta gente, no cenário artístico brasileiro, que encarne a mesma verdade e a mesma autenticidade que eram tão típicas de Maysa. Hoje vivemos o império do politicamente correto, a síndrome do bom-mocismo. É uma era de celebridades instantâneas e plastificadas, de talentos pasteurizados. Almas radicais como Maysa são cada vez mais raras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Qual tem sido a resposta do público diante do trabalho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Felizmente, a melhor possível. Dois meses após o lançamento, já foram feitas quatro tiragens do livro. Um sinal inequívoco de que Maysa – tanto em sua música quanto em sua atitude - continua atualíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- A proibição judicial da comercialização da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", do jornalista Paulo César de Araújo, reacendeu o debate em torno do direito de expressão no Brasil. Qual é o seu posicionamento diante deste caso?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- O caso da proibição da biografia de Roberto Carlos significa um atroz obscurantismo. Sou radicalmente contra tirar livros de circulação para transformá-los em papel reciclado. Se Roberto se ofendeu com algo que por acaso leu, que processasse o autor. Ele tinha esse direito. Mas retirar os exemplares das prateleiras das livrarias é uma espécie ostensiva de censura. Mas o que mais temo nessa história toda é o efeito que o episódio possa vir a produzir no mercado editorial. Pior do que a censura institucionalizada é a autocensura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você poderia adiantar quais são os seus planos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tenho alguns novos projetos na fila, mas prefiro não revelá-los, por enquanto. Primeiro quero conseguir acesso a documentos exclusivos, que irão alimentar meu próximo livro. Nos próximos meses, direi do que se trata. Mas ainda é segredo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-176985984957184850?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/176985984957184850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=176985984957184850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/176985984957184850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/176985984957184850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/toda-poderosa.html' title='Toda Poderosa'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rqp_aulupsI/AAAAAAAAAL0/w7EsoiRnkuU/s72-c/maysa+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-2931122304632600093</id><published>2007-07-23T12:17:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T12:58:25.137-07:00</updated><title type='text'>As maravilhas das Geraes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqUF_elupqI/AAAAAAAAALk/6ObAK-VsQN8/s1600-h/Aleijadinho_Joel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090481541913421474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqUF_elupqI/AAAAAAAAALk/6ObAK-VsQN8/s320/Aleijadinho_Joel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vem das Geraes, de suas montanhas, de sua terra, de seu povo, todo este encantamento misterioso, que teima em se fazer arte. Festa. Celebração. Alegria. Seja na literatura (salve, salve Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava!), no cinema (alô, alô Humberto Mauro!), nos quadrinhos (diz aí Ziraldo, Henfil &amp;amp; Cia), na política (Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves), não importa, Minas continua comendo pela beiradas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o assunto é música, não é diferente. Prova disso é a enxurrada de DVD's que mostram a riqueza cultural de Minas Geraes. Quatro grandes lançamentos, Wagner Tiso, os grupos 14 Bis e Uakti e o documentário "Violões de Minas", amplificam as belezas e os mistérios dos sons produzidos no Estado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o que vocês conferem abaixo, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-2931122304632600093?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/2931122304632600093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=2931122304632600093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2931122304632600093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2931122304632600093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/as-maravilhas-das-geraes.html' title='As maravilhas das Geraes'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqUF_elupqI/AAAAAAAAALk/6ObAK-VsQN8/s72-c/Aleijadinho_Joel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-4238534968566392006</id><published>2007-07-23T12:07:00.001-07:00</published><updated>2007-07-23T12:17:13.157-07:00</updated><title type='text'>Simplicidade e Sofisticação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT90OlupoI/AAAAAAAAALU/3VlboNUI1MA/s1600-h/wagner.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090472552546870914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT90OlupoI/AAAAAAAAALU/3VlboNUI1MA/s320/wagner.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Wagner Tiso dispensa apresentações. Compositor, orquestrador, pianista e regente, ele representa hoje um dos maiores ícones da música brasileira. Para marcar a festa de seus 60 anos de vida, 45 de profissão, ele decidiu lançar um DVD histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado em dezembro de 2005, o show traz Wagner à frente da Orquestra Petrobrás Sinfônica junto de convidados especialíssimos: Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Grupo Uakti, Tizumba, Nivaldo Ornellas, Robertinho Silva, Toninho Horta e Guarda de Moçambique do Divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apresentação é um passeio pelos sons de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, da Espanha e dos caminhos de Zegreb. Uma musicalidade que mistura os sons criados pelos ciganos, as congadas mineiras, o rock, a canção brasileira, as trilhas de cinema e as suítes para grandes orquestras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DVD registra depoimentos dos artistas e da família. Em alguns trechos, Wagner revisita seu passado. Por detrás de seus olhos descortina-se o jovem talentoso que se aventurou pelo Rio de Janeiro com sua pequena mala de roupas e pertences à tira-colo, dormindo em ruas, ao mesmo tempo em tocava nas míticas boates daquela Copacabana luminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividido em cinco eixos temáticos, “O olhar mineiro sobre o Rio”, “O olhar do Rio para Minas”, “O olhar mineiro revê Minas”, “O olhar mineiro vê o mundo” e “O mundo olha Minas”, o espetáculo combina simplicidade e sofisticação que sempre moveram a vida artística de Wagner Tiso. Emocionante. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-4238534968566392006?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/4238534968566392006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=4238534968566392006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4238534968566392006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4238534968566392006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/simplicidade-e-sofisticao.html' title='Simplicidade e Sofisticação'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT90OlupoI/AAAAAAAAALU/3VlboNUI1MA/s72-c/wagner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7444834652822413110</id><published>2007-07-23T12:00:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T12:06:30.999-07:00</updated><title type='text'>Invenção e Memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT8CuluplI/AAAAAAAAAK8/irF0wc1YVeY/s1600-h/uakti+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090470602631718482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT8CuluplI/AAAAAAAAAK8/irF0wc1YVeY/s320/uakti+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT7u-lupkI/AAAAAAAAAK0/StCNk8ugBws/s1600-h/uakti.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Marco Antonio Guimarães, Artur Andrés Ribeiro, Paulo Sérgio Santos e Décio Ramos, o grupo Uakti, é outro símbolo da mineiridade contemporânea. Os caras chegaram como uma experiência estética, visual e sonora em 1978 e não pararam mais. O nome conjunto de música instrumental se origina de uma lenda dos índios &lt;em&gt;Tukano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capitaneados pelo arranjador e compositor Marco Antonio Guimarães, mestre na arte de criar instrumentos de PVC, madeira, metais e vidros, os integrantes criaram uma identidade própria. Foram e continuam a ser destaque em trabalhos de outros artistas: Milton Nascimento, Paul Simon, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grupo é marcado por um estilo composto de estruturas rítmicas complexas. A melodia e a harmonia são forjadas de forma a aproveitar as características de execução do instrumental. Técnicas composicionais contemporâneas se misturam ao som dos instrumentos, emprestando ao conjunto um caráter primitivo à música do grupo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Uakti”, DVD gravado no Palácio das Artes em setembro de 2006, registra o primeiro trabalho do gênero do conjunto. São momentos de puro experimentalismo e beleza. Tudo costurado pela idéia da roda, símbolo imagético pulsante, girando, unindo o passado e o presente do homem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como também nosso futuro. Vale a pena conferir o minimalismo de “Música para um Antigo Templo Grego” (Artur Andrés Ribeiro) e “Ovo da Serpente” (Marco Antonio Guimarães). Caso você esteja cansado ouvir versões pasteurizadas de “Trenzinho Caipira” (Heitor Villa Lobos) e “Arrumação” (Elomar Figueira de Melo), por exemplo, corra até a loja e veja que há vida inteligente pulsando dentro da música nacional.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7444834652822413110?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7444834652822413110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7444834652822413110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7444834652822413110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7444834652822413110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/inveno-e-memria.html' title='Invenção e Memória'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT8CuluplI/AAAAAAAAAK8/irF0wc1YVeY/s72-c/uakti+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-4767734782413631143</id><published>2007-07-23T11:53:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T11:59:20.912-07:00</updated><title type='text'>Rock das Alterosas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT5yOlupjI/AAAAAAAAAKs/fGRIvLbeH4o/s1600-h/14+Bis+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090468120140621362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT5yOlupjI/AAAAAAAAAKs/fGRIvLbeH4o/s320/14+Bis+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história do rock mineiro se viu vingada recentemente com o lançamento merecido do DVD “14 Bis Ao Vivo”. Empreitada está protagonizada pela banda de Sérgio Magrão (baixo), Cláudio Venturini, Vermelho (teclados) e Hely (bateria), que chegam pela primeira vez ao formato para marcar os seus 25 anos de estrada.    &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Gravado no Palácio das Artes, na capital mineira, em dezembro do ano passado, o show celebra momentos marcantes da carreira do 14 Bis. Há participações especiais de amigos, instrumentistas e cantores, tais como Beto Guedes (Caçador de Mim), Rogério Flausino (Jquest – Planeta Sonho), Marcus Vianna (violino – 14 Bis Instrumental e Mesmo de Brincadeira) e Flávio Venturini (co-fundador da banda – Planeta Sonho e Uma Velha Canção Rock’and Roll). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O repertório apresenta todas as influências que moldaram o som da banda: música mineira, Clube da Esquina, música erudita, instrumental e progressiva, Beatles, rock’ and roll, vocais elaborados, harmonias ricas e ritmos variados. Há ainda a participação de um Quarteto de Cordas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquem tranqüilos, pois aquelas canções que não podem faltar em qualquer show da banda tem presença garantida. “Espanhola”, “Natural” e “Nave de Prata” são algumas delas. Só faltou mesmo um cafezinho e bom um pão de queijo para acompanhar. O que é pedir muito, né?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-4767734782413631143?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/4767734782413631143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=4767734782413631143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4767734782413631143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4767734782413631143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/rock-das-alterosas.html' title='Rock das Alterosas'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT5yOlupjI/AAAAAAAAAKs/fGRIvLbeH4o/s72-c/14+Bis+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-1723495827378959944</id><published>2007-07-23T11:48:00.000-07:00</published><updated>2007-07-23T11:53:00.007-07:00</updated><title type='text'>Acordes Dinossantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT4bulupiI/AAAAAAAAAKk/lIKu4BJ3cJM/s1600-h/violÃµes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090466634081936930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT4bulupiI/AAAAAAAAAKk/lIKu4BJ3cJM/s320/viol%C3%B5es.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A trajetória do violão em Minas Gerais, dos seus primórdios no século XX, até os dias atuais. Eis o fio condutor criado pelo produtor e violonista Geraldo Vianna em seu documentário “Violões de Minas”, filmado em formato de DVD, com 101 minutos de duração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O documentário conduz o telespectador pela paisagem de Minas e suas histórias, apresentando ainda depoimentos e a musica de renomados violonistas do Estado: José Lucena, Fernando Araújo, Theodomiro Goulart, Chiquito Braga, Toninho Horta, Juarez Moreira, Beto Lopes, Wilson Lopes, Gilvan de Oliveira, Weber Lopes e Aliéksey Vianna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No elenco de feras, constam ainda importantes personagens ligados ao universo do instrumento, como o historiador Renato Sampaio, o grande conhecedor do violão mineiro, José Pascoal Guimarães, do luthier Vergílio Lima e Dirceu Cheib, dono do Estúdio Bemol, precursor da gravação de discos em Minas Gerais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Vianna uniu o tom didático sobre o tema com performances musicais ousadas. Preste atenção nos enquadramentos e na paisagem urbana da cidade de Belo Horizonte, onde quase todo o documentário se passa. Sem contar o poema escrito e narrado pelo compositor Fernando Brant, que abre e fecha toda a narrativa, que se passa em um único dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde já, obra essencial para quem quiser entender porque o violão mineiro marcou época, deixando suas marcas na música nacional. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-1723495827378959944?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/1723495827378959944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=1723495827378959944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1723495827378959944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1723495827378959944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/acordes-dinossantes.html' title='Acordes Dinossantes'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RqT4bulupiI/AAAAAAAAAKk/lIKu4BJ3cJM/s72-c/viol%C3%B5es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-507757659824447249</id><published>2007-07-17T12:48:00.000-07:00</published><updated>2007-07-27T17:23:19.515-07:00</updated><title type='text'>A Todo Vapor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rp0eykBA-OI/AAAAAAAAAKc/LnPElUvmk-4/s1600-h/Ana_Maria_Baiana.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5088257008008755426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rp0eykBA-OI/AAAAAAAAAKc/LnPElUvmk-4/s320/Ana_Maria_Baiana.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rigor, o que dizer de uma época que juntou o espírito festivo das discotecas e o braço armado da ditadura militar então já mais do que estabelecida? A imagem kitsh do apresentador Flávio Cavalcante e a sensualidade abusada de Sonia Braga? O rock tropical dos Secos &amp; Molhados e o ufanismo declarado da dupla de cantores e compositores Dom &amp;amp; Ravel? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois é bicho, estes e tantos outros contrários da década de 70 estão de volta através de dois novos livros de Ana Maria Bahiana: “Almanaque dos Anos 70” e “Nada Será Como Antes – MPB nos Anos 70”. Jornalista e escritora de responsa, ela abriu o baú de um dos períodos mais ricos da vida brasileira. Trata-se, sobretudo, de dois olhares distintos e individuais. Não há ranço saudosista, mas sim objetividade na abordagem dos assuntos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fartamente ilustrado, “Almanaque Anos 70” apresenta uma visão panorâmica da época através de oito temas : ícones, estilo, música, verbo artes &amp; manhas, curtição, esporte e mídia. Um ampla e suada pesquisa, levou autora a construir todo o imaginário daquele momento de transformações e que tantas marcas deixou em diversas áreas do País. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No caso de “Nada Será Como Antes”, trata-se de um apanhado de reportagens que Ana Maria havia produzido para jornais e revistas do período. Lançado pela primeira vez em 1979, este clássico do jornalismo musical brasileiro volta à baila inteiramente repaginado. O volume traz novidades, como anotações, a carta-prefácio do jornalista Arthur Dapieve e um capítulo com textos inéditos e censurados, chamado “Do fundo do baú”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carioca da gema e movida à música, cinema, literatura e o que pintar pela frente, Ana Maria é um dos ícones do jornalismo cultural no Brasil. Uma carreira que cobre três décadas de reportagens e comentários sobre a cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu brilhantismo a levou ocupar lugar de destaque em redações dos principais veículos informativos nacionais: Jornal do Brasil, O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Opinião e Rolling Stone. Foi assim também nos Estados Unidos (New York Times, Syndicate, Escape e Beat), Austrália (Lê Film Français, Follow Me, HQ e Cinema Papers). De 1992 a 1995 foi ainda responsável pelo escritório de Los Angeles da revista inglesa Screen International. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue abaixo um bate-papo realizado com a “mestra” Ana Maria nas últimas semanas através de e-mail. Uma conversa informal em que ela fala, entre outros temas, de alguns momentos da carreira, da cena musical recente no Brasil e sua incursão pelo Cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Com se deu à idéia de escrever “Almanaque dos Anos 70” e relançar “Nada Será Como Antes – MPB nos Anos 70”?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Uma na verdade não teve a ver com a outra.... Estava conversando com a Senac há muito tempo sobre o relançamento do “Nada...” quando a Ediouro me propos o Almanaque. O meu trabalho na reedição do “Nada” terminou quase um ano antes do Almanaque _ foi pura coincidencia os dois terem saído tão perto um do outro. A minha vontade de reeditar o “Nada” era de dar uma nova leitura àquele material, que há muito tempo estava fora d corculação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- “Nada Será Como Antes” é um marco de nossa bibliografia pop musical e comportamental. Seus textos, embora aparentemente datados, conservam um frescor pouco comum nestes tipos de textos jornalísticos, escritos, muitas vezes, no calor da hora. Como você conseguiu chegar a este resultado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Não tenho muita noção, não. Talvez porque eles fossem intensamente vividos, e creio que as coisas vividas preservam essa energia, que as torna sempre presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- “Almanaque dos Anos 70” é um dos grandes sucessos editorias do Brasil nos últimos anos. Esta acolhida do público lhe surpreendeu?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Um pouco. Esperava uma boa reação, mas foi muito maior que o esperado. Fico super feliz porque, entre outras coisas, indica que consegui falar com um outro público, ou com vários públicos, independente de idade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;- Para muitos, a década de 70 foi um período sombrio e inexpressivo, até mesmo cafona, seja no modo de se vestir ou de se expressar artisticamente. Você acredita que os livros contribuem para rever todos estes pontos de vista, revelando outras facetas deste momento brasileiro?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Creio que sim. Quanto mais completo o olhar, melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como foi fazer parte da equipe que compôs as 36 edições (foi o que durou, né?) da primeira versão brasileira da revista “Rolling Stone”, um dos publicações-símbolo do pop/rock, nos anos 70? O que achou da nova versão, lançada há menos de um ano?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-Acho uma boa revista. É algo complemente diferente do projeto e metas da original, mas os tempos são outros e a própria RS é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você costuma acompanhar o jornalismo cultural feito hoje no país? Qual a sua visão dele neste momento? Alguma coisa se perdeu pelo caminho ou houve evoluções consideráveis ao longo das últimas décadas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Preferia não responder esta pergunta. Acho que não tenho todos os elementos necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Novas mídias e seus suportes avançados tem provocado uma transformação acelerada no modo de produzir e consumir música no mundo. Como fiel defensora do bom e velho MP3, por exemplo, como se posiciona diante destes fenômenos tecnológicos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Enquanto estiverem a serviço da criatividade humana, estou navegando por essas ondas etéreas. Sou daquelas que adora uma novidade... ouço falar, vou conferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você tem acompanhado a cena roqueira/pop/mpb brasileira? Poderia destacar algum (s) nome (s)?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Gosto de Céu, Cibelle, Celso Fonseca, Bebel Gilberto. Mas na verdade tenho ouvido mais coisas muito antigas, ou então de super-raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Sua incursão pelo cinema aconteceu no ano, com o lançamento do de “1972”, filme no qual você foi co-produtora e roteirista. Há planos de sua para mergulhar novamente pelo universo da 7ª Arte?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Com toda certeza. Com o projeto certo e as pessoas certas, estou dentro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-507757659824447249?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/507757659824447249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=507757659824447249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/507757659824447249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/507757659824447249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/todo-vapor.html' title='A Todo Vapor'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rp0eykBA-OI/AAAAAAAAAKc/LnPElUvmk-4/s72-c/Ana_Maria_Baiana.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-2698055285095213641</id><published>2007-07-07T06:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T07:00:13.225-07:00</updated><title type='text'>O samba conquista a terra dos samurais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-bHSf1L9I/AAAAAAAAAKU/lSC3zXj7BS4/s1600-h/tanaka+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084453053851316178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-bHSf1L9I/AAAAAAAAAKU/lSC3zXj7BS4/s320/tanaka+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele poderia passar desapercebido nas ruas de qualquer cidade brasileira. O japonês Katsunori Tanaka, 47 anos, pode ser reconhecido pelos traços orientais, a bermuda e a camiseta despojadona, pulando de um botequim e outro, sempre com um copo de chopp numa das mãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até aí tudo bem. Mas se de repente, como alguém que não quer nada, ele começasse a cantar um sambinha esperto? Sambinha? Sim, o cara é uma das maiores autoridades no assunto em seu país de origem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tanaka parece ter saído de um livro de contos de fada. O ex-cozinheiro de origem humilde travou seu primeiro contato com o gênero em 1978, numa loja de discos de Tókio, quando passou a colecionar bolachões de gente graduada: Cartola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfeitiçado pelos sons e a poesia de grandes mestres dos morros e Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Tanaka, de fã incondicional passou a produtor de discos do gênero. Uma fase febril de sua vida que durou cinco longos anos (1986 a 1991).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tempo suficiente pare deixar registrado 12 tesouros musicais no Brasil. Nove deles - “Doce Recordação” (Velha Guarda da Portela, 1986), “Peso na Balança” (Wilson Moreira, 1986), “Folhas Secas” (Guilherme de Brito, 1988), “Homenagem a Paulo da Portela” (Velha Guarda da Portela, 1989), “Mangueira Chegou”, (Velha Guarda, 1989), “A Voz do Samba” (Monarco, 1991) e “Resgate” (Cristina Buarque, 1994), ganham sua primeira versão digital no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gravadora Atração Fonográfica, responsável pelos lançamentos, ainda negocia com os herdeiros de alguns compositores das músicas dos discos para concluir o acerto dos direitos autorais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outras produções assinadas por Tanaka, como “Encanto da Paisagem” (Nelson Sargento) e “Okolofé” (Wilson Moreira), já estão sendo comercializados pela gravadora Rob Digital. Desfilam na avenida ainda “Velhas Companheiras (Monarco, Guilherme de Brito e Nelson Sargento) e “Uma História do Samba” (Monarco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amor &amp;amp; Conhecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tanaka reconhece nesta aventura pelo gênero genuinamente brazuca uma forma de conhecimento, “O samba é uma música estrangeira que só conheci quando tinha 16 ou 17 anos de idade. Comecei a apreender Português só depois. Não era tão fácil entender direitinho essa música, por isso, foi uma grande experiência para mim fazer estes discos”, conclama de peito aberto nos encartes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num país dominado pelo carisma e o estilo clean da bossa nova, como é o caso do Japão (que o diga João Gilberto, Roberto Menescal e Marcos Valle) o produtor japonês almeja, sem muitas pretensões, propagar cada vez mais a malícia e o gingando do samba entre o público oriental.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto prepara novos lançamentos no Brasil, Tanaka encontrou um tempinho em sua agenda para bater um papo com nossa reportagem. Perguntas e respostas cruzaram o mar do Pacífico através de e-mail nas últimas semanas. O desejo era um só: desvendar um pouco da visão deste estrangeiro verdadeiramente apaixonado pela música produzida em solo brasileiro no último século XX. Arigato, Tanaka!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como começou a sua paixão pela Música Popular Brasileira, em especial, pelo samba?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Foi em 76 ou 77. Existia uma pequena loja em Tóquio que começava a importar os discos brasileiros, que ninguém se interessava naquele tempo. Eu encontrei uns 30 discos brasileiros nessa loja, que devem ser os primeiros discos brasileiros que chegaram no Japão. Nesse 30 discos tinha o primeiro e segundo disco do Cartola (da gravadora Marcus Pereira). Comprei estes dois e gostei tanto que ouvi muitas vezes. Ouvindo (claro que, sem entender o português naquele tempo) fiquei querendo conhecer o Cartola pessoalmente. Comecei a juntar o dinheiro pra viajar ao Brasil, mas só consegui comprar a passagem no finalzinho de 80, logo depois que o Cartola morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Fale da sua atividade como produtor de discos no Japão, Indonésia, EUA, onde você vem desenvolvendo atividades ligadas ao chorinho.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Acho que e difícil explicar sobre meus projetos da Indonésia. Fiquei muito interessado quando conheci um gênero da musica indonesa, chamado kroncong, que é o choro da Indonésia. Kroncong tem influência da música portuguesa, igual ao musica havaiana, que usa o instrumento bem parecido com o Cavaquinho Brasileiro etc... Aí surgiu uma idéia na minha cabeça, que foi um (re) encontro dos irmãos, o choro e kroncong. Este foi realizado quando produzi os discos da Waldjinah, que é a Elizeth Cardoso da Indonésia. Gravei umas musicas acompanhado por os músicos de kroncong e os chorões juntos. Foi uma maravilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Os japoneses têm samba no pé?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Tem gente que sabe, tem gente que não sabe, como todos os brasileiros não sabem sambar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você acredita que o samba vem encontrando boa acolhida no mercado do japonês. Dá para competir com a bossa ou o gênero é algo para um público especifico?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Nao. O samba não vendeu (e não vai vender) tanto como a bossa nova, que e uma coisa bem especial pra os japoneses. Tem gente que gosta de sambar no clube ou tem gente que gosta desfilar no carnaval, mas eles não ouvem tanto o disco. Quem ouve mais disco, é o bossanovista, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Há novidades suas para o mercado brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- A gravadora Deckdisc está lançando um álbum duplo, chamado “Uma Historia do Choro”, que e meu novo trabalho. Ganhei o mais recente Prêmio Tim de Música com esse disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Comente um pouco sobre estes sete Cd´s de samba que a gravadora Atração Musical está disponibilizando no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Pra mim os primeiros discos que produzi no Brasil são como se fossem meus filhos. Gastei tudo que tinha, sem ter esperança de ser recuperado, mas quis fazer. Não sei porque. Nunca fiquei tão maluco por musica na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-2698055285095213641?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/2698055285095213641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=2698055285095213641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2698055285095213641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2698055285095213641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/o-samba-conquista-terra-dos-samurais.html' title='O samba conquista a terra dos samurais'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-bHSf1L9I/AAAAAAAAAKU/lSC3zXj7BS4/s72-c/tanaka+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-3847633522446096650</id><published>2007-07-07T06:34:00.000-07:00</published><updated>2007-07-07T06:49:04.799-07:00</updated><title type='text'>A bossa inteligente da moça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-X4Cf1L8I/AAAAAAAAAKM/4nUpb35ktYc/s1600-h/clara+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084449493323427778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-X4Cf1L8I/AAAAAAAAAKM/4nUpb35ktYc/s320/clara+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém aí de vocês já deve ter ouvido pelo menos alguma vez na vida, seja dentro ou fora das pistas de dança, a mistura de bossa nova, MPB e música eletrônica que se espalhou pelo reino da música nos últimos anos.&lt;br /&gt;A cantora Clara Moreno, 35 anos, flertou bem com esta cena, invadindo a área com três trabalhos bastante interessantes: “Clara Moreno” (1996), “Mutante” (2005) e “Morena Bossa Nova” (2005).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filha da cantora e compositora Joyce e do compositor e violinista Nelson Ângelo, Clara, tentando se aproximar de uma musicalidade despojada, mas não menos sofisticada, nos presenteou com este seu “Meu Samba Torto” (gravadora Atração). Trabalho consistente de uma intérprete que tinha tudo para ser apenas mais um nome no hall deste país vocacionado a produzir ótimas e inesquecíveis cantoras, mas que inverte a matemática do jogo, com estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançando também no Japão (Omogatoki) e Europa (Fat Out Recordings), o álbum de Clara traz participações especialíssimas do amigo, cantor e compositor Celso Fonseca, da “mami” Joyce e de seu padrasto Tuty Moreno na batera. A cozinha acústica se completa com Rodolfo Stroeter (baixo), Diogo Figueiredo (guitarra) e Ricardo Mosca (bateria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório é uma espiral de canções inéditas e outras eternizadas pelo tempo que desembocam na sutileza das interpretações da cantora. Em ritmo crescente, pisa-se, por exemplo, na areia molhada das carioquíssimas “Meu samba é torto” (Celso Fonseca) e “Litorânea” (Celso Fonseca/Rodolfo Stroiter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quebra, o ouvinte leva para casa a inédita “Sabe quem” (Joyce e Zé Renato), a sincopada “Sei lá” (Nelson Ângelo) e “Ela vai pro mar”, cujos versos fazem lembrar uma pequena seqüência cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abusada e audaciosa, Clara rende-se aos encantos de dois clássicos internacionais, a francesinha “Mon manege a moi” (Norbert Glanterg/Jean Constantin) e a americana “Tenderly” (Walter Gross/ Jack Lawrence).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao ziriguidum nacional, ela vai de “Se acaso você chegasse” (Lupicínio Rodrigues/Felisberto Martins), “Bahia com H” (Denis Brean), “Rosa de ouro” (Elton Medeiros/Hermínio Bello de Carvalho/Paulinho da Viola), “Morena boca de ouro” (Ary Barroso), “Copacabana” (João de barro/Alberto Ribeiro), “Moça Flor (Durval Ferreira/Lula Freire) e o sambalanço de “Vem Morena Vem” (Jorge Ben).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu Samba é Torto’ não chega a ser extraordinário, mas ajuda a manter vivas, por meio de sua intenção e musicalidade, um punhado de canções que merecem ser ouvidas e apreciadas. Vale a pena conferir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-3847633522446096650?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/3847633522446096650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=3847633522446096650&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/3847633522446096650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/3847633522446096650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/07/bossa-inteligente-da-moa.html' title='A bossa inteligente da moça'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ro-X4Cf1L8I/AAAAAAAAAKM/4nUpb35ktYc/s72-c/clara+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-1696739140434891297</id><published>2007-06-22T13:25:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T14:12:24.050-07:00</updated><title type='text'>Veteranos na linha de frente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rnw66Kx658I/AAAAAAAAAKE/OTT5Mi_e_Bs/s1600-h/Foto+Erasmo+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078999250767636418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rnw66Kx658I/AAAAAAAAAKE/OTT5Mi_e_Bs/s320/Foto+Erasmo+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rnw4TKx657I/AAAAAAAAAJ8/8KNpFYChtSk/s1600-h/lobao_018_ok.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RnwxVqx656I/AAAAAAAAAJ0/mHvR3wp-48M/s1600-h/Foto+Erasmo+.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acreditem: música não é pose ou condicionamento. Dentro dela há guerras. Dilúvios de rosas e espinhos. Daí a pergunta: é possível criar um produto açucaradamente acessível e com conteúdo para o grande público? A resposta é: sim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que a frase acima pode conter qualquer coisa de inocente ou pueril, mas é uma verdade. Pelo menos para um cara que ainda consome Cd´s (&lt;em&gt;vixe, Maria!&lt;/em&gt;), que ouve, que respira música todos os dias. A prova dos nove são os lançamentos dos medalhões de Erasmo Carlos e Lobão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Erasmo Convida II” (&lt;em&gt;Indie Records&lt;/em&gt;) e “Acústico MTV - Lobão” (&lt;em&gt;Sony/BMG&lt;/em&gt;) chegaram às lojas recentemente. São registros de dois roqueiros veteranos de gerações distintas que preferiam subverter as fórmulas consagradas do sucesso fácil, apostando em forças criadoras charmosas, saneadoras de novas pulsões de vida, fazendo brilhar novamente repertórios saborosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os amigos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No caso do “Tremendão”, ele volta com novas sacadas sonoras, mostrando parte do repertório criado a quatro mãos com o amigo e parceiro Roberto Carlos. Uma compilação de sucessos no qual o artista propõe duetos com feras do naipe de Milton Nascimento, Simone, Djavan e Chico Buarque, passando por Marisa Monte, Kid Abelha, até chegar em novos pimpolhos crescidos, como é o caso dos Los Hermanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está é a segunda parte de uma longa história que começa em 1981, quando nosso cantor e compositor carioca, inebriado quem sabe por alguma iluminação divina, decidiu se enfurnar em um estúdio de sua gravadora na época, a então Philips, com uma plêiade de 12 nomes consagrados e estreantes, realizando um dos mais belos discos daquela década perdida, “Erasmo Convida ...”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Erasmo propunha encontros para interpretações cheias de vibrações, que fariam qualquer mortal levitar. Bastaria lembrar de sua voz colada à de Gal Costa, mandando super bem no conhecido prefixo da dupla, “Detalhes” (1970). Valia tudo. Até mesmo ele e Tim Maia transformando “Além de Horizonte” (1974) num quase sambinha. Sem falar na comoção que é (re) ouvir Maria Bethânia com sua voz a encher de mais malícia erótica de “Cavalgada” (1977).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retomando o fio da meada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase três décadas depois, Erasmo retoma o fio da meada que separa um projeto do outro, sem perder o viço, a verve roqueira, o entusiasmo latente que exala de seus trabalhos. Enquanto &lt;em&gt;Mr.&lt;/em&gt; Roberto Carlos se perde em discos medianos ou mesmo em processos judiciais estúpidos, movidos contra uma honesta e séria história escrita sobre sua vida, a despeito de preservar a auto-imagem de mito que julga ter – seu parceiro desponta na frente. Pretende continuar a fazer uma nova canção que contenha algo de belo simplesmente. O que já não é pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ecletismo ganha espaço em “Erasmo Convida II”. Vide o time de arranjadores que compõem o novo projeto: Vitor Santos, Rildo Hora, Nivaldo Ornelas, Luis Cláudio Ramos, Dadi, Domenico e Kassin. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A bolachinha prateada começa a rodar acompanhada pelo balanço de Lulu Santos em “Coqueiro Verde” (1971). Lado B do repertório do artista, feita em homenagem a sua futura esposa, a letra vem carregada pela maresia do período. “Em frente ao coqueiro verde/Esperei uma eternidade/Já fumei um cigarro e meio/E Narinha não veio”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na mesma linhagem de seu repertorio menos conhecido chegam “Banda dos Contentes” (1976), com Skank, “Tema de não quero ver você triste” (1965), com Marisa Monte e “Pão de Açúcar” (Sugar Loaf) (1982). Ressalva-se ainda a memorável canja do grupo Los Hermanos, esbanjando talento na lírica e pesadona “Sábado Morto” (1972). Aqui descobrimos o motivo de Rodrigo Amarante ser Rodrigo Amarante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tem ainda Kid Abelha dando uma sutil roupagem para uma das letras mais lindas em nosso cancioneiro, a impactante “O Portão” (1974), sem falar na audaciosa e bem humorada versão de “Imoral, Ilegal ou Engorda” (1976), com Adriana Calcanhoto, e “Cama e Mesa”, que vira um samba maroto na voz de Zeca Pagodinho. Resta-nos relaxar e gozar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Devorando chapeuzinho vermelho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos artistas viveram ou espelharam tanta contradição como Lobão ao longo das últimas décadas na música nacional. Irrequieto, brigão, polêmico, avesso ao conformismo, fez das tripas coração para sempre ir até as últimas conseqüências por tudo àquilo que acreditou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um homérico (&lt;em&gt;oito anos!&lt;/em&gt;) bate-boca com as gravadoras, três Cd´s lançados de forma independente, “Noite” (1998) e “A Vida é Doce” (1999) e “Canções Dentro da Noite Escura” (2005), nosso roqueiro quase cinquentão chega agora com este “Acústico MTV”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Produzido pelo experiente Carlos Eduardo Miranda, o álbum foi gravado em dezembro do ano passado no Novos Estúdios, na capital paulista. Os cenários trazem a assinatura de Zé Carratu. Gigantescas molduras em estilo clássico, mas sem qualquer imagem ou pintura, dialogam em forma e conteúdo com o trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lobão apresenta um timaço de músicos para sua festinha particular: Edu Bologna e Luce (violões), Daniel (baixo), Roberto Pollo (teclados), Pedro Garcia (bateria) e Stephane San Juan (percussão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chutando a porta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos primeiros acordes de “El Desdichado II”, por exemplo, é como se toda a crueza existencial de sua lira, tomasse de assalto o castelo do reino encantado e comportado da MTV. “Eu sou o tenebroso (...)/ o abandono, o inconsolado,/ o sol negro da melancolia (...) o exu, o anjo, o rei/ o samba-sem-canção/(...)”. Mas nada exemplifica mais do um estado de espírito que o verso: “Eu sou a contramão da contradição”. Puro colírio para os do público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O velho lobo tira da cartola outros achados de seu universo paralelo: “A Vida é doce” (lindíssima!), Vou te levar” (baladona que estourou em FM’ s ditas “piratas” do País) e “Você e a noite escura”. Pipocam outros achados como “Quente” (resguardada pelo acompanhamento sutil de um quinteto de cordas) e “A gente vão se amar” (com a banda Cachorro Grande). No clima vale a pena ver de novo reaparecem “Bambino”, (do repertório dos Ronaldos, lembra?), e “O Mistério” (da fase Vimana). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lobão está a vontade. Solta o vozeirão gritado, malandrão, carioquíssimo, uivando para o público chapado. Ele hipnotiza a platéia entre um hit e outro, mandando seu recado honestamente. “Me Chama”, “Por Tudo que For”, “Noite e Dia”, “Canos Silenciosos” “Blá..Blá..Blá..Eu Te Amo (Rádio Blá)” provam que sua música ficou melhor com o passar do tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A versão arrasa-quarteirão de “Corações Psicodélicos” termina por coroar de louros a legitimada vocação pop de Lobão (“Ainda me lembro daquele beijo spank punk violento/Iluminando o céu cinzento, eu quero você inteira”). Que se cuidem as donzelas e carneirinhos de plantão, pois ele continua mais solto do que nunca. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-1696739140434891297?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/1696739140434891297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=1696739140434891297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1696739140434891297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1696739140434891297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/06/veteranos-na-linha-de-frente.html' title='Veteranos na linha de frente'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rnw66Kx658I/AAAAAAAAAKE/OTT5Mi_e_Bs/s72-c/Foto+Erasmo+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5688537587226971350</id><published>2007-06-15T14:38:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T15:03:34.567-07:00</updated><title type='text'>Vozes de Minas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RnMJpax655I/AAAAAAAAAJs/ZsWaxkCTY7M/s1600-h/Paulo+Vilara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076411812144670610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RnMJpax655I/AAAAAAAAAJs/ZsWaxkCTY7M/s320/Paulo+Vilara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já vai longe aquela histórica noite de 1967, quando o jovem compositor e cantor Milton Nascimento despontou para o Brasil e o mundo, soltando sua voz no II Festival Internacional da Canção, no Estádio Maracananzinho (RJ), para um público deslumbrado diante de tamanha originalidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que pouca gente sabia era que a reboque, o gênio criado em Três Pontas trazia consigo uma leva de letristas e músicos originalíssimo, amigos e parceiros, que mudariam a cara da MPB nas décadas vindouras, vindo a desembocar naquilo que ficou conhecido como o Clube da Esquina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um registro valioso dos desdobramentos destes acontecimentos acaba de ganhar a forma de um livro. A façanha se deve ao jornalista, roteirista e documentarista Paulo Vilara, autor do recente “Palavras Musicais – letras, processo de criação, visão de mundo de quatro compositores brasileiros, Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes, Chico Amaral – Entrevistas” (&lt;em&gt;editora do autor, 408 pág&lt;/em&gt;.). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obra de fôlego que propõe uma viagem literária por meio de longas conversas, canções, imagens, poemas e discos que vasculham as gêneses de que são feitas as almas de cada um dos letristas retratados. Com sua força motriz, a narrativa desvenda mundos tão diversos quanto inusitados. Faz-se travessia. Palavra tão cara ao grupo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossa reportagem bateu um papo-papo, através de e-mail, com Paulo Vilara, este mineiro na cidade de Caxambu, que desde o primeiro momento se mostrou generoso em suas palavras e gestos. Leia abaixo os principais trechos da conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O livro é resultado de nove anos de árdua pesquisa empreendida por você. Quais os motivos que o levaram a mergulhar neste universo tão rico e diverso que é a musicalidade mineira e nacional?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Justamente essa riqueza de que você fala em sua pergunta. Em 2004 dirigi o documentário “Mil Sons Geniais”, que tratava da diversidade musical existente em Belo Horizonte. Vivo aqui desde a década de 1960 e vejo que há uma profusão enorme de talentos na cidade. Em todas as artes, não apenas na música. Aqui, a todo o momento os gênios cruzam conosco nas ruas. Estão próximos de nós, moram na casa da esquina ou no apartamento de cima. Os quatro compositores focados em meu livro são uma prova concreta disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Quais as principais dificuldades para que o trabalho se concretizasse?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Desde o primeiro momento, em 1998, quando tive a idéia, quis fazer um livro que fosse também um objeto de prazer para os olhos, com muitas imagens. Ou seja, a qualidade do projeto gráfico era uma necessidade imperativa. O que o tornaria – e tornou – um livro não muito barato para ser editado. Tem cerca de 400 imagens, em preto-e-branco e em cores. Primeiramente, isso exigiu uma criteriosa pesquisa iconográfica. Depois, elaborar projetos para conseguir patrocínio de empresas via leis de incentivo. Finalmente, obtidos os recursos (Cemig e MSA), contratar um artista gráfico capaz de executar a tarefa com a criatividade que o material levantado pedia. Neste sentido, Tavinho Bretas foi um parceiro fundamental: também músico – não profissional – amigo pessoal de Milton Nascimento e muito ligado à história do Clube da Esquina e ao movimento musical contemporâneo, não apenas deu conta do recado, como contribuiu com soluções da mais profunda inventividade. As páginas com reproduções de capas de discos são um bom exemplo da qualidade do trabalho dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O Clube da Esquina sempre foi um acontecimento musical visto sempre sob uma ótica que valoriza letras, melodias e harmonias. No entanto, pouco valor é dado ao aspecto revolucionário dele, sobretudo nas letras das canções compostas no período da ditadura militar no Brasil. Para você, esta atitude contestatória&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;grupo consegue ser vista hoje com mais clareza?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Tomando-se cuidado com o anacronismo, o tempo e a distância podem ser favoráveis à formulação de uma visão mais crítica e aprofundada dos acontecimentos. No caso de muitas das letras de canções do Clube da Esquina, eu trocaria o que você chama de “aspecto revolucionário” por atitude de resistência. E diria que as canções do Clube da Esquina merecem ser estudadas e analisadas sob vários pontos de vista. “Palavras Musicais” dá a sua contribuição. Mas há muito mais para ser feito e desvelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O fato de Milton Nascimento permanecer no Brasil durante os anos de chumbo pode ter contribuído para criar um olhar de dentro para fora sobre o país, ao contrário de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo e tantos outros que tiveram que se exilar?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Durante o longo período da ditadura militar no Brasil (1964-1985), a permanência de Milton, e de todos os demais integrantes do chamado Clube da Esquina, no país, contribuiu para dar força à resistência de muita gente. Naquela época, os shows de Milton Nascimento eram verdadeiras catarses coletivas. A respeito de canções compostas nesse período, com letras de Márcio Borges, Fernando Brant e Murilo Antunes, escrevi no livro que “muitas de suas letras de música eram como cartas abertas à população, denunciando e repudiando as barbaridades cometidas pelo governo militar e suas polícias, mas também alento a todos que lutavam para que o país retomasse os trilhos do respeito aos direitos humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- “Palavras Musicais” busca traduzir o universo pessoal e criador de quatro grandes personalidades da cultura brasileira. Depois desta longa travessia feita por você, qual a sua avaliação pessoal de cada uma delas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Se há um mérito no livro, creio ser este, o de expor as especificidades de cada um e mostrar as aproximações e as diferenças existentes entre Fernando Brant, Márcio Borges, Murilo Antunes e Chico Amaral. Depois de ler as entrevistas, é possível ver que cada entrevistado tem uma face, uma voz, uma personalidade, uma escrita próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- A leitura da obra nos permite perceber que muitas manifestações artísticas marcaram a formação dos quatro compositores, como a literatura e a música. No entanto, nada se compara ao cinema. Podemos afirmar que a 7ª Arte desempenhou papel fundamental sobre o trabalho do grupo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Sim, todos eles são cinéfilos de carteirinha e muito influenciados pelo cinema. Nos anos 1960, Márcio Borges chegou mesmo a escrever sobre cinema e até a escrever roteiros e a dirigir filmes de curta metragem. Murilo Antunes teve participação ativa em várias produções de cinema em Minas Gerais. Fernando Brant confessa que tinha e ainda tem vontade de dirigir filmes. Chico Amaral diz que quer escrever roteiros. Como também sou cinéfilo, escrevi sobre cinema, roteirizei e dirigi filmes, entre nós as conversas sobre cinema surgiram da maneira mais natural possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ao tirar as letras das canções do seu contexto musical e jogá-las no espaço em branco da página, você sugeriu um outro olhar sobre as composições. Foi uma maneira de aproximar a poesia da letra de música, valorizando as palavras em seu estado bruto?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Exato. Essa é a proposta central do livro: valorizar a palavra, as letras das canções. Por isso mesmo é que selecionei quatro compositores de letras (embora Chico Amaral também seja músico, e um músico talentoso) para entrevistar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Se há algo unânime em todas os depoimentos, é o fato dos entrevistados confessarem ter sido influenciados pela obra de Caetano Veloso. Na sua opinião, até que ponto o Clube da Esquina e o Tropicalismo trazem algo em comum?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Quem confessou essa influência foram Márcio Borges e Chico Amaral. Portanto, não há unanimidade. Até porque o que mais busquei foi a não-unanimidade. Quis mostrar que, embora ligados de alguma forma ao Clube da Esquina, eles se diferenciam em vários aspectos. Tanto o Tropicalismo quanto o Clube da Esquina foram antagônicos à ditadura militar. Muitos de nós perdemos parentes, amigos e conhecidos na luta contra aquele regime de exceção. Houve muita dor naquele momento da história do Brasil. Mas vejo diferenças entre os trabalhos dos dois grupos: enquanto o Tropicalismo carnavalizou a dor, o Clube da Esquina mergulhou fundo nela. Sem juízo de valor, são atitudes políticas e estilos musicais bastante diversos. Talvez, complementares: duas faces da mesma moeda.&lt;br /&gt;“...e eu apenas sou um a mais, um a mais&lt;br /&gt;a falar dessa dor, a nossa dor”&lt;br /&gt;(trecho de “Milagre dos Peixes”, de Nascimento e Brant)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Pode se dizer que a metáfora do trem (um dos símbolos da mineiridade), utilizada por você na obra, foi uma forma de seduzir o olhar do leitor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Sim. Não apenas de seduzir o olhar do leitor, mas de trazê-lo para dentro da viagem, como quem compra uma passagem de trem disposto a apreciar a paisagem da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Há uma proposta semiótica no livro, que busca unir imagem, som e palavras num mesmo fio narrativo. Como você conseguiu chegar a este resultado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Como disse antes, desde o início tive a intenção de fazer do Palavras Musicais não apenas um livro de entrevistas e de informações referenciais para estudantes e pesquisadores interessados na canção brasileira, mas ao mesmo tempo um objeto que fosse prazeroso ao olhar. Essa era a intenção, mas intenção é apenas um ponto de partida, nada além disso. É no próprio fazer que a obra vai sendo construída. Aos poucos ou aos saltos. Nesse processo de elaboração surgem muitas idéias, caminhos variados para unir os fios das diversas meadas. Trabalhar (no caso, escrever e editar um livro) é estar aberto às descobertas e revelações que o próprio material de pesquisa lhe proporciona. Essa disponibilidade para as novidades eu tive o tempo todo. Parece ter sido uma atitude acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O que esperar da música mineira para os próximos anos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- A renovação das artes, em especial da música, é permanente, constante. Noite dessas assisti à premiação final do VII BDMG Instrumental. Vi e ouvi lá pelo menos uma dezena de jovens de grande inventividade, tanto como compositores quanto como intérpretes. Além desses talentos que surgem, os “antigos” continuam por aí, caminhando e compondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais os seus novos projetos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Projetos são intenções, pontos de partida. Idéias não faltam, o importante é dar início ao processo de realização delas. Vou fazer uma curta metragem de ficção este ano, 2007. E há anos escrevo, reescrevo e devolvo à gaveta dois livros de ficção. Até 2015, se o mundo ainda não tiver acabado, é possível que ambos ou pelo menos um deles me diga: estou pronto, chegou a hora de sair às ruas! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Maiores informações sobre o livro podem ser obtidas através do e-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:palavrasmusicais@yahoo.com.br"&gt;&lt;strong&gt;palavrasmusicais@yahoo.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5688537587226971350?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5688537587226971350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5688537587226971350&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5688537587226971350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5688537587226971350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/06/vozes-de-minas.html' title='Vozes de Minas'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RnMJpax655I/AAAAAAAAAJs/ZsWaxkCTY7M/s72-c/Paulo+Vilara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-4212106577364373899</id><published>2007-06-13T06:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-15T15:07:54.942-07:00</updated><title type='text'>Pérolas aos poucos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_x0qx653I/AAAAAAAAAJc/X5Fwa2VluU8/s1600-h/na+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075541192209000306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_x0qx653I/AAAAAAAAAJc/X5Fwa2VluU8/s320/na+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois do estrondoso e ao mesmo tempo discreto sucesso do CD “Piano Voz” (&lt;em&gt;MCD&lt;/em&gt;), lançado em 2005, o arranjador, compositor e multiinstrumentista André Mehmari e a cantora e compositora Ná Ozetti estão de volta. Eles, mais afinados do que nunca, chegam neste momento com novidades ao mercado fonográfico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saudado com entusiasmo tanto pela crítica quanto o público, o álbum – fruto de um projeto inicial bem sucedido da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ganhou recentemente um DVD, que traz a íntegra de todo o repertório do show mostrado pela dupla nas diversas capitais brasileiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Composta por pequenas delícias, como “Luz negra” (Nelson Cavaquinho/ Amâncio Cardoso), “A Ostra e o vento” (Chico Buarque de Hollanda), “Perolas aos Poucos” (Zé Miguel Wisnik/Paulo Neves), “Because” (Lennon/McCartney), “Rosa” (Pixinguinha/Otávio de Souza), a salada musical de ambos combinava delicadeza, emoção e virtuosismo da melhor qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pacote, embalado no formato DPAC, cuja arte gráfica é assinada pelo talentoso e consagrado Gal Oppido, traz ainda um novo CD contendo quinze faixas inéditas de rara beleza. Puro supra-sumo de encantos sonoros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maturidade &amp;amp; Ousadia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;André Mehmari explica a gênese do trabalho nascido de forma despretensiosa em 2004. “Desde os primeiros ensaios e encontros a gente já sentia uma afinidade musical muito grande. Uma vontade de unir vozes e intenções musicais. Percebemos que o trabalho seria registrado num CD”. O músico relata que ao longo de todo o percurso da dupla houve um aprofundamento com os arranjos e uma relação de intimidade com a concepção musical do projeto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Queríamos trazer o clima do álbum para o DVD. Muitos desses arranjos originais foram amadurecidos, retrabalhados, reorganizados durante a turnê nacional que a gente fez. Eles estão vivos e permanecerão vivos na medida em que nunca os tocamos da mesma forma. Eles se mostram novos para a gente”, explica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ná Ozetti reforça o pensamento do parceiro. “O trabalho está num momento mais maduro. O que a gente vê no vídeo é o resultado de pelo menos um ano de trabalho constante. Era um momento em que estavam nascendo novos arranjos e interpretações”. A fala da dupla foi registrada durante entrevistas contidas nos extras do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matemática de sentimentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O DVD dá continuidade a sonoridade densa e introspectiva que marcou o show “Piano e Voz”. As imagens foram captadas durante quatro dias e quatros noites no Teatro Santa Cruz, em São Paulo, em abril do ano passado, com e sem a presença do público.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há qualquer coisa melancolicamente tropical que atravessa as 18 canções, que emergem nas imagens protagonizadas pela dupla, que pode ser sentida na agonizante “Clube da esquina” (Milton Nascimento e Márcio Borges), em “Ciúme”, momento feliz de um Caetano Veloso inspiradíssimo ou ainda na memorável “Luz negra” (Nelson Cavaquinho/Amâncio Cardoso).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A escolha do repertório parece pinçada a dedo. Vale lembrar “Asturiana” (Manuel de Falla), “Copla de Ordeño” e Cuitelinho (Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antonio Xandó). Está, inclusive, já eternizada por Nara Leão (1942-1989), mas que aqui, soa honesta e com naturalidade. Sem contar com a releitura ensolarada de “Suíte Gabriela”. Mais uma daquelas brejeirices musicais tão ao gosto do autor, Tom Jobim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquadramentos, ângulos e iluminação privilegiam o momento intimista de André Mehmari e Ná Ozzetti em quase 1h 30 de puro êxtase singelo e atemporal. De quebra, &lt;em&gt;making off&lt;/em&gt; e entrevistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reforços&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com o novo CD. Por manter a mesma integridade musical, seja nos arranjos ou no repertório, nada se perde, somando-se ao álbum anterior, em nível e qualidade. Basta deixar atentos os ouvidos e viajar.&lt;br /&gt;Todas as canções foram gravadas em um estúdio montado sobre o palco do teatro, sem a presença do público, privilegiando um tempo próprio, interior, que desabrocha em beleza, forma e conteúdo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A dupla recebe reforço de mais feras nas faixas “Eternamente” (André Mehmari/Rita Altério), “Sonho Além” ((André Mehmari/Luís Tatit) e “Pra dizer adeus” (Edu Lobo/ Torquato Neto). Elas atendem pelos nomes de Sérgio Reze (bateria) e Zé Alexandre Carvalho. De joelhos, nós agradecemos emocionados e enternecidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-4212106577364373899?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/4212106577364373899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=4212106577364373899&amp;isPopup=true' title='56 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4212106577364373899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4212106577364373899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/06/prolas-aos-poucos.html' title='Pérolas aos poucos'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_x0qx653I/AAAAAAAAAJc/X5Fwa2VluU8/s72-c/na+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>56</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5475017497636984270</id><published>2007-06-13T06:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T06:28:57.683-07:00</updated><title type='text'>As histórias de um certo “Tião”</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_w8ax652I/AAAAAAAAAJU/Ga8gjooaV6A/s1600-h/1042007032116060115fabiotimmaiad.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075540225841358690" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_w8ax652I/AAAAAAAAAJU/Ga8gjooaV6A/s320/1042007032116060115fabiotimmaiad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Cadê o retorno, o retorno, por favor?!”. Eis o velho bordão de Sebastião Rodrigues Maia, o “Tião”, ou melhor, do nosso saudoso e tresloucado Tim Maia (1943-1998), quando estava no palco ou fora dele. Um sujeito para o qual vida e arte não se desassociavam em qualquer circunstância. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois é, este tijucano, amulatado e gordo, que tantas glórias proporcionou ao funk-soul-pop-brasileiro ganhou há pouco um retrato desprentesioso de sua vida e obra por meio do amigo e compositor paraguaio-brasiliero Juan Zénon Rolón, conhecido como Fábio, que acaba de lançar o livro “Até parece que foi um sonho – Meus 30 anos de amizade com Tim Maia” (&lt;em&gt;Editora Matrix&lt;/em&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As 130 páginas do pequeno volume se presta a um pequeno mosaico de recortes da trajetória do artista para ler de uma sentada só. Em depoimento ao jornalista Acheu Pacheco, o autor, faz às vezes de cicerone, levando pelas mãos os leitores ao labirinto do minotauro Tim Maia. Resgatando momentos hilários e muitas vezes trágicos vividos pelo cantor e compositor de alma agridoce. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mais do mesmo: brigas, confusões, drogas (pesadíssimas!), o encontro com Erasmo e Roberto Carlos, o exílio voluntário nos Estados Unidos, as prisões, as pelejas entre o céu e a terra, as histórias que inspiraram algumas de suas canções, os famosos bolos pregados em emissoras da TV e shows pelo País etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Foi o primeiro cantor a bater de frente com as grandes gravadoras multinacionais, temido, respeitado por todas elas (...) Fundou uma gravadora e uma editora, e administrativa sua carreira sozinho. Era o terror dos técnicos de som, dos produtores e dos diretores artísticos. Sem dúvida, o maior criador de casos do meio artístico brasileiro de todos tempos”, resume Fábio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A obra serve mais como um aperitivo para fãs e admiradores do velho “sindico”, já que o produtor Nelson Motta prepara o lançamento daquela que parece ser a biografia definitiva do artista. Sob o título provisório de “Vale Tudo – o som e a fúria de Tim Maia”, o novo livro, esperado para este segundo semestre, promete trazer novas revelações do autor de verdadeiros hinos da MPB, como “Não quero dinheiro (Só quero amar)”, “Música no ar” e “Réu Confesso”, dentro outras pepitas valiosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, “Até parece que foi um sonho – Meus 30 anos de amizade com Tim Maia” introduz o leitor no universo muitas vezes em desencanto do artista. É um livro para se ler sorrindo ou mesmo de pileque.Claro, com um bom disco de “Tião” rodando ao fundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5475017497636984270?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5475017497636984270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5475017497636984270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5475017497636984270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5475017497636984270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/06/as-histrias-de-um-certo-tio.html' title='As histórias de um certo “Tião”'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rm_w8ax652I/AAAAAAAAAJU/Ga8gjooaV6A/s72-c/1042007032116060115fabiotimmaiad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-1152429083919432986</id><published>2007-06-01T16:08:00.000-07:00</published><updated>2007-06-01T16:33:02.243-07:00</updated><title type='text'>Com os pés na música</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RmCnDQHTXwI/AAAAAAAAAJM/hbz6pdlGNUY/s1600-h/dvd_s.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071236854726221570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RmCnDQHTXwI/AAAAAAAAAJM/hbz6pdlGNUY/s320/dvd_s.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é fácil começar do zero. O cantor e compositor Zé Geraldo que o diga. Quase trinta anos depois de ter lançado seu álbum de estréia, Terceiro Mundo (CBS, 1979), ele quer tudo, tudo outra vez (alô, Belchior!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falando a partir da margem da grande indústria do disco, Zé lançou recentemente um brado de resistência (musical e existência): Com um Pé no Mato/Com um Pé no Rock, álbum em que registra inéditas e revisita clássicos de sua carreira, como "Cidadão", "Meiga Senhorita" e "Como Diria Dylan".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trabalho traz ainda sua versão em DVD, fruto do show homônimo, gravado ao vivo na capital paulista, o primeiro da carreira do artista. A apresentação contou com o peso dos músicos de sua banda e também de um dos últimos bastiões da cena caipira musical do país, o compositor e cantor Renato Teixeira (&lt;em&gt;alô, Romaria!&lt;/em&gt;). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O centro gravitacional da nova fase nasceu depois de ter parido seu CD “Tô Zerado”, lançado em 2004. O título revela um artista inquieto que já no aparente “fim” de sua caminhada, reitera sua profissão de fé novamente, para, com humildade e ironia, continuar resistindo aos assaltos do tempo cada vez mais predatórios de nossa selva cultural, política, social e futebolística - “Cê pensa que eu tô partindo/Eu vou começar do zero”, avisa Zé na contracapa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Letras sociais e políticas continuam a ser centrifugadas no seu liquidificador de referências (Luiz Gonzaga, Bob Dylan, Raul Seixas e Tião Carreiro), fazendo aflorar rockões, toadas e letras nos ouvidos muitas vezes mofinos das novas gerações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A entrevista que segue, foi feita em março do ano passado, quando Zé aportou Lavras (MG) para mais um show desta turnê. O Nada Será Como Antes a publica na íntegra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O bate-papo, com esse senhor de cavanhaque e cabelos alvos como algodão, rolou no saguão do hotel onde ele estava hospedado, no centro da cidade, poucas horas antes de sua apresentação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, enquanto grande parte das antenas de televisão da cidade e do país permaneciam falicamente apontadas para os reinos oficiais das falácias alienantes (&lt;em&gt;aliciantes?&lt;/em&gt;) da Rede Globo de Televisão &amp;amp; Companhia (&lt;em&gt;alô, Gugu Liberato e Fausto Silva!&lt;/em&gt;), o jovem-velho-artista se dispunha a falar sobre si, no meio de uma tarde quente, fria, morna, asperamente humana como sua obra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jogando milho aos pombos nas praças desses grotões terceiro-mundistas, o mineiro Zé Geraldo continua apostando suas fichas na possibilidade de tempos melhores. Vai daí, veio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como a música entrou na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando eu vim para São Paulo, com dezoito anos de idade, eu já tinha escutado algumas músicas tocadas pelos meus tios. Cheguei à cidade pensando em jogar bola e acabei entrando em contato com outras músicas, como The Beatles, Bob Dylan, Luís Gonzaga e Ataulfo Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estes nomes foram uma referência para você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A mais forte foi Bob Dylan, que ouvi pela primeira vez com meus tios na roça. Na hora, deu uma vontade também de ser o Tião Carreiro. Por isso, hoje, eu resumo a minha obra com um pé no mato e outro pé no rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que a escolha pelo pseudômino Zégê no início do seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu tinha aquele apelido e achava que deveria ser reconhecido por ele. Depois eu fui tocar na noite, nos bailes para aprender um pouco, desenvolver o meu lado de compositor e de cantor. Chegou um momento que aquele apelido não deveria ser colocado como meu nome artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duas de suas composições, "Rio Doce" e "Milho aos Pombos", foram feitos para dois festivais, um na Rede Globo de Televisão e outro no MPB Shell. Você sente falta desse segmento, visto que ele o ajudou a impulsionar sua carreira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não sinto falta desse tipo de evento na TV, acho que não tem mais razão de ser, pelo fato de ter muita ingerência das gravadoras. Agora, os festivais de música feitos no interior do país não possuem nenhuma interferência de empresas e são feitos por pessoas amadoras. São eventos fundamentais para a nossa cultura e nossa arte se renovar e fornecer novos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você teve duas músicas suas veiculadas em novelas da Rede Globo, Paraíso e Livre para Voar. Diz a letra de uma de suas composições recentes, "Tô Zerado," que você se sente feliz por não aparecer nos programas dominicais de Augusto Liberato, o “Gugu”, e no de Fausto Silva, o “Faustão”. Quando você afirma isso, não há um certo ressentimento, já que foi ajudado por esse tipo de mídia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu não pedi para ninguém colocar a música na novela. Nunca fiz música encomendada para botar na televisão. É de praxe os produtores darem um tema para os compositores da “rodinha” musicarem. A minhas composições foram colocadas nas trilhas depois de gravadas. Agora, foi importante para mim? Claro que foi!(&lt;em&gt;diz impaciente&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Houve de certa forma um saldo positivo desta exposição?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim, pois eu comecei a gravar com mais de trinta anos. Na época, as gravadoras diziam que minha música era muito séria. Eu comecei a ficar ressentido. Me achava um velho com essa idade. Acreditava que minha obra não tinha uma penetração no público mais jovem. Foi quando no meu quarto disco, minha música "Semente de Tudo", entrou na novela e trouxe esse público para o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As coisas mudaram a partir deste instante?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu me desarmei. Costumava ir para os shows com barba por fazer e não me preocupava com minha aparência. Quando eu falo na letra que “sou feliz por não ter a ilusão de aparecer no Gugu e no Faustão” é porque eu cansei de bater na porta desses caras e não ser atendido. Tem uma hora que seu amor próprio fala mais alto: “Poxa cara, você é feliz. Tem tanta gente que gosta de você!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quer dizer que você pode um dia aparecer nesses programas dominicais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou numa boa. Eu criei mecanismos para ser feliz sem participar do grande bolo da música brasileira, que são esses programas dominicais. A cada três domingos aparece o mesmo cara. Eu não estou renegando o “sistema”, apenas não me dei bem com ele. Não cuspi no prato que eu comi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As pequenas e médias gravadoras estão contribuindo para democratizar os espaços dos músicos e compositores? Fale um pouco sobre o seu selo, o Sol do Meio Dia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Desde o meu sexto disco eu gravo com esse sistema. Criei uma editora que está no nome das minhas filhas. Isso é o caminho para a maioria dos artistas. A grandes gravadoras não existem mais e o jabá esta voltando de novo por meio delas. Não faço parte desse esquema e não tenho nada com isso. Sou independente mesmo com todas as minhas dificuldades. Graças Deus eu estou aqui, sonhando e realizando sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você poderia apontar qual é o tipo de´público que acompnaha o seu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Houve um período de grande predominância dos universitários. Hoje sinto que o público jovem muito importante dentro desse contexto. É um público que vai me renovando, me mostrando outras coisas. Quando você é fiel às pessoas, elas também são fiéis a você. Estou sempre na estrada rodeado de pessoas cantando as minhas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As letras de suas músicas têm uma temática social e política muita marcante. Como analisa a atuação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sinto-me um pouco frustrado porque o grande líder que apoiei e segui durante esses anos todos não se mostrou “tão grande” como eu imaginava. Depois de você sofrer tanto pela vida afora e, em determinado ponto, vê esse sonho ser sonhado por muita gente ruir aos poucos é muito frustrante. Espero que outras gerações possam ser mais bem sucedidas do que a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fale-nos um pouco seu mais recente álbum, o Pé no Mato/Um Pé no Rock, que também foi registrado em DVD.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu fiz o DVD por não aparecer muito na mídia. Muitas pessoas não me conhecem. Nele procurei registrar as minhas influências. Minha música nasceu no mato e ganhou influências na cidade. Os cenários do show foram temáticos. O vídeo vai mostrar um pouco quem sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é retornar para Minas Gerais, seu berço natal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Você não pode renegar o seu torrão. A gente vai atrás da nossa história pelo mundo afora, mas é importante a gente reconhecer os valores que temos na nossa terra. O Estado de MG é muito importante dentro do país, principalmente dentro da cultura brasileira: na música, no cinema e na literatura. Quando volto para cá, me sinto em casa. Adoro estar no palco para encontrar as pessoas e fazer o que mais gosto: cantar e tocar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-1152429083919432986?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/1152429083919432986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=1152429083919432986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1152429083919432986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1152429083919432986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/06/com-os-ps-ma-msica.html' title='Com os pés na música'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RmCnDQHTXwI/AAAAAAAAAJM/hbz6pdlGNUY/s72-c/dvd_s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-1190102809278512964</id><published>2007-05-30T07:08:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T07:15:03.343-07:00</updated><title type='text'>O trovador do sertão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rl2GeQHTXvI/AAAAAAAAAJE/CG-dYhCwjzA/s1600-h/Humberto_Teixeira___casa_Axel_Munthe___Vila_San_Michele___Il.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070356609768840946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rl2GeQHTXvI/AAAAAAAAAJE/CG-dYhCwjzA/s320/Humberto_Teixeira___casa_Axel_Munthe___Vila_San_Michele___Il.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As paisagens do sertão nordestino tão bem recriadas pelo compositor cearense Humberto Martins Teixeira (1915-1979) foram novamente redescobertas. Seus versos, seus temas, sua elegância matuta e brejeira novamente saem agora do limbo da nossa memória nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De forma tímida – mas não menos ambiciosa, tudo começou em 2002, quando foi lançado um CD, “Doutor do Baião” (Biscoito Fino), contendo 18 de suas canções. No final do ano passado, deu-se o término das gravações do documentário sobre sua vida, “O homem que engarrafava nuvens”, realizado pelo cineasta Lírio Ferreira e atriz Denise Dummont.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando continuidade ao resgate de seu legado, chega às prateleiras das livrarias do país a luxuosa edição bilíngüe “Cancioneiro Humberto Teixeira” (Jobim Music/Good Ju Ju), trazendo o songbook, com 173 canções listadas de seu repertório, e uma biografia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Idealizada por Ana Lontra Jobim e a mesma Denise Dummont, filha de Humberto Teixeira, a obra conta com as participações especialíssimas. Quem assina o prefácio é Tárik de Souza; a introdução fica a cargo de Sérgio Cabral; texto de Ricardo Cravo Albim; apresentação de Roberto Smith e supervisão musical de Paulo Jobim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gringo Cardia enfileira o time de craques com um seu projeto gráfico para lá de especial, dando efeitos pop e supercoloridos a fotos e documentos. O volume reúne ainda 41 obras escolhidas do autor, contendo partituras e arranjos elaborados pelo compositor mineiro Wagner Tiso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retirante das Letras&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome de Humberto Teixeira traz com ele um dos eixos transformadores da musica popular brasileira na primeira metade do século XX. Sua carreira como compositor começou em 1934, dois anos depois de chegar ao Rio de Janeiro, cidade na qual veio tentar a sorte como tantos outros conterrâneos, fugindo da seca que assolava o chamado polígono da seca (Ceará, Paraíba, Piauí e Pernambuco).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí não parou mais, enfeitiçando, com suas poesia, as vozes daquele período, totalmente embriagadas pelo charme de suas composições. Ciro Monteiro (“Deu me perdoe”), Orlando Silva (“Só uma louca não vê”) e Francisco Carlos e Natalina (“Meu brotinho”) são alguns deles. Ao longo da carreira fez ainda sambas e valsas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Advogado por profissão, Teixeira fez parte do restrito panteão de intelectuais de nosso cancioneiro popular, cujo altar era composto por Ari Barroso, Mario Lago, Custódio Mesquita, Braguinha, Orestes Barbosa e outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi ainda deputado federal pelo Ceará. Criou a Lei Humberto Teixeira para divulgar a arte brasileira no exterior, lutou pelo direitos autorais, tendo sido presidente da UBC (União Brasileira dos Compositores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O velho Lua&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O estouro popular de Humberto Teixeira começaria a se delinear a partir de 1945, quando o compositor, arranjador e instrumentista Lauro Maia, seu cunhado e também parceiro, o apresentaria a um certo Luís Gonzaga do Nascimento (1912-1989), sanfoneiro arretado, natural de Exu (PE).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nasceria deste encontro o baião, gênero musical que anteciparia as duas futuras revoluções musicais e estéticas trazidas pela bossa nova (1958) e o tropicalismo (1967), este, inclusive, acabaria por também o absorver através do seu espírito oswaldiano pós-1922.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem explica é o próprio Doutor do Baião em depoimento registrado no livro. “Não inventei o baião. Jamais tive essa pretensão. Apenas estimulado pela presença forte de Luís, urbanizei e depois adaptei ao estilo citadino esse antigo ritmo, já conhecido e tradicional nas veredas de boa parte do Nordeste, tão velho como o sertão que lhe deu berço. O baião sempre existiu nas quebradas do sertão, sempre foi música do povo”, revela.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A palavra baião vem de baiano, como era chamada a dança popular nordestina. Segundo o pesquisador José Ramos Tinhorão, ela apareceu na discografia brasileira pela primeira vez no ano de 1920, quando José Luís Rodrigues Calazans, o Jararaca, gravou “Samba Nortista”, do pernambucano Luperce Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Eu vou mostrar pra vocês”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonzaga está para Teixeira, assim como Aldir Blanc está pará João Bosco. É um daqueles casamentos musicais raros. Juntos, eles imortalizaram o gênero através de sucessos que ecoavam através daquele aparelhinho imprescindível em toda a sala que se prezasse no Brasil lindo e trigueiro daqueles anos 40 e 50: o rádio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São desta época, os clássicos “Asa Branca”, “Baião”, “Assum Preto”, “Estrada do Canindé”, “Juazeiro”, “Légua Tirana”, “Lorota Boa”, “Mangaratiba”, “No Meu Pé de Serra”, “Paraíba”, “Qui Nem Jiló” e “Respeita Januário”, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ritmo viraria moda no mundo a partir de 1950, quando “Delicado”, de Waldir Azevedo, conquistou os Estados Unidos. Invadindo também o cinema, com Carmem Miranda interpretando “Baião”, em “Nancy goes to Rio” e a talentosa atriz italiana Silvana Mangano cantando “O baião de Ana”, no filme “Ana”, com direção de Alberto Lattuada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como tudo na vida tem um fim, em 1950, calejados pelas divergências com relação às entidades arrecadadoras de direito autoral no Brasil, a dupla se desfez, cada qual dando outros rumos às suas carreiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De Teixeira, poderiam se ouvir ainda, entre outras, “Kalu” (inspirada na musa Lila Lea Lemos - mãe de Denise), “Eu sou o Baião” (feita sob encomenda para a rainha do gênero Carmélia Alves) e a genial “Adeus, Maria Fulo”, parceria com o mestre Sivuca (1930-2006), ganhando uma nova releitura na voz dos quatro anjos do apocalipse, Os Mutantes, em 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palavras iluminadas pelo sol e a poesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Cancioneiro Humberto Teixeira” possibilita entrever as veredas de seu universo marcado pela diversidade musical. Manejando sua pena ao lado de Gonzagão, o compositor fez com que os olhos da nação se voltassem para a realidade e a cultura nordestina (comida, dança, música, vestuário etc). Inaugurando o momento em que a canção mergulha no país de forma profunda, trazendo consigo belezas rítmicas e sonoras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suas palavras carregadas de sol e poesia contribuíram definitivamente para que outros cantadores e compositores nordestinos, passados quase cinco décadas de sua estréia, aportassem no Sudeste trazendo consiga referenciais e estilos diversos. Vale lembrar de Elba Ramalho, Fagner, Alceu Valença, Vital Farias, Geraldo Azevedo, Amelinha, Ednardo, Zé Ramalho etc.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com ele, o espaço físico da caatinga se adensa, serve de cenário para os seus achados poéticos, cujas metáforas, amparadas na coloquialidade da linguagem, emocionam.Vide “Asa Branca” (“Quando o verde dos teus óio/Se espaiá na plantação”) ou “Juazeiro” (Juazeiro, meu destino/Ta ligado junto ao teu.../No teu tronco tem dois nomes/ela mesmo é que escreveu”). Para ficarmos apenas com estas duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auto-retrato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa ocasião, Humberto Teixeira, na tentativa de traduzir o que era o baião, fez constar um pequeno ensaio no boletim da União Brasileira de Compositores, cujo faximile é reproduzido nesta edição, no qual se lê:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Uma sextilha dolente de Juvenal Galeano...Uma trova matuta de Leonardo Mota...Ouro do Sol..o fogo do sol...a ira do sol (...) O cheiro da terra molhada misturada ao cheiro do sertão...(...) Um romance de José Lins do Rego (...) A sonoridade triste da minha lira canhestra...As endechas sem métrica da minha musa capenga.&lt;br /&gt;-Isso, tudo isso, é BAIÃO”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo isso também é Humberto Teixeira, cujo legado musical e cultural, com toda certeza, continuará brilhando na constelação do imaginário afetivo de milhões de brasileiros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-1190102809278512964?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/1190102809278512964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=1190102809278512964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1190102809278512964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1190102809278512964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/o-trovador-do-serto.html' title='O trovador do sertão'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rl2GeQHTXvI/AAAAAAAAAJE/CG-dYhCwjzA/s72-c/Humberto_Teixeira___casa_Axel_Munthe___Vila_San_Michele___Il.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7905202045328545639</id><published>2007-05-24T14:06:00.000-07:00</published><updated>2007-05-24T14:19:18.314-07:00</updated><title type='text'>Cartola invade as telas de cinema em grande estilo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RlYAewHTXuI/AAAAAAAAAI8/UE67fIkYkfc/s1600-h/Cartola_Filmagens_Cartola_Crian_a_Cr_ditos_foto_Cafi[1].JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068238958963678946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RlYAewHTXuI/AAAAAAAAAI8/UE67fIkYkfc/s320/Cartola_Filmagens_Cartola_Crian_a_Cr_ditos_foto_Cafi%5B1%5D.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esqueça o que te disseram sobre “Homem Aranha 3” ou “Piratas do Caribe 3”. A bola da vez é mesmo “Cartola – Música Para os Olhos”, filme dos diretores Hilton Lacerda e Lírio Ferreira, que chegou aos cinemas no último da 6 de abril. A produção ficou a cargo de Clélia Bessa e Paola Vieira, da Raccord Produções. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme tem a ousadia de ser simples, cronológico, sofisticado e poético. É um filme que se aproxima do seu principal objeto, o compositor e sambista, que, sem ser letrado, fez canções e versos dignos de um imortal. Cartola, um artista do subúrbio carioca cuja obra é uma ponte cultural que liga um país dividido socialmente, empresta a biografia para os diretores contarem, sobre o ângulo original, parte da história da Mangueira, do Rio de Janeiro e da nossa música do século passado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na construção desse discurso, os diretores refazem ambientes, captam depoimentos e costuram essas imagens com ficção, documentário e material jornalístico de arquivo. Os testemunhos partem de pessoas que conviveram com Cartola, além de críticos, historiadores, cantores, músicos e compositores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As imagens de arquivos resgatam longas-metragens, reportagens e entrevistas nas quais o sambista e o samba são o foco. Os filmes escolhidos são, na sua maioria, musicais das chanchadas das décadas de 40 e 50 e o cinema novo. São utilizadas cenas que criam e recriam dentro do espírito poético da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Visões em verde e rosa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo Lírio Ferreira, a idéia de construir uma narrativa cinematográfica tendo Cartola como tema, surgiu em 1998, junto com o também cineasta Paulo Dantas, que acabou desistindo do projeto. Ele explica que Hilton Lacerda acabou topando a parada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O primeiro tratamento do filme propunha contar a trajetória cronológica do compositor. Evoluímos para um filme que, mais do que registrar fatos de uma época, quer captar o espírito desse período”, contextualiza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lírio acredita que o longa se propõe a fazer uma nova leitura sobre a história do sambista, por isso buscou fugir de um simples “olhar naturalista”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hilton Lacerda reitera esta percepção ao exemplificar o modo como a narrativa foi desenvolvida. “A gente não queria que o personagem pautasse a narrativa. A intenção seria mostrar uma parte da história do país, desde o inicio do Brasil República até a abertura política. Mas essa mensagem política acabou ficando subliminar”. Ele diz que um dos desafios propostos era elaborar um filme fragmentado que não fosse hermético e que tivesse uma linearidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Cartola é um filme que fala com vários públicos. Uma pessoa com conhecimento de cinema terá percepção diferente da maioria. Mas o público em geral vai sair do cinema conhecendo a história do compositor”, conclui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RG&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartola, carioca do Catete, nasceu no em 11 de outubro de 1908, o mesmo ano em que morreu outro gênio da arte nacional, Machado de Assis. Depois de viver durante três anos em Laranjeiras, saiu da Zona Sul e foi morar na Mangueira aos 11 anos. O bairro classe média e o morro deram régua e compasso para os versos e as canções do compositor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde menino, o sambista participava de festas de rua. Aprendeu a tocar cavaquinho com pai e se apresentava no rancho Arrepiados, em Laranjeiras, e nos desfiles do Dia de Reis. Até 15 anos, Cartola viveu com a família e freqüentou escolas de ensino clássicas. Com a morte da mãe, deixou as duas instituições e passou a ter lições de boemia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O apelido Cartola de Angenor de Oliveira nasceu no canteiro de obra. Como pedreiro, o compositor usava sempre um chapéu para impedir que o cimento sujasse a cabeça. Longe da rotina de pó e da poeira, o pedreiro criava a base para uma das principais escolas de samba do país. Fundou em 1925, com seu amigo Carlos Cachaça, o Bloco dos Arengueiros. Era a semente da G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, que surgiu em 28 de abril de 1928 da fusão desse e de outros blocos da região. O próprio Cartola escolheu o nome e as cores da agremiação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A estréia da Verde e Rosa na avenida foi embalada pelo o primeiro samba com a assinatura de Angenor de Oliveira. Era “Chega de Demanda”, composto em 1928 e só gravado por Cartola em 1974, no LP “História das escolas de samba: Mangueira”. Em 1931, o nome do compositor chega em outros territórios. Na época, era comum o artista do asfalto subir o morro para comprar música. Assim fez Mário Reis, que, com um punhado de dinheiro, adquiriu os direitos de gravação de “Que Infeliz Sorte”. A voz de Reis não se adaptou ao samba de Cartola. Quem acabou gravando foi Francisco Alves, que se tornou freguês das composições do mangueirense. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A relação, porém, mudou e Cartola passou a ceder apenas os direitos sobre a vendagem de discos e manteve a autoria. Entre eles estão “Não faz, amor” (em parceria com Noel Rosa, em 1932), “Qual foi o mal que eu te fiz?” (1932) e “Divina Dama” (1933). Nesse período, as criações de Cartola ganharam outras vozes, como “Tenho um novo amor” (1932), gravado por Carmen Miranda, e “Na floresta”, interpretado pelo parceiro da composição, Sílvio Caldas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os sambas da Estação Primeira completavam a projeção além Mangueira. Com o primeiro, em parceria com Carlos Cachaça, “Pudesse meu ideal”, a escola foi campeã do desfile promovido pelo jornal “O Mundo Esportivo”. “Não quero mais” (com Carlos Cachaça e Zé da Zilda, de 1936) deu outro prêmio à agremiação. A música, depois gravada por Araci de Almeida (1937), ganhou, em 1973, nova interpretação e título de Paulinho da Viola, para “Não quero mais amar a ninguém”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O início da década de 40 cristalizou o talento de Cartola entre a elite musical e população mais simples. Ao lado de Donga, Pixinguinha e João da Baiana, participou, em 1940, de gravações com o maestro Leopoldo Stokowski. O repertório de MPB deu origem a dois álbuns de quatro discos lançados nos EUA. No rádio, o compositor atuou como cantor, com músicas próprias e de outros autores populares. Naquele ano, criou, com Paulo da Portela, o programa “A Voz do Morro”, na Rádio Cruzeiro do Sul, no qual a dupla apresentava sambas inéditos de vários autores. Em 1941, formou o Conjunto Carioca, com Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres, com o qual participou de programas da Rádio Cosmos, em São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os anos seguintes foram de ostracismo para o sambista. Cartola desapareceu do ambiente musical e muitos viveram a ilusão da morte do poeta. Alguns compuseram sambas em sua homenagem. Mas em 1948, a Mangueira o manteve vivo com o samba-enredo “Vale do São Francisco” (de Cartola e Carlos Cachaça) e conquistou o campeonato daquele ano. Mas Cartola só foi redescoberto pela mídia em 1956, quando o cronista Sérgio Porto o reencontrou. Eram tempos difíceis e o compositor vivia de bicos. De dia, lavando carros em uma garagem de Ipanema e, à noite, trabalhando como vigia de edifícios. Sérgio abriu caminho para o compositor cantar na Rádio Mayrinck Veiga. Logo depois, conseguiu, com ajuda de Jota Efegê, um emprego no jornal “Diário Carioca”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A década de 60 foi mais suave para o compositor. Já vivendo com Eusébia Silva do Nascimento, a Dona Zica, eles fizeram uma pequena “revolução” gastronômica e musical na cidade. Primeiro, o lar do casal se transformou em ponto de encontro de compositores. Depois, em 1964, a matriz do samba mudou de endereço para o restaurante Zicartola, na Rua da Carioca. A casa fez história com a cozinha comandada por Zica, que ajudava na inspiração de grandes sambistas do morro e de jovens compositores da geração pós bossa-nova. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só na Terceira Idade, aos 66 anos, o mestre gravou seu primeiro LP, “Cartola”. O disco conquistou vários prêmios. Dois anos depois, lançou o segundo com o mesmo título do anterior. Naquele ano (1966), o cantor fez o seu primeiro show individual, acompanhado pelo Conjunto Galo Preto. Um sucesso de público que ficou em cartaz, no Teatro da Galeria, no Catete, por 4 meses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sambista ganhou destaque na TV em 1977: a Rede Globo exibiu um programa “Brasil Especial” dedicado a Cartola. A audiência era crescente na tela e no palco. Em setembro do mesmo ano, o sambista participou do Projeto Pixinguinha, acompanhado por João Nogueira. O espetáculo começou no Rio e a ótima bilheteria carioca levou o show para São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. No mês seguinte, lançou o terceiro disco-solo: “Cartola – Verde que te quero rosa”.&lt;br /&gt;Aos 70 anos, Cartola deixou a Mangueira e foi viver na tranqüila Jacarepaguá de 1978, quando estreou o segundo show individual. O quarto LP (“Cartola – 70 anos”) chegou ao mercado em 1979. Nesse período foi diagnosticado um câncer no compositor. Cartola morreu vítima da doença, em 30 de novembro de 1980. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os lançamentos seguem após a morte do sambista. A Funarte editou e lançou, em 1983, o livro “Cartola, os tempos idos”, de Marília T. Barboza da Silva e Arthur Oliveira Filho, e, em 1984, o LP “Cartola, entre amigos”. A Editora Globo pôs nas bancas, em 1997, o CD e o fascículo Cartola, na coleção “MPB Compositores” (n°12). Entre composições próprias e de parceiras, Cartola deixou mais de 500 obras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7905202045328545639?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7905202045328545639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7905202045328545639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7905202045328545639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7905202045328545639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/cartola-invade-as-telas-de-cinema-em.html' title='Cartola invade as telas de cinema em grande estilo'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RlYAewHTXuI/AAAAAAAAAI8/UE67fIkYkfc/s72-c/Cartola_Filmagens_Cartola_Crian_a_Cr_ditos_foto_Cafi%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5138423933826580366</id><published>2007-05-18T20:27:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T20:35:57.655-07:00</updated><title type='text'>Alegre e cruel</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5u7AHTXtI/AAAAAAAAAI0/vx40BWS1lwo/s1600-h/20061228-caetano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066108590760353490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5u7AHTXtI/AAAAAAAAAI0/vx40BWS1lwo/s320/20061228-caetano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cabeleira simpática e grisalha do cantor e compositor baiano Caetano Veloso não esconde os 64 anos de idade. A despeito de uma crítica musical e comportamental cada vez mais egocêntrica no país, debaixo de seus hoje extintos caracóis (&lt;em&gt;alô, Roberto Carlos!&lt;/em&gt;) caudalosas correntezas de poesia ainda continuam a fluir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de seu Foreign Sound (2004), álbum que continha 23 canções interpretadas em inglês e com orquestra, nosso camaleão tropicalista mais uma vez se transmutou, fazendo baixar uma outra e surpreendente pomba gíria no terreiro da cultura nacional. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este atestado de saúde artística pode ser comprovado em Cê, seu mais recente CD, lançado em setembro do ano passado. Em vez da delicadeza sonora do arranjador Jaques Morelembaum, com quem trabalhou nos últimos 15 anos, desta vez o baiano preferiu imprimir outros rumos à sua carreira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Caetano Veloso chamou para si os músicos Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Gomes, que assim montaram uma cozinha básica, feita de guitarras, baixo, bateria e teclado. A produção ficou a cargo de Pedro Sá e seu filho Moreno Veloso. Já as 12 faixas são assinadas pelo compositor, um fato inédito, como revelou o próprio em entrevista na época. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O título, uma contração do pronome de tratamento você, foi escolhido, segundo ele, em razão de sua coloquialidade. “Havia algumas músicas em que a palavras ‘você’ aparecia, mas eu cantava ‘cê’. Daí, quando vi escrito, achei que ficava bacana”, explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Líbelo anti-repressor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cê foi saudado pela mídia com uma dos melhores trabalhos do compositor nos últimos anos, relembrando, em tese, outras pérolas de sua discografia, como Transa (1972), Jóia (1975), Uns (1983) e Velô (1984).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas nem por isso agradou a gregos e troianos. “Fui informado do CD de Caetano, que é mais rock, e, já sem ouvir, eu sou contra. Prefiro lembrar dele pelas coisas que ele fez, e não pelas coisas que ele pretende fazer para a mídia (...). Transformar rock’n roll em cultura e chamar de brasileira, me cansa a beleza”. A declaração, de um ressentido Dori Caimmy, dada em entrevista à época, mostra bem o panorama das coisas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A partir dela, podemos traçar um paralelo interessante sobre as intenções do artista, que (clichê do clichê) nunca foram ou são para agradar o grande público e a crítica especializada. Cê é um disco de ruptura, mesmo que momentânea. As canções exalam sexo, tesão, amarguras, a passagem do tempo e uma certa desilusão quanto à modernidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O líbelo contra a passividade e a apatia dos sistemas corporativistas em todas as esferas sociais nasce através do som distorcido de guitarras e microfonias, representantes legítimas de um estado de espírito do compositor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nele, se mostram um letrista recém separado da esposa, Paula Lavigne, e provocador. “Tu é gênia, gata, edecetra/ Mas cê foi mesmo rata demais/ Meu grito inimigo é: Você foi mor [maior] rata comigo/ Você foi concreta e simplesmente”, desabafa ele em Rocks, sob a fúria sutil dos riff’s de guitarra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O acerto de contas com o passado amoroso frustrado é proclamado outra vez na melancólica Não me arrependo, “Eu não me arrependo de você/ Cê não me devia maldizer/ Vi você crescer/ fiz você crescer/ Vi cê me fazer crescer também/ Pra além de mim”, sem com isso perder a ternura. É Caetano, como sempre, conciliando contrários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A catarse sentimental ganha ainda mais intensidade na endiabrada Odeio. A canção é feita de imagens que se conjugam em movimento (“Veio um garoto do arraial do cabo/Belo como um serafim/Forte e feliz feito um deus, feito um diabo/Veio dizendo que sim/Só eu, velho, sou feio e ninguém”). São pequenos estilhaços que, colados ao refrão em forma de mantra lisérgico (“Odeio você, odeio você, odeio você, odeio”), ganham luz própria através dos acordes de um violão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sobram homenagens em Waly Salomão, referência ao amigo, poeta e agitador cultural morto em 2003, numa das mais densas letras de Cê. “Eu sigo aqui e sempre em frente/ Deixando minha errática marca de serpente/ Sem asa e sem veneno/ Sem plumas e sem raiva/ Suficiente”. O desnudamento de sua fragilidade, marca registrada do artista, mais uma vez triunfa sobre o lugar comum ao som de um tambor aparentemente fúnebre, com leves toques de guitarra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Libidos poéticas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A temática sexual de Cê também é algo que se sobressai durante a audição. Seja no machismo divertido de Homem (“Só tenho inveja da longevidade/E dos orgasmos múltiplos) ou no erotismo escrachado de Outro (“Feliz e mau como um pau duro/acendendo-se no escuro/ Cascavel/Concentrada e afoita”). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Destaque para a deliciosa e jazzística Porquê? O lúdico Caetano brinca com seu refrão, “Estou-me a vir” (expressão lusitana para indicar o orgasmo), durante a faixa que tem duração de quase quatro minutos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os sons do mundo do pop rock e o ar adolescente, que se mostram presentes no novo disco, podem levar a nomes hoje em evidência, que vão desde Los Hermanos a The Strokes. Sem esquecer, evidentemente, a velha guarda: Bob Dylan, Roberto Carlos e Erasmo Carlos e Raul Seixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Racismo e preconceito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto importante de Cê é abordagem do problema da identidade étnica brasileira, que, de alguma forma ou de outra, sempre estiveram sempre presentes à obra do artista. Vide a áspera e bela Haiti (música de Gilberto Gil), por exemplo, lançada em 1992. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, o rap que fecha o disco, O Herói, registra a saga de um cidadão negro, que, movido por desejos de semear o ódio racial, acaba por se descobrir um homem cordial. “Nasci num lugar que virou favela/Cresci num lugar que já era/ Mas cresci a vera/ Fiquei gigante , valente, inteligente/ Por um triz não sou bandido/Sempre quis o que desmente este país/Encardido”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desvelando ao longo da letra (“descobri cedo que o caminho/não era subir num pódio olímpico e sozinho/mas fomentar aqui o ódio racial/a separação nítida entre as raças”, as sandices de um pensamento ainda que aparentemente distante, bem próximo de nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O achado chega quase no fim, “durante a dança”, onde “depois do fim do medo e da esperança” (numa referência irônica às cotas raciais e ao governo de Luís Inácio Lula da Silva), ele se vê diante do espelho. “Eu sou o herói/ Só Deus e eu sabemos como dói”, constata na pele o personagem da canção. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, Cê pode figurar apenas como mais um disco de Caetano Veloso, para outros, nem tanto. A densidade do trabalho inspira novos olhares que, com certeza, somente poderão ser intensificados na medida do tempo. Resta-nos, por hora, sorver e apreciar a obra do artista. O resto, a eternidade se encarregará de julgar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5138423933826580366?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5138423933826580366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5138423933826580366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5138423933826580366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5138423933826580366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/alegre-e-cruel_18.html' title='Alegre e cruel'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5u7AHTXtI/AAAAAAAAAI0/vx40BWS1lwo/s72-c/20061228-caetano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-2401157592347095541</id><published>2007-05-18T19:49:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T19:59:47.391-07:00</updated><title type='text'>Festa de arromba</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5mIgHTXqI/AAAAAAAAAIY/sxnNEY9u5Zk/s1600-h/jovem+guarda+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066098927083937442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5mIgHTXqI/AAAAAAAAAIY/sxnNEY9u5Zk/s320/jovem+guarda+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Verdade seja dita, nunca um movimento musical esteve tão presente na vida brasileira contemporânea como a Jovem Guarda. Discos, DVD’s e publicações sobre o tema continuam atestando o interesse cada vez mais crescente sobre o assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O maior fenômeno de massa do país teve início há mais de quarenta anos, por meio de um grupo de jovens, capitaneados por Roberto e Erasmo Carlos e Wanderléa, que deixariam suas digitais impressas nas páginas da MPB. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com seu visual kitsh e vanguardista, aquela turma de artistas criou uma nova forma de compor, cantar e gravar música, de se vestir, de falar, de ser do brasileiro. Resumo da ópera: foi graças a Martinha, Os Vips, Ronnie Von (embora este renegue ter participado da trupe), Deny &amp; Dino, Renato e Seus Blue Caps, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Eduardo Araújo, Leno &amp;amp; Lílian, Sérgio Murilo e tantos outros, que o pop-rock auriverde é o que é hoje em dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Imagine se toda esta hecatombe juvenil atrevida e não menos inocente, surgida naquele domingo de 22 de agosto de 1965, às 16h30, no auditório da Rede Record de Televisão, pudesse ganhar as páginas de um volumoso livro? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, foi isso o que fez o pesquisador Ricardo Pugialli ao lançar seu “Almanaque da Jovem Guarda” (Ediouro, 336 páginas), publicado no final do ano passado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A obra, repleta de fotos, documentos inéditos, depoimentos dos próprios protagonistas, frases, datas e algumas histórias nunca antes reveladas, acaba de se transformar numa referência para as antigas e novas gerações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante a entrevista ao Nada Será Como Antes, realizada por e-mail, Pugialli revela detalhes da construção do trabalho, comenta o legado deixado pelo movimento dentro da cultura nacional e fala do pioneirismo feminino da “Ternurinha” Wanderléa, que passou parte de sua infância em Lavras (MG). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A cantora, que teve a sua primeira estréia musical em um palco lavrense, voltou à cidade somente 35 anos depois de virar estrela da Jovem Guarda, no dia 16 de outubro de 1999. Na oportunidade, a “Ternurinha” fez uma apresentação histórica naquela noite para uma multidão na praça Dr. Augusto Silva, no coração central do município. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Leia abaixo, na integra a entrevista com Ricardo Pugialli:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Como surgiu a idéia de escrever livro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Desde 1968 (com sete anos de idade), eu curtia Beatles. De repente, pintou um compacto na minha mão (ah, os velhos vinis), com uma canção “Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones”, dos Incríveis. Era a minha canção. A partir daquele dia, eu passei a ouvir mais Jovem Guarda, além de ver o programa na TV. Cresci nos anos 70 curtindo hard rock, glitter, heavy, punk etc. Mas cresci com aquelas histórias da “alienação” e “deslocamento histórico” da Jovem Guarda em relação ao Brasil e sua história. Escrevi em 1992 um livro sobre os Beatles (o primeiro escrito especialmente para o público brasileiro). Em seguida veio a vontade de render as justas homenagens à Jovem Guarda e seus artistas, que são a base do rock no Brasil. E, em 1999, lancei meu primeiro livro sobre o movimento, contextualizando o movimento na história do Brasil e do mundo. Para esta nova edição, que virou o “Almanaque da Jovem Guarda”, eu formatei o livro original e acrescentei um livro inédito, “Os Arquivos Secretos da Jovem Guarda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Fale um pouco sobre o seu processo de construção da obra? Quais foram as suas fontes de pesquisa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Inicialmente eu recorri à minha biblioteca particular, criando o esqueleto da obra. Depois, durante um ano e meio me tranquei na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, consultando tudo o que existia sobre o movimento. Depois foram os jornais e fontes de imagens. O passo seguinte foi a parceria com os colecionadores de vinis e revistas, em especial José Roberto “Oldies”, Valdir Siqueira e Nélio Rodrigues, que gentilmente abriram seus acervos. A última parte foi a conversa com todos os artistas, à exceção de Roberto Carlos, por motivo de saúde de sua esposa à época. Com tudo isso em meu banco de dados eu parti para a ordenação das informações e formatação do texto. Para a nova edição, eu tive a maior e mais preciosa fonte de consulta, que resultou em um livro inédito: o caderno de anotações que Roberto Carlos usou na boate Plaza, em 1959. Em torno das informações do caderno eu conto a pré-história da Jovem Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Houve algum momento de grande dificuldade durante este período?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Por incrível que pareça, não. Não tive nenhuma dificuldade. Pelo contrário, o problema foi selecionar o que iria entrar e o que não iria entrar na primeira edição. Para a nova edição o problema foi a formatação do texto, para ficar com a cara do almanaque. E selecionar novas imagens das centenas disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O livro traz novidades encontradas por você, contendo, por exemplo, a primeira letra da parceria entre Roberto e Erasmo Carlos, chamada “Maria e o Samba”. Qual foi a emoção destas descobertas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Bicho, nem posso te dizer como foi. Quando o Erasmo falou o nome da primeira composição dele e eu lembrar que estava naquele caderninho, foi indescritível. Seria como estar com os originais de “Yesterday” ou “Imagine” em minhas mãos. E tudo com a letra do Roberto, antes da fama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Qual o maior legado deixado pela Jovem Guarda para a música e a cultura nacional hoje?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tudo. Comportamento, linguajar, vestuário, ritmo, estilo de compor, forma de gravar, performance, atitude. Se existe rock no Brasil, começou com a Jovem Guarda. Se existe música jovem romântica no Brasil, começou com a Jovem Guarda. Se existe guitarra na música do Brasil, obrigado à rebeldia da Jovem Guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O livro evita a fofoca e temas polêmicos que envolvem todos os ídolos daquele período. Você não teve receio de que o livro se tornasse um pouco chapa branca?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Não. Eu quis trazer o que foi publicado na imprensa durante 10 anos (1958 a 1968). Tem fofocas, tem notícias bombásticas, tem fatos históricos, tem as carreiras dos artistas. Eu me propus a resgatar a importância histórica do movimento e de seus artistas. Eu não quis dizer que fulano “pegava” ciclana e vice-e-versa. Claro que isso acontecia e rolavam historinhas no livro. Mas eu não ia, em detrimento de um fato historicamente importante, colocar como eram as transas nos bastidores ou se rolavam orgias e drogas. Não era a idéia do livro. Eu quero que estes livros sejam obras de consulta durante décadas a frente. E não esquecidos daqui a um ano, pois tem uma nova fofoca “da hora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Pelo fato de ser o principal vulto feminino da Jovem Guarda, qual a importância de Wanderléa dentro daquela cena musical?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Ela foi uma pioneira na atitude feminista dos anos 60. Ela ousou nas roupas, ela ousou nas músicas, ela ousou no linguajar, ela ousou na performance. Ela dividia o palco com dois homens e era vista como o modelo pelas meninas. E foi odiada pelas mães. E lançou moda. Se não houvesse acontecido uma Wanderléa, o papel das meninas dos anos 60 teria ficado mais arraigado às tradições dos anos 50 do que nas ousadias dos anos 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você achou justa a celeuma criada entre Roberto Carlos e o autor de sua biografia não autorizada, “Roberto Carlos em Detalhes”, escrita pelo jornalista e pesquisador Paulo César de Araújo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- O livro, por seu conteúdo histórico, tinha (e tem), tudo para ser um dos maiores livros de história recente. Mas, na minha opinião, usou cores fortes em certos pontos (até justificáveis por ser uma biografia “não” autorizada), que podem ainda render muito “panos para mangas”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Sua obra tem a intenção de simplesmente informar o leitor ou também de redimensionar criticamente o movimento da Jovem Guarda?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Eu quis contextualizar a Jovem Guarda dentro da história do Brasil, rendendo a justa importância de seus artistas para a nossa música. E também quis falar de todos os jovens que um dia pegaram numa guitarra ou bateria e foram tocar rock por causa da Jovem Guarda. Hoje os filhos dos artistas que eram totalmente desconhecidos do grande público, podem ver o nome de seus pais no livro e dizer: “Nossa, o papai tocou mesmo na Jovem Guarda”. Estou cansado de ver o “ranço” contra o movimento, o despeito e o desrespeito para com seus integrantes e sua obra. É triste ver parte da imprensa até hoje menosprezar ou ignorar a Jovem Guarda. Por sinal, existe um jornal aqui do Rio de Janeiro que até hoje (de 1999 a 2007) não cita meu livro em seu Caderno dito “cultural”. Prefere ignorar o livro recebido de braços abertos por todos os artistas. Esta é mais uma discriminação contra a Jovem Guarda e seus defensores. Viva a Jovem Guarda!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais são seus planos futuros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Em termos literários, lançar agora um novo Almanaque, sobre os Beatles, e terminar o livro sobre a participação de meu pai na F.E.B., durante a campanha do Brasil na Itália, na Segunda Guerra Mundial. Em termos musicais, eu sou o empresário de duas bandas cariocas: a Flaming Youth (&lt;a href="http://www.kissrj.com/"&gt;http://www.kissrj.com/&lt;/a&gt;), única cover do Kiss maquiada do Rio de Janeiro, com turnê em 2007 por todo o país; e a Snow (&lt;a href="http://www.myspace.com/snowhard"&gt;www.myspace.com/snowhard&lt;/a&gt;), banda de hard rock que estará também em turnê nacional, lançando seu CD. Novidades em meu portal pessoal &lt;a href="http://www.tucunare.bio.br/"&gt;http://www.tucunare.bio.br/&lt;/a&gt;. É uma brasa, mora? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-2401157592347095541?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/2401157592347095541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=2401157592347095541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2401157592347095541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2401157592347095541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/festa-de-arromba.html' title='Festa de arromba'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rk5mIgHTXqI/AAAAAAAAAIY/sxnNEY9u5Zk/s72-c/jovem+guarda+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-6475749702656636375</id><published>2007-05-17T05:48:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T06:24:46.264-07:00</updated><title type='text'>O lado b do maestro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxQpQHTXmI/AAAAAAAAAH4/SN9QNcNui_0/s1600-h/fÃ¡tima+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065512350515420770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxQpQHTXmI/AAAAAAAAAH4/SN9QNcNui_0/s320/f%C3%A1tima+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fátima Guedes continua a mil. Cantora e compositora com mais de três décadas de carreira, ela, ao contrário de tantos outros nomes, tem mantido o arco da sua criatividade sempre teso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carioca nascida no subúrbio, ela teve seu reconhecimento público conquistado junto ao boom de compositoras femininas ocorrido na MPB no final dos anos 70, despontando para o sucesso ao lado de Sueli Costa, Joyce e Ângela Rô Rô.Nas vozes de Wanderléia, Nana Caimmy, Simone e Elis Regina, suas canções realçaram aquilo que desde sempre tiveram: coesão, densidade e qualidade insuspeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestes a completar 50 anos em 2008, Fátima nos brindou recentemente com seu “Outros Tons”, álbum que tem como base o repertório pouco conhecido do maestro soberano Tom Jobim (1927-1994). São canções até então encobertas pelo tempo, perdidas entre os clássicos já interpretados pelo nosso maistren musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealizado e produzido por Marcus Fernandes, o álbum apresenta 12 faixas que cobrem o período de 1953 a 1964, ou seja, antes do nascimento oficial da bossa nova (1958) e depois de seu reconhecimento internacional, ocorrido no histórico show do Carneggie Hall, em Nova York (1962).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um verdadeiro mergulho sentimental na primeira fase da carreira do maior compositor moderno brasileiro, quando este, ainda jovem e recém casado, ganhava a vida nas famosas boates de Copacabana, como Ranchinho do Alvarenga, Vogue, Bambu Bar, Tassa, Mocambo, Tudo Azul, French Can-Can e Acapulco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não era fácil. Tom chegou a desconfiar daqueles que previam a sua morte por tuberculose, pois o trabalho na noite não se limitava à tarefa profissional propriamente dita, mas um ritual que incluía uma boemia fundamental para o próprio trabalho”, fez registrar o jornalista Sérgio Cabral em seu livro sobre Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Outros Tons” reinventa, com apuro técnico e originalidade, todo o ideário bossanovista (amor, dor, tristeza e alegria), sobretudo, pelas pelo clima intimista que determinados arranjos ganham a cada audição. A voz da intérprete oferece todo seu talento e delicadeza, valorizando as harmonias e melodias sofisticadas e acessíveis do compositor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Madrugadas intermináveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fátima vem acompanhada por Paulo Midosi (piano), Ronaldo Diamante (baixo) e Élcio Cáfaro (bateria), que juntos, reconstroem o clima de uma época outrora delicada, um Rio de Janeiro mítico, cuja atmosfera podia ser ouvida em suas músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há preciosidades como as duas primeiras canções gravadas de Tom. Em “Faz uma semana” (Jobim/João Stocler), de 1953, os versos traduzem um estado de espírito. “Faz uma semana/Que não vejo o meu amor?/ Faz uma semana/Que eu não sei onde estou/De manhã cedo/O sol tão claro,/Dói nos meus olhos/Como me dói esta saudade/ De você, de você”. Minto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no caso de “Incerteza” (1956), estamos diante de um pequeno achado da pioneira parceria do maestro com o pianista Newton Mendonça. Amigos de infância e noitadas, ambos mostram neste samba-canção o que o gênero tem de melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla reaparece em “Lua e batucada”. Samba moderno e urbano, datado de 1957, que puxa o cordão da alegria em versos inesquecíveis. “Fala bateria!/Bate meu pandeiro!Despeja tamborim!Assim../Que este samba é/Dono do terreiro/Manda na cidade/Sacode o mundo inteiro”, ponteia o refrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piano solitário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cantora e compositora reavalia o lado letrista de Tom gravando três canções representativas do período. “Olha pro céu” (1960) - grande momento introspectivo cercado de lirismo, “Pra não sofrer” (1962) e “Pensando em você” (1953).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Canções estas que exemplificam temas caros ao compositor, como é o caso da ecologia (“Velho riacho/Que vem lá de serra/Cantigas antigas/Me contou”) e o amor no cotidiano (“Eu vivo sempre a esperar/Um dia a mais, outra canção/Eu cantei pra saudade enganar”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parceria eterna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tom Jobim e Vinícius de Moraes simbolizaram um casamento perfeito dentro da MPB. Música e letra da mais alta estirpe. Eles se conheceram em 1956, no famoso Villarino, bar de Copabacana que abrigava a nata da intelectualidade carioca. Uma parceria breve, mas eterna.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fátima pesca ainda duas belas canções deste período fértil da dupla. A primeira é o samba “Na hora do adeus” (1960). Nos versos, o poetinha manda seu recado sem choro nem vela. “O amor só traz tristeza/Saudade, desilusão/Porém maior beleza/Nunca existiu pra iluminar/Meu pobre coração”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue-se “Vida bela (Praia branca)”, já gravada pela inesquecível Elizeth Cardoso em seu emblemático LP “Canção do amor demais” (1958). Perdida entre outras obras-primas do disco, ela novamente ressurge, mostrando toda plasticidade de imagens e sua riqueza sonora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há também duas parcerias com Luiz Bonfá, compositor versátil, capaz de criar pequenos clássicos como a “Chuva caiu” (1956) e “Engano” (1964). Gol de placa.                     &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Outros Tons” se consolida como um marco importante na ampla discografia dedicada à obra do maestro. Prova de que sua música permanece como uma inesgotável fonte de pesquisa para novas aventuras como está empreendida pela artista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-6475749702656636375?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/6475749702656636375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=6475749702656636375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6475749702656636375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6475749702656636375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/o-lado-b-do-maestro_9776.html' title='O lado b do maestro'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxQpQHTXmI/AAAAAAAAAH4/SN9QNcNui_0/s72-c/f%C3%A1tima+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-874791093671176332</id><published>2007-05-17T05:24:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T06:23:45.292-07:00</updated><title type='text'>Violões endiabrados</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxKlwHTXkI/AAAAAAAAAHk/WglXoZSYS4o/s1600-h/Maogani+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065505693316111938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxKlwHTXkI/AAAAAAAAAHk/WglXoZSYS4o/s320/Maogani+.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um parêntese. Vale destacar o trabalho do grupo Maogani. Quarteto de violões formado por Paulo Aragão, Carlos Chaves, Marcos Alves e Maurício Marques. Músicos de formação erudita e popular que ultimamente estão renovando a música brasileira contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com três álbuns no mercado, dois pela Rob Digital, “Maogani” e “Cordas Cruzadas”, o grupo une técnica e sensibilidade em um repertório eclético, cujas influências passam pela música popular brasileira, o jazz e a música latino-americana.&lt;br /&gt;Apadrinhados por ninguém menos do que carioca Guinga, um dos maiores violinistas e compositores brasileiros contemporâneos, o Maogani ganhou a cena na segunda metade da década de 90. Recebendo as bênçãos do também do compositor Aldir Blanc e a cantora Leila Pinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Novos arranjos e interpretações para antigos clássicos. Está parece ser a fórmula encontrada pelo quarteto para arejar, por exemplo, “Morro Dois Irmãos” (Chico Buarque), cujo arranjo originalíssimo emociona. O mesmo se dá com “Passaredo” (Chico Buarque/Francis Hime) e “Cai dentro” (Baden Powell/Paulo César Pinheiro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na cozinha sonora do Maogani há espaço para os mais variados condimentos estilísticos: choro, baião, samba, valsa, milonga etc. Os álbuns trazem ainda participações especiais, como Ed Motta, Joyce, Jane Duboc, Guinga, Mônica Salmaso, Celina Vaz, entro outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simplesmente divino!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-874791093671176332?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/874791093671176332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=874791093671176332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/874791093671176332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/874791093671176332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/violes-endiabrados.html' title='Violões endiabrados'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkxKlwHTXkI/AAAAAAAAAHk/WglXoZSYS4o/s72-c/Maogani+.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-9122894895549209121</id><published>2007-05-15T11:32:00.000-07:00</published><updated>2007-05-16T15:48:35.679-07:00</updated><title type='text'>Erotismo, rock and roll e uma espatódea no jardim de Nando Reis</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkoBuCU50kI/AAAAAAAAAHc/PVBMeIVXwwY/s1600-h/nando+coletiva+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064862621341700674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkoBuCU50kI/AAAAAAAAAHc/PVBMeIVXwwY/s320/nando+coletiva+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sexta-feira. Dia 11 de maio de 2007. São quase 17h. Saio da redação às pressas pois tenho o compromisso de pegar minha credencial para entrevistar Nando Reis, cujo show acontece na mesma noite, no centro de eventos Expo Lavras Show (Lavras-MG). Evento organizado pela DW Promoções em parceria com a DM Promoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego na hora marcada. Missão cumprida. Enquanto espero pelo início da coletiva com o cantor e compositor (&lt;em&gt;que iria rolar somente quase três horas depois, acreditem!),&lt;/em&gt; vejo que no palco já montado a ladainha de sons da “tchurma” do Nando tem início: Alex Veley (teclados), Carlos Pontual (guitarra), Diogo Gameiro (bateria) e Felipe Cambraia (baixo). O fumacê denúncia: são Os Infernais. Em carne, osso e ruídos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cenário em branco e preto reproduz os crustáceos da capa de seu último CD “Sim e Não”, lançado no ano passado. São formas fálicas, côncavas, misteriosas, que rementem à eroticidade mesma do álbum. “Me dê seu leite como meu licor/Me dê seus peitos cheios de amor/Me dê um beijo sem nenhum pudor/E você me penetra”, diz a letra de “Monóico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passagens de som costumam ser interessantes. Os músicos se entregam. Não há uma platéia centrada, só um público maroto, descompromissado e curioso que se mistura aos roudies. Por um triz a vida parece ser doce. E tome acordes, afinações, vocalizes e luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, nosso tão aguardado convidado chega. Veste um índigo blusão (&lt;em&gt;perdão, São Gilberto Gil!)&lt;/em&gt; que contrasta com o cachecol vermelho esvoaçante em seu pescoço. Nando brinca com os músicos. Ri. Dá uma tragada no cigarro e faz o seu showzinho particular. Rolam as pedras. “Sim”, ‘Segundo Sol”, “Sou dela”, “Etc”, “Tentei fugir” e outros petardos. Sobra até um “Lindo balão azul”, tema pimpão da lavra de Guilherme Arantes, que, por estranhas razões, ficou fora do show que começaria a 1h da manhã de sábado, dia 12. O qual encarei de frente, mesmo quase congelando embaixo do meu casaco de veludo por causa do frio. Não ia perder a melhor turnê do cara. Redondinha e cheia de canções libidinosas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Câmeras, microfones, gravadores em ação. Começa a coletiva em um camarim minúsculo e improvisado. São 20 minutos que parecem uma eternidade. Nando fala de forma concisa e sobre temas variados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nada Será Como Antes não ficou só com esse mérito. Partiu para o ataque. Prova é o bate-papo rápido e rasteiro com a percussionista Elaine Moreira, a Lan Lan - que passou a tocar ao lado de Nando e Os Infernais nesta fase final da turnê do álbum “Sim e Não”, o qual você confere logo mais abaixo (ver postagem "O lance de dados de Lan Lan"). Divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A saída dos Titãs&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Eu permaneci 20 anos nos Titãs. Saí no final em 2002. Foi um processo natural. Tenho orgulho ter feito parte desta história. Acredito que a gente deu uma contribuição para a consolidação do rock nacional, como uma força da música brasileira. O grupo trouxe mudanças de cenário para o mercado. Foi um legado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os 20 anos de lançamento de Cabeça Dinossauro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele é um disco importantíssimo não só na minha história e dos Titãs, mas no do rock and roll. É um disco-símbolo, como o foram “Selvagem”, do Paralamas do Sucesso, e “Nós Vamos Invadir sua Praia”, do Ultraje a Rigor. Estas datas de certa maneira servem mais para rememorar. “Cabeça Dinossauro” está dentro do seu tempo. Está é sua força. Ele é muito expressivo sobre a situação do Brasil e o tipo de relação que a juventude tinha dentro daquele cenário pós-ditadura, onde havia resquícios de repressão e uma tentativa de estabelecimento das liberdades. Cabeça Dinossauro foi censurado em duas faixas: “Igreja” e “Bichos Escrotos”"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Igreja&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É curioso estarmos falando de “Igreja” (música e letra de autoria de Nando Reis) neste momento em que o papa está visitando o Brasil. Não tenho qualquer peso por ter escrito está música. Meu pensamento é um pouco parecido com o daquela época no que diz respeito a este assunto. Talvez um pouco mais tolerante do que fui. Para fazer uma canção como está é necessário ter um pouco de iconoclastia e inconseqüência. A expressão contestatória exige um certo desprendimento"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novo disco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenho medo de nada, bicho. Eu faço o que gosto. Acho que o disco [Luau MTV] tem um sentido artístico. Não estou nem aí para o que a imprensa diz. Este disco surgiu de forma meio inesperada, entendeu? Era para ser somente um programa de televisão que iria virar DVD. Mas ficou tão bonito, que a gente resolveu lançar em CD. Quem quiser que compre, quem não quiser, que ignore. Por que eu haveria de me boicotar?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espatódea&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A música “Espatódea” eu fiz para a minha filha chamada Zoé. Ela é a única ruiva dentre eles. Eu já tinha feito uma música para o meu filho Sebastião (“O Mundo é bão, Sebastião”), então ela me requisitou uma. Ficou muito linda a música. Eu acho que é uma das coisas mais bonitas que fiz. Ela entrou na novela das oito, Paraíso Tropical, e está tocando. É muito bom ver as pessoas as pessoas cantando ela"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cássia Eller&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(&lt;em&gt;Visivelmente desconcertado&lt;/em&gt;) Isso é uma merda, né bicho?! Perder uma pessoa tão próxima, importante e jovem dessa maneira idiota. Pessoalmente é uma tristeza enorme sempre. Ontem eu estava dando entrevistas sobre o Luau [MTV], quando um repórter me perguntou: “Pô, a Cássia estaria aí, né? Eu disse: claro!”. De vez em quando vem a recordação do absurdo que é uma pessoa tão presente não estar mais entre a gente. Eu perdi três amigos em um curto período de tempo: ela, o Marcelo [Fromer] e o Tom Capone. As pessoas são insubstituíveis, né? "&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biografia de Roberto Carlos&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;sobre a decisão judicial que suspendeu a comercialização da biografia do rei, “Roberto Carlos em Detalhes”, de autoria do historiador e jornalista Paulo César Araújo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu achei meio bobo (...) Mas sei lá, por outro lado, cada um faz o que quer e paga o preço. Não posso julgar o Roberto. Não li o livro, mas parece que é uma pesquisa séria. Por outro lado, fala da vida dele e ele tem o direito de se incomodar com isso"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Planos futuros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"O principal é lançar a turnê do “Lua MTV”, que começa no final deste mês (&lt;em&gt;26 e 27 de maio no Citbank Hall, em São Paulo&lt;/em&gt;). O negócio é continuar na estrada"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-9122894895549209121?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/9122894895549209121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=9122894895549209121&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9122894895549209121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9122894895549209121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/erotismo-rock-and-roll-e-uma-espatdea.html' title='Erotismo, rock and roll e uma espatódea no jardim de Nando Reis'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RkoBuCU50kI/AAAAAAAAAHc/PVBMeIVXwwY/s72-c/nando+coletiva+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7615562402283946633</id><published>2007-05-15T06:20:00.000-07:00</published><updated>2007-05-15T13:04:36.128-07:00</updated><title type='text'>Um lance de dados com Lan Lan</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rkm3HSU50iI/AAAAAAAAAHI/ZD5mD53VC54/s1600-h/lan+lan+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064780591761314338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rkm3HSU50iI/AAAAAAAAAHI/ZD5mD53VC54/s320/lan+lan+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira impressão que a gente tem ao entrevistar a percussionista Elaine Moreira, a Lan Lan, é que há em seu olhar uma delicadeza ímpar. No palco, as coisas se transformam num imenso cataclisma. É como se todos os orixás de sua amada Bahia se reunissem por alguns instantes em torno dela para discutir alguma celeuma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confira abaixo um bate-papo que o Nada Será Como Antes conseguiu com exclusividade com a ela. A conversa aconteceu na sexta-feira, dia 11. Lan Lan esteve participando de um show de Nando Reis e Os Infernais realizado na cidade de Lavras (MG), nesta mesma data (&lt;em&gt;ver postagem:“Erotismo, rock and roll &amp;amp; uma espatódea no jardim de Nando Reis”).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é voltar a tocar com Nando Reis?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pra mim, é maravilhoso estar de volta com o Nando. Sou uma ancestral dos Os Infernais. Toco com ele há bastante tempo, desde o álbum “12 Janeiro”, seu primeiro disco. Ele é meu amigo e parceiro querido de longas datas. Antes de tocar com a Cássia [Eller], eu tocava na banda do Nando. Eu e ela nos conhecemos num show dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passados cinco da morte de Cássia Eller, você acha que o legado dela está sendo explorado pelas novas gerações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Acho que a vida e a música ficaram mais sem graça sem ela. Que bom que o Nando está aí para manter está tribo, este legado. Eu e ele fomos e somos da turma da Cássia, então é bom a gente estar junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem uma formação musical acadêmica ou autodidata?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sou baiana e comecei a tocar bateria muito cedo em Salvador, onde fiz parte de uma banda de rock chamada “Rabo de Saia”. Depois eu fui para a percussão e o violão, chegando a compor. Trabalho com música desde os 16 ou 17 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os trabalhos que você destacaria ao longo de sua carreira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O meu primeiro trabalho como percursionista foi com o Carlinhos Brown. Toquei com a Elba [Ramalho]. Fiz duas turnês com a Marisa Monte, “Cor de Rosa e Carvão” e “Barulhinho Bom”. Toquei ainda com Tim Maia e Nelson Gonçalves. Foram trabalhos que me deram uma base de vários estilos musicais diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A gente sabe que nem sempre os músicos brasileiros tiveram o devido respeito e seus trabalhos valorizados. Para você, o trabalho da categoria está mais bem reconhecido hoje em dia? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho do que me queixar. Tenho uma boa carreira, tocando, acompanhando e gravando. Fiz meu disco solo em 2002 ("Com ela"), o qual ganhei o APCA (Associação dos Críticos de Arte) em 2002. Tenho um trabalho musical de composição que também está aí na roda. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7615562402283946633?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7615562402283946633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7615562402283946633&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7615562402283946633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7615562402283946633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/um-lance-de-dados-com-lan-lan.html' title='Um lance de dados com Lan Lan'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rkm3HSU50iI/AAAAAAAAAHI/ZD5mD53VC54/s72-c/lan+lan+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5764982643854425651</id><published>2007-05-04T16:59:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T17:09:44.110-07:00</updated><title type='text'>Neta do Poetinha em Fase Madura</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvJNSU50bI/AAAAAAAAAGM/pBw41eueQtY/s1600-h/B00005B5IN.01._AA240_SCLZZZZZZZ_"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060859836375880114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvJNSU50bI/AAAAAAAAAGM/pBw41eueQtY/s320/B00005B5IN.01._AA240_SCLZZZZZZZ_" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mariana de Moraes chega com tudo em “Se é Pecado Sambar” (Lua Music), seu primeiro CD solo lançado no Brasil. Ela ressurge depois de um longo período de hibernação. Seu último registro fonográfico aconteceu em 1997 ("Alegria Continua"), quando esteve ao lado de Zé Renato e Elton Medeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neta do compositor e poeta Vinicius de Moraes (1913–1980), a cantora tem no currículo duas décadas de atividade artística, que inclue, além da música, cinema, teatro e novelas. Mais recentemente, ela deixou os marmanjos embasbacados com sua aparição relâmpago (estou entre eles, ok?) no documentário sobre seu avô, “Vinicius”, de Miguel Faria Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se é Pecado Sambar” foi lançado nos Estados Unidos em 2001 e no Japão, em 2003. A idéia partiu do arranjador, compositor e pianista Guilherme Vergueiro, que fez a proposta para a interpréte. Depois do convite aceito por ela, o projeto foi encampado por um selo norte-americano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mariana é acompanhada pelo carioca Carlinhos Sete Cordas nos violões e cordas. No repertório há espaço para o ecletismo. A cantora passeia por estandartes bossanovista e jazzísticos, como “Fotografia” (Tom Jobim) e “I Fall In Love Too Easily” (Kahn/Styne), além do sambinha “Agora é Cinza” (Bidê/Marçal), entre outras belezuras. Simplesmente delicioso! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5764982643854425651?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5764982643854425651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5764982643854425651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5764982643854425651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5764982643854425651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/neta-do-poetinha-em-fase-madura_04.html' title='Neta do Poetinha em Fase Madura'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvJNSU50bI/AAAAAAAAAGM/pBw41eueQtY/s72-c/B00005B5IN.01._AA240_SCLZZZZZZZ_' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-4682489430682576534</id><published>2007-05-04T16:39:00.001-07:00</published><updated>2007-05-04T17:17:39.379-07:00</updated><title type='text'>O Mago Contra o Rei</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvE3yU50ZI/AAAAAAAAAF8/9tKYdXkucP4/s1600-h/0,,10464174,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060855068962181522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvE3yU50ZI/AAAAAAAAAF8/9tKYdXkucP4/s320/0,,10464174,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “Roberto Carlos tem muito mais anos na mídia do que eu; já devia ter se acostumado. Continuarei comprando seus discos, mas estou extremamente chocado com sua atitude infantil, como se grande parte das coisas que li na imprensa justificando a razão da “invasão de privacidade”já não fosse mais do que conhecida pelo fãs”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frase retirada do artigo “O que é ‘contexto desfavorável’”?, do escritor e compositor Paulo Coelho, publicado no Jornal Folha de São Paulo, desta quarta-feira, dia 2. O texto faz referência a decisão da Justiça de proibir a fabricação e a venda da biografia “Roberto Carlos em Detalhes” (Editora Planeta), do historiador e jornalista Paulo Sérgio Araújo. (&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;ver postagem abaixo&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;).&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-4682489430682576534?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/4682489430682576534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=4682489430682576534&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4682489430682576534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4682489430682576534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/roberto-carlos-tem-muito-mais-anos-na.html' title='O Mago Contra o Rei'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjvE3yU50ZI/AAAAAAAAAF8/9tKYdXkucP4/s72-c/0,,10464174,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-9155370994151145340</id><published>2007-05-03T06:47:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T07:15:12.192-07:00</updated><title type='text'>Nos Bailes da Vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjntRyU50WI/AAAAAAAAAFg/7k_s8IVbbAE/s1600-h/Roupa+Nova.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060336546150469986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjntRyU50WI/AAAAAAAAAFg/7k_s8IVbbAE/s320/Roupa+Nova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os caras continuam mandando bem. Kiko, Nando, Serginho, Paulinho, Cleberson Horsth e Ricardo Feghali - leia-se Roupa Nova, não por acaso, já fazem parte do templo da música pop nacional.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sexteto de multi-instrumentistas de primeiríssima qualidade despontou para o sucesso no início da década de 80 embalando corações e mentes, levando-os ao Olímpo da música acessível, leve e trabalhada, sem, contudo, cair no kitsch simples e puro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eles tocaram e cantaram com senhores e senhoras respeitados da nossa MPB - Gal Costa, Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Simone, entre tantos outros, sem perder aquela delicadeza e ingenuidade, que hoje, nestes tempos neoliberais, virou sinônimo de cafonice antiutópica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quem aí não se lembra (podem cantar ou assobiar, ok?) de composições tão conhecidas quanto consagradas, como “Canção de Verão”, “Whisky A Go-Go”, “Sapato Velho”, “Dona”, “Coração Pirata”, “A Viagem” e dezenas de outras que ajudaram a arejar as nossas sacrossantas novelas diárias? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Nada Será Como Antes publica abaixo uma entrevista inédita com o Roupa Nova, realizada em 22 de julho do ano passado, depois de uma apresentação na cidade de Lavras - MG. Na época, o grupo se preparava para lançar o álbum RoupAcústico II. A fórmula do projeto, embora elaborada de forma um tanto palatável entre muitos artistas brasileiros (alô, MTV Acústico!), realçou, de maneira honesta e coerente, diga-se de passagem, o trabalho do grupo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nossa conversa rolou com Paulinho e Ricardo Feghali, momentos depois do show, já no início da madrugada, no hall do apart-hotel em que a banda estava hospedada. E foi lá, entre o vozerio de tietes paulistanas que lotavam o local, que ambos analisaram um dos momentos mais marcantes da carreira do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Falem sobre o projeto “RoupAcústico”, lançado em 2004, que pode ser considerado um marco na carreira do grupo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Paulinho &lt;/strong&gt;- São dois projetos muitos sérios e aconteceram na hora certa. Nós sempre tivemos vontade de registrar um de nossos shows em VHS e nunca conseguimos por causa das gravadoras. Por isso, montamos um selo, o Roupa Nova Music, e decidimos gravar um CD ao vivo, o “RoupAcústico I” acompanhado de um DVD. Foi um sucesso de vendas nos dois formatos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- &lt;strong&gt;Feghali&lt;/strong&gt; - Nós acabamos de gravar o CD e o DVD do “RoupAcústico II”, que vai sair em setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como acontece o processo de criação do grupo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - Cada membro da banda tem uma maneira de criar e tem suas influências. Por exemplo, o Kiko traz o rock'and'roll, o Ricardo tem uma levada mais romântica e o Nando tem uma forte influência da música country americana.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Os arranjos são feitos de forma coletiva. Já as composições acontecem isoladamente. Geralmente eu e o Nando fazemos as letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;As músicas do grupo embalaram temas de novelas da Rede Globo de Televisão, programas da mesma emissora, entre outros. Esse segmento ajudou a consolidar o trabalho de vocês?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - Nós trabalhamos durante muito tempo para o departamento musical da Rede Globo e a gente fazia de tudo: temas de novelas e músicas incidentais. Nosso primeiro produtor foi o Mariozinho Rocha (diretor de trilhas sonoras das novelas da emissora). Muitas vezes nós compúnhamos a canção e outras vezes elas já estavam prontas. Nós conseguimos colocar 27 músicas em 26 novelas.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Foi um trabalho importante. Na verdade, é como uma faca de dois gumes. Às vezes as canções são boas, mas acabam sendo utilizadas como temas de personagens fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Durante muito tempo, o grupo manteve uma relação forte com a mídia. Hoje, ela parece ter perdido força, relegando vocês a um certo ostracismo. Como vocês analisam essa questão&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - Não considero um ostracismo estar fora da mídia. Desde o início nós queríamos fazer uma carreira e não um “boom”. Ficamos longe da televisão, mas continuamos a fazer os nossos discos e shows. As nossas vendagens de CD's não caíram. Prova disso é o sucesso do RoupAcústico.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Eu gostaria de saber qual ao artista, com 26 anos de carreira, que conseguiu ficar na mídia 100%? O que acontece é que o artista tem as suas variáveis. Ele precisa sair um pouco de cena para se reciclar e saber o que está acontecendo. Foi isso o que aconteceu com a gente. Nós fazemos cerca de 100 shows por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vocês são considerados grandes músicos pela nata da MPB (Música Popular Brasileira). Como foi a formação do grupo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt;- A nossa escola é a da vida. Nós começamos a tocar nos bailes. Hoje temos músicos famosos tocando diversos instrumentos por meio de fitas de VHS. Na nossa época, não tinha nada disso. Nós pegávamos os discos e ouvíamos milhões de coisas diferentes. Isso nos deu uma bagagem muito grande.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Eu estudei composição e regência no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro. Já o Cleberson, passou pela Escola Nacional de Música. No entanto, a nossa grande formação aconteceu nos bailes de salão. Essa relação que a gente mantém com o público durante os shows nós aprendemos tocando para essas platéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- O penúltimo trabalho de vocês, “Ouro de Minas”, resgata composições de autores mineiros. Como é voltar a Minas Gerais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;M.&lt;/strong&gt; - É muito bom. Faz muito tempo que a gente não se relaciona com essa turma toda. Quando a gente passa por aqui dá uma saudade danada de todos eles. A música nos "Bailes da Vida" (gravada por Bituca, em 1981, no CD Caçador de Mim, teve participação antológica do grupo) foi feita por Milton Nascimento em homenagem ao Roupa Nova.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Sou mineiro de Belo Horizonte. Contudo, acho que o disco, que teve a participação da Zélia Duncan, Luciana Melo, Elba Ramalho, Sandra de Sá e Ivete Sangalo, poderia ter tido uma aceitação melhor aqui no Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como anda a carreira internacional do grupo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - Nós já estivemos em Portugal, Estados Unidos, Porto Rico e Paraguai, onde, inclusive, temos um público absurdo. Estamos em negociações para tocar na Espanha, África do Sul e Japão.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - A gente prepara uma apresentação num teatro em Nova York. O show acontece em novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; O público que acompanha o trabalho do grupo está sempre em mutação. Há uma nova geração curtindo Roupa Nova hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - É deliciosa essa relação. Há uma galera nova curtindo a gente e isso é maravilhoso. Nós devemos tudo que conquistamos aos fãs.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F.&lt;/strong&gt; - Sou um cara muito ligado na Internet e vivo com o laptop para cá e pra lá. Recentemente fiz uma pesquisa nela e descobri que 75% do nosso público hoje é composto por pessoas com idade entre 16 e 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais os planos futuros do grupo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;P.&lt;/strong&gt; - Nossa força está toda concentrada no selo Roupa Nova Music. Nós pretendemos, por meio dele, trazer grandes talentos esquecidos e mostrar outros desconhecidos para a mídia. Sabemos que a mídia é um pouco radical quando se fala no talento de alguns artistas.&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;F. &lt;/strong&gt;- Nós estamos focados no trabalho de edição do novo DVD “RoupAcústico II”, que tem as participações de Claudia Leite (vocalista do grupo Babado Novo), Tony Garrido (vocalista do Cidade Negra), Marjorie Stiano e do Pedro Mariano (irmão da cantora Maria Rita e também filho de Elis Regina). Estamos muito felizes com o resultado final do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-9155370994151145340?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/9155370994151145340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=9155370994151145340&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9155370994151145340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/9155370994151145340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/05/nos-bailes-da-vida.html' title='Nos Bailes da Vida'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjntRyU50WI/AAAAAAAAAFg/7k_s8IVbbAE/s72-c/Roupa+Nova.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-5494684027795035908</id><published>2007-04-30T06:00:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T06:05:34.005-07:00</updated><title type='text'>Biografia do Rei Sai de Circulação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjXocCU50VI/AAAAAAAAAFY/hP-qsoPblcs/s1600-h/1842007042720114515robertogg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5059205324779147602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjXocCU50VI/AAAAAAAAAFY/hP-qsoPblcs/s320/1842007042720114515robertogg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma audiência pública ocorrida no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, decidiu na última sexta-feira, dia 27, o destino da biografia "Roberto Carlos em Detalhes", escrita pelo historiador Paulo Sérgio Araújo e publicada pela Editora Planeta. Depois de um acordo firmado entre as partes, o livro terá sua publicação interrompida e seus exemplares recolhidos do mercado num prazo de 60 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Norberto Flach, advogado do rei, o cantor abriu mão das indenizações. "O mais importante era fazer cessar a ofensa à intimidade e à vida privada dele, representada pelo fato de o livro estar em circulação", disse em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo foi encerrado depois que duas ações criminais e uma civil foram movidas pelos representantes legais do rei contra o autor e a editora. Nelas, a alegação de violação de privacidade, da intimidade familiar e de imagem de Roberto Carlos. Todo o estoque de 10. 700 exemplares do livro serão entregues ao cantor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Planeta informou que Paulo Sérgio Araújo propôs uma nova edição do livro, na qual seriam retirados os trechos que, segundo o cantor, se referem a sua intimidade. Ele também abriu mão de seus direitos autorais sobre a obra, assim, seu conteúdo continuaria à disposição do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lagrímas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Sérgio Araújo deixou o Fórum da Barra Funda bastante emocionado após a decisão. Entre lágrimas, preferiu não se manifestar sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem leu "Roberto Carlos em Detalhes", lançada em dezembro passado, sabe bem o que este gesto inconsolável de Paulo Sérgio simboliza não só para os fãs de Roberto Carlos, mas para a música brasileira. Uma tristeza verdadeira de quem trabalhou durante anos para construir um painel acurado, ainda que muitas vezes passional, sobre um dos legítimos renovadores da mpb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choramos todos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-5494684027795035908?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/5494684027795035908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=5494684027795035908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5494684027795035908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/5494684027795035908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/biografia-do-rei-sai-de-circulao.html' title='Biografia do Rei Sai de Circulação'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjXocCU50VI/AAAAAAAAAFY/hP-qsoPblcs/s72-c/1842007042720114515robertogg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-8270129773707729957</id><published>2007-04-26T15:13:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T04:59:02.866-07:00</updated><title type='text'>Sou o mundo, sou Minas Gerais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEnHyU50TI/AAAAAAAAAFE/F246zRa0e9I/s1600-h/milton+19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057866871235793202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEnHyU50TI/AAAAAAAAAFE/F246zRa0e9I/s320/milton+19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Milton Nascimento soltou sua voz negra pelas estradas do País e do mundo há quatro décadas. Foi em 1967, que aquele rapaz tímido e de violão em punho decolaria para uma carreira singular, entrecortada por sucessos, fracassos, desejos, parcerias, amizades e muita, muita vontade de alargar seu canto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Desde então cruzaram no ar as chispas de sua rebelião musical, cegando, com a quentura de sua força humanística, os mais céticos dos homens, como “Clube da Esquina”, “Fé cega, Faca amolada”, “Morro velho”, “Maria, Maria”, “Fazenda”, “Tarde”, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas afinal, como sondar uma personalidade tão marcante para toda a música do século XX? Foi essa a interrogação que se fez a jornalista belorizontina Maria Dolores, criada em Três Pontas, terra adotiva de Bituca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais do que tudo era preciso tocar o homem, separá-lo do mito. Voltar as suas origens mais remotas. Sugar-lhe a seiva. Embriagar-se de sua obra repleta de sons, palavras e sangue. Ouvir histórias alegres, sombrias embaçadas pelas mãos de um tempo que parece nunca ter se extinguido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Maria Dolores se entregou a uma maratona de entrevistas com o próprio biografado, artistas, amigos e pessoas próximas. Sem sair ilesa desta viagem, ela decidiu torná-la pública, lançando o livro “Travessia – A Vida de Milton Nascimento” (Editora Record, 422 pág.), que chegou às livrarias no final do ano passado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A obra traça o painel do menino de vida simples nascido no bairro fluminense da Tijuca, seu encontro com a música, a juventude nos bailes da vida em Três Pontas, as crises pessoais, as discriminações raciais que sofreu, a carreira consagrada no Brasil e no exterior, enfim, está tudo registrado lá. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Maria Dolores decidiu assim jogar luzes sobre fatos reveladores da vida e da obra do artista, sem, contudo, cair na fofoca pueril. Mais do que isso, ela optou por nos revelar os sincretismos de que são feitos a música de Bituca (mistura de jazz, blues, rock e música latina) e seus temas preferidos, Minas Gerais, a negritude, a amizade e o cristianismo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O “Nada Será Como Antes” publica entrevista exclusiva com a autora, realizada via-mail, diretamente de sua casa, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. Leia o texto na íntegra abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como surgiu a idéia de escrever o livro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Surgiu na faculdade. Eu fazia Comunicação Social (Habilitação Jornalismo) na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), em Belo Horizonte, quando me deparei com aquela situação de todo estudante: escolher um tema para o Trabalho de Conclusão de Curso. Eu queria fazer algo sobre Três Pontas, minha querida cidade, e acabei escolhendo fazer um livro reportagem sobre o personagem mais ilustre, o Milton Nascimento. Daí eu o encontrei um dia, por acaso, em Três Pontas, e pedi uma entrevista para o trabalho de escola. Ele concordou. Quando fui entrevistá-lo, seis meses depois, eu já havia feito bastante pesquisa e descoberto o quanto a história dele era linda, incrível, e que nunca tinha sido contada. Resolvi, com o ânimo e confiança comum aos estudantes, escrever a primeira biografia do Milton. E pedi mais entrevistas, ele concordou, na hora, sem fazer qualquer objeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Sabe-se que você realizou um árduo processo de composição da obra, entrevistando, além do próprio biografado, dezenas de amigos, familiares e artistas ligados a ele. Como foi ter vivido todo este período? &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Foi maravilhoso. É um trabalho intenso, as viagens, as próprias entrevistas, depois transcrever tudo, cruzar as informações, ver o que falta... Mas foi muito bom, eu me diverti bastante e aprendi muito. Só de conviver com essas pessoas, ouvir suas histórias já é uma grande conquista. Estar cara a cara com o próprio Milton, o Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil... Pessoas das quais sempre ouviu falar, viu na TV, nos discos e, de repente, estão ali, diante de você, abrindo seu coração, suas lembranças. Foi muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Você nasceu em Três Pontas, cidade adotiva de Milton Nascimento. Isso facilitou um pouco as coisas na hora de captar a essência do seu universo artístico?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Na verdade eu nasci em Belo Horizonte, fui para Três Pontas aos 2 anos e gosto tanto de lá que acho que eu não seria quem sou nem teria conquistado as coisas que conquistei se não tivesse crescido lá. Mas, enfim, voltando à pergunta, é claro que facilitou. Não para captar o universo artístico, que vai muito além dos limites dessa nossa pequena cidade, mas para compreender a história, as origens do Milton, os detalhes que tanto enriquecem essa linda trajetória. Eu me senti, o tempo todo, personagem também, e assim é muito mais fácil entrar no texto, e escrevê-lo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Bituca é um dos maiores artistas do planeta terra. Você acha que os próprios brasileiros sabem a real dimensão do seu trabalho enquanto músico, compositor e cidadão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Ele é muito reconhecido, tanto no Brasil quanto no exterior, mas não é um artista que está o tempo todo na mídia e com isso muita gente aqui não tem imagina a dimensão do trabalho dele e dele como personagem. Espero, e foi o maior motivo pelo qual escrevi esse livro, ter contribuído para que essa história genial, cheia de conquistas, dramas, superações e magia seja mais conhecida, chegue aos ouvidos e cantos desse imenso país, que o Milton tanto ama.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- O livro toca em temas delicados de sua vida pessoal, como a sua péssima formação musical durante a infância e revela sua ligação difícil com seu único filho, Pablo. Romper a folclórica timidez de Bituca foi um desafio enfrentado por você para chegar até estes momentos de sua vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Foi tudo uma grande surpresa pra mim. Primeiro, em ele conceder a entrevista, depois em chegar no primeiro dia, com muito receio de que ele não fosse falar nada, e ver ele contar histórias por três horas, sem parar. Não tive nenhum problema nesse sentido. Fiz todas as perguntas da mesma forma, e ele respondeu todas, sem hesitar, mesmo quando não era um assunto do qual gostava muito de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Tratando-se de uma biografia autorizada pelo retratado, você não teve medo de que o trabalho viesse a sofrer cortes ou censuras do próprio?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Não, porque ele foi muito generoso comigo. Acho que, quando se propôs a falar, quando viu que eu faria a sua biografia, decidiu se abrir. Ele agiu durante todo o trabalho como ainda tem agido: a vida é dele, mas o livro era um trabalho meu, que eu fiz sozinha, sem patrocínio, nada, e ele respeitou isso sempre. Poderia ter criado um caso qualquer, feito uma objeção, uma exigência, censura, mas não fez. Nem pediu para ler o livro, foi em quem mandei pra ele. O Milton é uma pessoa muito especial, única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você analisa todos os discos e músicas compostas ou interpretadas por Milton Nascimento. Caso um ouvinte fosse para uma ilha deserta, qual destes trabalhos você indicaria para que o mesmo levasse?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Não é bem uma análise, mesmo porque não sou música e não tenho muitos mecanismos para analisar, ainda mais as músicas do Milton. O que eu fiz foi retratar como as músicas e discos foram feitos, em homenagem a quem, com qual inspiração, por quê... Eu indicaria “Milagre dos Peixes”, de 1973, é um disco maravilhoso e tem algo a ver com essa história de ilha deserta, lembra isso, estar isolado, cercado por uma imensidão. Esse disco teve quase todas as letras censuradas. Para não deixar de gravar as músicas o Milton vocalizou as melodias, sem letra, só a voz. Apenas uma música ficou com letra. É lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Quais são os resultados que você destacaria desta sua experiência jornalística?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Eu aprendi muito, certamente. Primeiro, que você precisa planejar um grande trabalho e nunca se contentar com a informação. Buscar os detalhes, isso é fundamental, porque são os detalhes que dão a cor da história, que fazem o leitor se imaginar nela, vivenciá-la. Eu aprendi muito mesmo, e outra coisa importante é não se intimidar pelo tamanho do trabalho, pela inexperiência. Se você se dedicar, tiver paciência, disciplina e procurar orientação com quem tem mais experiência, nada é impossível. Como não foi impossível fazer uma biografia, dessa complexidade, para uma jornalista estreante, que nunca teve um emprego, pois até hoje só trabalhei em estágios ou fazendo free-lancer, sem nome ou qualquer outra referência senão a vontade de fazer o trabalho, bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Afinal, o Clube da Esquina teria conseguido ser reconhecido com um dos maiores movimentos musicais do século XX, sem a presença de Milton Nascimento?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Os outros músicos do Clube que me perdoem, mas não. Quem decidiu reunir esses músicos para fazer um disco, e não um movimento musical (pois Clube da Esquina foi um disco do Milton) foi o Milton Nascimento, que depois ainda fez o álbum “Clube da Esquina Dois”. É claro que esses músicos maravilhosos teriam trilhado seus caminhos de qualquer maneira, mas o Clube da Esquina só aconteceu por causa do Milton, que também foi o responsável por levar essa música para toda o Brasil e para o mundo. Dizer que isso não é verdade, é ir contra a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Dá para relatar qual foi o real papel da mãe adotiva de Bituca em toda a sua formação e como isso se refletiu em sua obra?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Ela foi a grande inspiração do Milton, a grande companheira, o seu guia, o seu ídolo. Dona Lília amou muito o Bituca e todo esse amor refletiu nele a vida toda, e transparece em sua obra. Agora, ao contrário do que já se disse, ela não era professora de piano, nem era música, embora tenha feito aulas de piano e cantasse na quermesse. Nem o pai. Quem era professora de piano e, talvez venha daí a confusão, era a mãe do Wagner Tiso. O Milton é autoditada, a música nasceu dele sem que ele tivesse tempo de perceber. E ainda é assim, é algo que flui. Não consegui, em toda a pesquisa, encontrar outra explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Qual será sua próxima empreitada jornalística ou literária?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Eu tinha começado a escrever um romance quando resolvi fazer a biografia. E por isso optei por escrever o texto em forma de romance, protagonizado pela figura incrível do Milton. Agora retomei o romance, espero ter tempo para terminar. Apesar de que, se a gente tem vontade, o tempo aparece de alguma forma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-8270129773707729957?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/8270129773707729957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=8270129773707729957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/8270129773707729957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/8270129773707729957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/sou-o-mundo-sou-minas-gerais.html' title='Sou o mundo, sou Minas Gerais'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEnHyU50TI/AAAAAAAAAFE/F246zRa0e9I/s72-c/milton+19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-1810879992283612059</id><published>2007-04-26T15:00:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T15:09:20.986-07:00</updated><title type='text'>Samba de Luto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEifCU50SI/AAAAAAAAAE8/9oadQOllPrM/s1600-h/carmem+costa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057861773109612834" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEifCU50SI/AAAAAAAAAE8/9oadQOllPrM/s320/carmem+costa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Brasil e o samba perderam ontem, dia 25, Carmelita Madriaga Koethler, a nossa saudosa e querida cantora Carmem Costa, 87 anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela estava internada desde terça-feira, dia 24, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, sendo cremada hoje. A causa morte foi insuficiência renal e uma parada cardíaca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Carmem Costa integrou o grupo de cantoras da época de ouro da Rádio Nacional. Junto com Emilinha Borba, Marlene e as Irmãs Batistas, ela marcou um tempo nostálgico do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sua estréia em disco ocorreu em 1942, quando conheceu o sucesso através da música “Está chegando a hora”, versão de Henricão e Rubens Campos para a música mexicana “Cielito Lindo”, que se tornou um grande sucesso dos carnavais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A cantora participou ainda do filme “Carnaval de Marte”, de Watson Macedo, no ano de 1955, o mesmo em que lançou “Tem nego bebo aí”, marchinha carnavalesca de Mirabeau e Airton Amorim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 1962, fez sua participação, com o violonista Bola Sete, no lendário concerto bossa nova no Carnigie Hall, templo musical de Nova York, ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto, Stan Getz, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tenham a certeza meus amigos: Carmem foi um rio que passou em nossas vidas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-1810879992283612059?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/1810879992283612059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=1810879992283612059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1810879992283612059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/1810879992283612059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/samba-de-luto.html' title='Samba de Luto'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RjEifCU50SI/AAAAAAAAAE8/9oadQOllPrM/s72-c/carmem+costa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7816137625459653632</id><published>2007-04-24T14:03:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T14:06:56.279-07:00</updated><title type='text'>Hermanos Decidem Dar um Tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri5w8UoAAzI/AAAAAAAAAE0/693U5IdCzKY/s1600-h/hermanos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057103613214589746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri5w8UoAAzI/AAAAAAAAAE0/693U5IdCzKY/s320/hermanos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O site oficial do grupo carioca Los Hermanos anúncio nesta terça-feira, dia23, que os quatro integrantes, Marcelo Camelo (guitarra e voz), Bruno Medina (teclados), Rodrigo Amarante (guitarra e voz), Rodrigo Barba (bateria), decidiram entrar em recesso por tempo indeterminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nota, a banda explicou que a pausa foi motivada por outras atividades paralelas desenvolvidas por cada músico. São mais de dez anos de atividade ininterruptas em conjunto. “Não houve desentendimento ou discordância que tenha afetado nossa amizade tanto que continuamos jogando truco toda quinta-feira. Por conta dessa decisão, mesmo após o término da turnê do "4", resolvemos fazer duas únicas apresentações no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso nos dias 8 e 9 de junho”, esclareceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia jogou por terra as esperanças dos fãs (este que vos escreve é um deles, ok?) de conferir um novo CD dos quatro hermanos. A alternativa é ficar se deliciando com os álbuns já lançados pelos garotinhos, que são responsáveis por pequenas pérolas do cancioneiro pop/rock/mpbístico recente. Saudades!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7816137625459653632?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7816137625459653632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7816137625459653632&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7816137625459653632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7816137625459653632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/hermanos-decidem-dar-um-tempo_24.html' title='Hermanos Decidem Dar um Tempo'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri5w8UoAAzI/AAAAAAAAAE0/693U5IdCzKY/s72-c/hermanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-3517903110177204847</id><published>2007-04-24T07:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-24T14:09:09.795-07:00</updated><title type='text'>MTV Abre Baú do Pop Rock Nacional</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri4hb0oAAxI/AAAAAAAAAEg/0VQSMnHCsNg/s1600-h/ultraje.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057016193450246930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri4hb0oAAxI/AAAAAAAAAEg/0VQSMnHCsNg/s320/ultraje.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A MTV Brasil lançou nesta sexta-feira, dia 20, sua “Discoteca MTV”, série de programas que pretende jogar novos olhares sobre álbuns que marcaram o pop rock brasileiro. O projeto foi inspirado na inteligente Classic Albums, produção da rede de TV BBC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A série conta com doze episódios que traçam um panorama de albúns clássicos da recente história musical do país(1960 -1990), buscando entrevistar bandas, produtores, jornalistas e críticos musicais.Tudo costurado por imagens de arquivo e depoimentos dos próprios protagonistas para a série. O resultado evidência o desejo de esmiuçar a gênese de canções, arranjos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estréia, “Ronaldo Foi pra Guerra” (1984), LP de Lobão e Os Ronaldos, que trazia os hits “Corações Psicodélicos” e “Me Chama”. “Discoteca MTV” tem tudo para emplacar, dada à carência e dificuldade que a própria memória musical brasileira tem em lidar com o assunto, servindo como um registro enxuto e eficiente sobre o período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos que serão abordados na série:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mutantes (1968) – Os Mutantes&lt;br /&gt;As Aventuras da Blitz (1982) – Blitz&lt;br /&gt;Tempos Modernos (1982) – Lulu Santos&lt;br /&gt;Revoluções Por Minuto (1985) – RPM&lt;br /&gt;Nós Vamos Invadir sua Praia (1985) – Ultraje a Rigor&lt;br /&gt;Cabeça Dinossauro – (1986) – Titãs&lt;br /&gt;Dois (1986) – Legião Urbana&lt;br /&gt;Vivendo e Não prendendo (1986) – Ira!&lt;br /&gt;Da Lama ao Caos (1994) – Nação Zumbi&lt;br /&gt;Usuário (1995) – Planet Hemp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço: "Discoteca MTV", toda às sextas-feiras, 21h 30. Reprise aos sábados, às 15h30; quartas-feiras, às 11h e quintas-feiras, à 0h30.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-3517903110177204847?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/3517903110177204847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=3517903110177204847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/3517903110177204847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/3517903110177204847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/mtv-abre-ba-do-pop-rock-nacional.html' title='MTV Abre Baú do Pop Rock Nacional'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Ri4hb0oAAxI/AAAAAAAAAEg/0VQSMnHCsNg/s72-c/ultraje.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-4336438496958988622</id><published>2007-04-20T15:04:00.000-07:00</published><updated>2007-04-20T15:12:33.811-07:00</updated><title type='text'>Cabral (Re) Descobre o Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rik6hUoAAwI/AAAAAAAAAEY/dUFtrlgeU70/s1600-h/FOTO+NOVA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055636400846668546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rik6hUoAAwI/AAAAAAAAAEY/dUFtrlgeU70/s320/FOTO+NOVA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se por um lado a História nos conta que foi o navegador português Pedro Álvares Cabral o responsável pela descoberta do Brasil dito oficial, por outro, é preciso levar em conta que foi um brasileiro, o carioca Sérgio Cabral, de mesmo sobrenome, quem trouxe à tona uma parte de um Brasil não oficial, por isso mais profundo, ao conhecimento do seu povo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Naquele, o país das oligarquias, da corrupção, da falta de dignidade, do descaso e da canalhice. Neste, uma nação de gente simples, a maior parte negra e excluída, cheia de arte, talento e muito samba no pé. Morro e asfalto. Universos paralelos que teimam em se cruzar e se negar em nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Misturado à geléia geral brasileira, Sérgio, que completa 70 anos de idade no próximo mês de maio, vai compondo sua trajetória de lutas e alegrias. Suas facetas, diga-se de passagem, são muitas: jornalista, pesquisador, crítico e colunista da MPB, ator, compositor, diretor e produtor musical, escritor e político. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Qual delas escolher? O Sérgio jornalista, um dos criadores do Pasquim (1969), o mais subversivo e bem humorado periódico brasileiro? Quem sabe o Sérgio divulgador de talentos esquecidos, tais como os sambistas Mano Décio da Portela, Candeia, Cartola, Ismael Silva, Nelson Cavaquinho e Zé Keti? Tem também o Sérgio político, que ocupou por três vezes uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como esquecer aquele Sérgio amigo de gente querida, Jaguar, Ziraldo, Carlinhos Oliveira, Millor Fernandes e tantos outros? O Sérgio escritor, que publicou livros que perpassam os momentos iluminados de companheiros de jornada (Tom Jobim, Nara Leão e Pixinguinha)? Quem sabe o Sérgio outrora preso a mando da colérica e sangrenta ditadura militar pós 1968? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Poxa, são tantos os Sérgios. Bom mesmo seria ficarmos com todos, afinal, estão incorporados numa mesma personalidade já transformada em símbolo da cultura carioca e nacional. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Claro, não podemos deixar de citar o seu Rio de Janeiro tão amado, com suas histórias, suas esquinas, seus mitos, seus carnavais, seus calçadões à beira-mar, seus versos, melodias e harmonias que impregnaram sua vida, sua obra, suas amizades, seu infinito particular. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sérgio não esqueceu o enredo de seu samba, procurando manter a fama de criador emperdenido. Enquanto prepara o lançamento de mais uma biografia, desta vez sobre o ator e comediante mineiro Grande Otelo, ele ainda encontra tempo para produzir reportagens especiais, prefácios etc. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;São atividades que desenvolve paralelamente com a de conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, cargo que exerce desde 1993, garantido-lhe uma vida mais tranqüila depois de anos de trabalho árduo e momentos de instabilidade financeira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nascido no subúrbio de Cavalcante, criado em Cascadura, este nosso ipanemense de coração, no entanto, admite que seu ritmo diminuiu. Hoje prefere, quando sobra um tempo, ficar tomando uma boa água de coco no calçadão e curtir o carinho da esposa Magali e os filhos Sérgio, Cláudia e Maurício. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Aliás, é impressionante que, depois de tantas décadas lidando com os setores mais populares da cultura do Rio de Janeiro, tenha passado a ser uma pessoa menos pública. A verdade é que não saio mais nos jornais, salvo excepcionalmente, e fico cada vez mais escondido. Acredite se quiser: estou feliz”, declarou Sérgio, durante depoimento registrado em livro da Coleção Gente (Editora Rio), em 2003. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sua profecia, de que um dia seu filho, o também político e jornalista Sérgio de Oliveira Cabral Santos, chegaria a governar o estado do Rio de Janeiro, enfim se concretizou no começo deste ano. Quem sabe, este deva ser um daqueles momentos onde há um misto de felicidade e orgulho resguardados no fundo do seu coração. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu ali com o telefone na mão, quando do outro lado a voz faceira do mestre, naquela mesma Ipanema do poetinha Vinícius de Moraes, confirmando a entrevista via e-mail. As mãos suavam. O coração aos galopes. Suor no rosto. Como é difícil chegar perto de um mito. Tocá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não sei, mas de repente me lembrei de uns versos de Cartola: “Fez-se alegria/Ah, corra e olha o céu/Que o sol vem trazer bom dia”. Sabe, era como se eu tivesse compartilhado por segundos daquela sua história rara e encantada. Fala aí, mestre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como a música popular entrou na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Morava num bairro, Cavalcante, ao lado de Madureira, e, por causa disso, desde cedo convivi com o pessoal da Portela e do Império Serrano. Portanto, minha entrada na música ocorreu pela porta das escolas de samba. Depois, vieram outros tipos de música e um rápido aprendizado de violão e piano. Hoje, não toco nem um nem outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Seus livros impressionam pela qualidade técnica e a riqueza de detalhes. Fale um pouco sobre o seu processo de criação e pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Antes de tudo sou repórter. Meus livros, na verdade, são grandes reportagens. E nas reportagens o detalhe é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Para muitos, o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro não é mais o mesmo. Eles afirmam que as mudanças impostas, tanto com relação ao ritmo do samba, como o tempo do desfile, acabaram transformando a festa num espetáculo televiso e comercial. Afinal, o carnaval carioca perdeu um pouco de sua espontaneidade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Sem dúvida as escolas de samba mudaram, como a cidade, mudou, o país mudou e as pessoas mudaram. A escola de samba é um fenômeno urbano permanentemente aberto às transformações. Mas ainda são, sem dúvida, importantes manifestações da criatividade popular. Para o meu gosto, as escolas de samba dos anos 50 e 60 do século passado eram melhores. Os mais antigos do que eu dizem que não. Boas mesmo eram as escolas das décadas de 30 e 40. Não posso, portanto, exigir que os mais jovens tenham o mesmo gosto que tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Qual a sua análise da MPB? Destacaria algum nome em especial?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- O único problema da MPB é a divulgação. Os criadores estão aí, em quantidade e qualidade fantásticas, mas ignorados pelo rádio e pela televisão. Guinga, compositor pouco divulgado, é um dos melhores do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Há pouco, o musical “Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha”, escrito por você e a historiadora Rosa Maria Araújo, terminou uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro. Queria que você comentasse um pouco este espetáculo e os motivos que o levaram a escrever o texto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Nélson Rodrigues dizia que o brasileiro não consegue enxergar o óbvio. O que Rosa Maria e eu fizemos, ao escrevermos um espetáculo sobre as marchinhas, foi descobrir o óbvio. Estou chegando de Curitiba, onde vi o teatro Guairá, de mais de dois mil lugares, sem uma cadeira vazia e o público aplaudindo de pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O senhor foi um ferrenho agitador político, encabeçando movimentos e publicações esquerdistas, como o CPC-UNE (Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes) e o semanário Pasquim. Passados mais de 40 anos do golpe militar, qual o balanço que você faz da esquerda brasileira, hoje? Está satisfeito com o governo de Luís Inácio Lula da Silva?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Por enquanto, sou conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, impedido por lei de emitir opiniões políticas publicamente, o que me impede de responder a perguntas políticas, incluindo a que envolve o governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Hoje, em razão da violência, o morro e cidade vivem um drama particular. Na década de 60, o diálogo entre ambos gerou uma riqueza cultural incomensurável para o país. Basta citarmos Cartola, Zé Kéti e Clementina de Jesus. O senhor acredita que isto possa se repetir novamente?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Vinte anos de ditadura militar fez do Brasil um dos países mais injustos com o seu povo. O Rio de Janeiro foi a cidade que pagou mais caro por isso, por ver crescer nos morros e nas favelas uma população que chegou à cidade de todo o Brasil sem a menor condição de atendimento. Ou seja: sem empregos, sem serviços públicos, sem nada. Mas o samba continua forte. Zeca Pagodinho que o diga. Aliás, chamo a atenção para um conjunto de samba surgido recentemente no Rio chamado Galo Cantou. Vale a pena conhecê-lo. É bom não esquecer que Paulinho da Viola, Chico Buarque, Aldir Blanc, Luís Carlos da Vila, Nei Lopes, Martinho da Vila e tantos outros são cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Nara Leão sempre foi uma mulher à frente de seu tempo, engendrando em si várias facetas. A beleza e o pensamento. O morro e a zona sul fluminense. Por que até hoje, tanto por parte da crítica, como do público, seu nome parece renegado a um segundo plano?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Nara está esquecida, como estão esquecidos vários nomes que desapareceram da chamada mídia. Recentemente, foi feita uma pesquisa em Nova York que constatou, entre outras coisas, que menos de 15 por cento da população conhece Louis Armstrong e Duke Elington, os dois maiores nomes do jazz americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você travou contatos pessoais com Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Pixinguinha e muitos outros gênios musicais, que acabaram se transformando em temas de seus livros. Como separar o mito do homem nestas situações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Escrever biografia é, entre outras coisas, separar o ser humano do mito. É isso que tento fazer nas biografias que escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Caso estivesse vivo, Antonio Carlos Brasileiro Jobim, o Tom, faria 80 anos este ano. O senhor acredita que sua obra tem o devido respeito que merece entre os brasileiros?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Dos compositores que, infelizmente, já morreram, Tom Jobim é um dos únicos que ainda é lembrado uma vez ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Poderia citar cinco sambas essenciais que todo bom amante do gênero musical não poderia deixar de ouvir?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Cinco sambas? Poderiam ser 200. Mas vamos ao cinco: Com que roupa (Noel Rosa), Pra machucar meu coração (Ari Barroso). Ai que saudades da Amélia (Ataulfo Alves e Mário Lago), Falsa baiana (Geraldo Pereira) e Vai passar (Francis Hime e Chico Buarque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como foi ter escrito sua própria autobiografia?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Não escrevi minha autobiografia. Concedi uma longa entrevista, transformada em livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você tem algum projeto que gostaria de destacar para este ano?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Acabo de escrever uma biografia de Grande Otelo, que espero seja lançado no próximo mês de maio, quando completarei 70 anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-4336438496958988622?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/4336438496958988622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=4336438496958988622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4336438496958988622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/4336438496958988622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/cabral-re-descobre-o-brasil.html' title='Cabral (Re) Descobre o Brasil'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rik6hUoAAwI/AAAAAAAAAEY/dUFtrlgeU70/s72-c/FOTO+NOVA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-2778233735880841505</id><published>2007-04-19T15:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-20T04:41:59.460-07:00</updated><title type='text'>Meninos, Eu Vi!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rif0gkoAAvI/AAAAAAAAAEQ/mvbXmP_gO8k/s1600-h/Gilda+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055277947171111666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rif0gkoAAvI/AAAAAAAAAEQ/mvbXmP_gO8k/s320/Gilda+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Durante pelo menos os últimos 30 anos, a assessora de impressa e relações públicas Gilda Mattoso esteve no olho do furacão dos acontecimentos da MPB. Foi assessorando mitos como Gilberto Gil, Tom Jobim, Caetano Veloso e Maria Bethânia, durante suas turnês nacionais e internacionais, que esta carioca aprendeu sua profissão. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pois agora, ela decidiu colocar a boca no trombone e contar tudo ou “quase” tudo o que sabe em seu livro “Assessora de Encrenca” (Ediouro, 239 pág.), que chegou as livrarias recentemente. O clima da narrativa é paltado pela rotina de viagens, shows, coletivas, diárias em hotéis e restaurantes, a qual todo grande artista é obrigado a enfrentar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Caso a intenção do leitor seja se deleitar com fofocas picantes ou coisas do tipo sobre o universo dos famosos compositores e interpretes, é melhor tirar logo o time de campo. “Assessora de Encrenca” é antes um livro de crônicas pessoais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O prefácio ficou a cargo de Caetano Veloso. “Todos confiamos nela. Mas a razão mais forte para isso me parece ser o prazer que sempre encontramos em sua inteligência, em sua combinação única de irreverência e recato, de veia satírica e descrição”. A contra-capa também não deixa por menos e traz um bem humorado texto do cineasta Pedro Almodóvar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Muitas das histórias apresentadas no livro foram baseadas nos diários de viagem da autora, que, meticulosamente, parece ter anotado tudo: horários, nomes de hotéis e restaurantes , contratempos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem é você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilda Mattoso é uma velha conhecida do universo do showbiz brasileiro. Tudo começou nos anos 70, quando ela se aventurou pela exterior, exercendo atividades das mais diversas, chegando a trabalhar numa loja de presentes da capital londrina, a “Smythson´s Bond Street”, cuja clientela era composta por nomes pomposos: Fred Astaire, Frank Sinatra, Ava Gardner, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Seu feeling sobre o assunto ganhou densidade neste momento, como ela própria revela. “Essa experiência serviu para que eu me acostumasse ao trato com famosos, poupando-me da ‘síndrome da tietagem’, isto é, do deslumbre frente às personagens”. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais foi com o italiano Franco Fontana, que fazia produções de artistas brasileiros na Europa, que Gilda Mattoso conseguiu galgar mais alguns degraus na difícil arte de assessorar artistas. A segunda fase de sua carreira começa em 1980, quando ela trabalhou por nove anos em dois consagrados antros do mercado fonográfico brasileiro, as gravadoras Ariola e Polygram (hoje Universal Music). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 1989, a autora passou a assessorar em sua própria empresa vários artistas, entre eles, Gal Costa, Zeca Pagodinho e Afro Reggae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para viver um grande amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A autora conta que o título do livro é uma referência à sua filha Marina, que na infância, certa vez disse: “Quero ser igual a você, mamãe, assessora de encrenca”. O belo trabalho gráfico da obra, de autoria de Luís Stein, reproduz uma série de credenciais de Gilda Mattoso, formando um mosaico de imagens das mais belas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quem abre o pequeno volume é Vinícius de Moraes. Não era para menos, pois Gilda Mattoso foi sua última esposa. Os dois anos vividos ao lado do “poetinha” são descritos de forma despretensiosa e suave, relatando os encontros, as manias e os momentos inusitados vividos ao seu lado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como é o caso de um show realizado na cidade de Montevidéu, quando Vinícius, acompanhado de Maria Creuza e Toquinho, ficou literalmente nu diante do público, depois que o cinto de sua calça cedeu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Este capítulo, como todos os outros, é recheado de fotos. Difícil não se impressionar com as várias dedicatórias escritas pelo autor de “Soneto da Separação” para Gilda Mattoso. As mesmas, que foram reproduzidas em fac-símile, revelam sua dinâmica amorosa e sua fome de viver. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Vinícius não morreu rico (...) O que é surpreendente para um autor cuja obra corria o mundo, com centenas de edições e gravações em quase todas as línguas (...) Mas ele tinha verdadeira alergia ao assunto ‘ dinheiro’”, revela a certa altura.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Leãozinho&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos pontos altos do livro sejam alguns momentos vividos ao lado de Caetano Veloso, com quem trabalhou por mais de 15 anos. Seu primeiro encontro com o artista aconteceu em 1978.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Neste trecho de “Assessora de Impressa”, situações rocambolescas e hilárias são trazidas à luz paro o leitor. São cenas que alargam as situações por vezes surreais a que muitos astros da nossa música são obrigados a enfrentar, como um ar condicionado com problemas indecifráveis, um diretor de TV impertinente, entre outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas, tudo bem, é lá também que encontramos um Michelangelo Antonioni (um dos maiores cineastas do mundo), emocionado diante de uma canção de Caetano durante um show na pequena cidade italiana de Assis. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como sobremesa ainda tem o relato de um fato ocorrido durante o “Úmbria Jazz Festival”, em Perúgia, na Itália, momento este que propiciou o encontro histórico entre Caetano e João Gilberto. “Na frente, os dois artistas com seus violões transformaram o bis num outro show e tudo durou uns 45 minutos. As pessoas, inclusive alguns jornalistas que tiveram que sair antes do bis pra bater suas matérias, não podiam acreditar, no dia seguinte, no que tinham perdido”. Bastidores são sempre bastidores. Fui claro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diz que fui por aí&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além destes retratados, Gilda Mattoso descreveu momentos interessantes ao lado de Tom Jobim, Djavan, Milton Nascimento, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, Ney Matogrosso, entre outros. Histórias de sua família também são mostradas no final do livro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao Jornal “O Estado de São Paulo”, a autora afirmou que muita coisa mudou no showbiz hoje. Ela salientou que a “industria das celebridades” não existia até então. “Nos anos 80, você ia ao Baixo Leblon e encontrava Alceu Valença, Marina, Gil. Tom Jobim ia à padaria a pé. Vinícius era encontrado ali na farmácia Piauí. Ninguém tinha segurança, motorista, carro blindado com vidro preto. Não havia essa loucura de paparazzi”, concluiu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, “Assessora de Encrenca” investe menos em revelações bombásticas do que em curiosidades deliciosas. Caberá ao leitor agora encontrá-las e tomar as suas próprias conclusões. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-2778233735880841505?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/2778233735880841505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=2778233735880841505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2778233735880841505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/2778233735880841505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/durante-pelo-menos-os-ltimos-30-anos.html' title='Meninos, Eu Vi!'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/Rif0gkoAAvI/AAAAAAAAAEQ/mvbXmP_gO8k/s72-c/Gilda+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7651654102386765772</id><published>2007-04-19T06:17:00.000-07:00</published><updated>2007-04-19T14:54:56.162-07:00</updated><title type='text'>A Fase Lisérgica do Pequeno Príncipe</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiflD0oAAqI/AAAAAAAAADk/muvkHV0jjwk/s1600-h/ronnie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055260960575455906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiflD0oAAqI/AAAAAAAAADk/muvkHV0jjwk/s320/ronnie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A gravadora Universal Music lança, no final deste mês, os três primeiros álbuns da carreira do cantor Ronnie Von, hoje, com 62 anos. São eles “Meu Bem” (1966), “Ronnie Von” (1968) e “Máquina Voadora” (1970). Juntos eles representam a fase experimental e psicodélica do ídolo que depois se entregaria aos apelos pop´s da indústria fonográfica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os álbuns, sempre disputados à tapa em sebos, chegam remasterizados e com textos históricos nos encartes. O bolo da cereja desta fornada de lançamentos do Pequeno Príncipe, no entanto, é o antológico álbum homônimo de 1968, que traz clássicos da fase psicodélica do cantor, como “Silvia 20 Horas de Domingo”, “Espelhos Quebrados”, “Menina de Tranças”. Provando que as madeixas do garotão na época escondiam bem mais que charme e boniteza. Pura lisergia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta viagem sonora vem conquistando os ouvidos mais antenados da recente geração do meio musical brasileiro. Basta conferir o projeto “Tudo de Novo - Tributo a Ronnie Von”, no site &lt;a href="http://www.ronnievon.com/"&gt;http://www.ronnievon.com/&lt;/a&gt;, onde 30 bandas independentes do país inteiro realizam uma releitura da obra do cantor. A músicas, disponibilizadas de forma gratuita, cobrem os anos de 1966 a 1972. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A responsável por este revival é a jornalista Flávia Durante. Vale a pena conferir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7651654102386765772?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7651654102386765772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7651654102386765772&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7651654102386765772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7651654102386765772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/fase-lisrgica-do-pequeno-principe.html' title='A Fase Lisérgica do Pequeno Príncipe'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiflD0oAAqI/AAAAAAAAADk/muvkHV0jjwk/s72-c/ronnie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-6810997063335557785</id><published>2007-04-18T12:21:00.002-07:00</published><updated>2007-04-19T05:40:31.244-07:00</updated><title type='text'>Nas Asas da Coerência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiZzeOwPjHI/AAAAAAAAACk/txMiouyNCg0/s1600-h/DSC02468.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054854594963672178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiZzeOwPjHI/AAAAAAAAACk/txMiouyNCg0/s320/DSC02468.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sexta-feira, dia 9 fevereiro de 2007. Mais uma tarde de verão. Passa das 18h 30, mas o sol persiste. Provoca suor e desconforto. O ônibus, que traz a banda 14 Bis a Lavras, Sul de Minas Gerais, pára na frente de um hotel, no centro da cidade. O grupo, vindo de Belo Horizonte, se prepara para mais um show no auditório Lane Morton, no Instituto Presbiteriano Gammom, na mesma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a porta do veículo se abre, surgem membros da equipe de produção da banda trazendo bagagens. O guitarrista Cláudio Venturini, o baterista Hely e o tecladista Vermelho são os primeiros a despontar na calçada em direção a entrada do hotel. O último a chegar, perdido no pequeno tumulto de vozes, é o baixista Sérgio Magrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Nada Será Como Antes" acompanha tudo de perto. Faz 90 longuíssimos minutos que esperamos a chegada da banda para uma entrevista, que foi acertada previamente com a produção lavrense responsável pelo show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o sobe e desce de elevadores. Nos rostos de toda a equipe o cansaço da viagem. O atraso do conjunto desencadeou o que todos já pressentíamos: o bate-papo com o 14 Bis teria de ser adiado para depois do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignados, eu e um amigo (que trazia alguns LP´s originais do grupo Terço para serem autografados pelo ex-integrante Sérgio Magrão), decidimos dar meia-volta. Teria de ser naquele clima pós-show, sob o peso da adrenalina, que poderíamos encontrar o quarteto mineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papo, que você confere abaixo, rolou no corre-corre do camarim improvisado da instituição lavrense. Na fala de cada integrante: muitas idéias, lembranças de momentos históricos e vontade de continuar tocando e produzindo música de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal novidade é o lançamento do primeiro DVD da banda. Gravado ao vivo no último dia 23 de dezembro do ano passado, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, o trabalho serviu para comemorar os 26 anos de criação do 14 Bis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vocês completam 26 anos de carreira este ano. A convivência do grupo depois de tanto tempo ainda é a mesma?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Magrão&lt;/strong&gt;: A partir do momento que você gosta do faz e há uma amizade grande, isso fica resolvido. O talento, a coisa de criar e fazer música, isso flui naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como foi gravar o primeiro DVD da banda?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;-&lt;strong&gt; Magrão&lt;/strong&gt;: Havia uma cobrança do nosso público para que fizéssemos o DVD. O 14 Bis sempre quis ver seu trabalho registrado em vídeo. Foi uma coisa dolorosa porque envolveu a Lei Rounaut e a questão de patrocínio, onde existe todos os tramites legais e a burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: O Aécio Neves é uma pessoa esclarecida e está cuidando da cultura mineira. Ele nos deu uma força para realizar este projeto. O difícil vai ser divulgá-lo na grande mídia. A gente vai poder aparecer na Rede Globo de Televisão só pagando jabá. O único programa televisivo que a gente vai fazer é o do Raul Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O panorama da música mineira hoje lhes agrada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: A MPB e a música mineira são ótimas. Em Belo Horizonte, tem nego cantando de tudo que é jeito: o Gabriel Guedes tocando chorinho, o Marcus Vianna fazendo trilha para novela, o Skank, o Jota Quest, Flávio Venturini, Lô Borges, Beto Guedes e Paulinho Pedra Azul. Acontece que a cultura do País está um pouco jogada de lado. Não sei se é culpa do Gilberto Gil (Ministro da Cultura), mas não está sendo do jeito que a gente esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vocês foram uma das bandas pioneiras a investir na vanguarda tecnológica, gravando alguns de seus álbuns fora do País. Como anda este processo hoje?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: Antes de gravar o DVD, nós estivemos nos Estados Unidos, onde cada um trouxe um laptop. Os sons de teclados hoje são produzidos por computador. A produção da gravação do DVD reuniu profissionais importantes, como o iluminador, que trabalhou com Sting e Paul . O DVD foi mixado no estúdio Mox, em São Paulo, o melhor do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O mercado fonográfico atual atravessa uma de suas maiores crises (queda na venda de CD´S, pirataria, novas mídias digitais). Para vocês, está mudança é positiva ou negativa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: Os caras pirateam geralmente discos sertanejos. O público da gente vai comprar o DVD original. Já a cópia pirata poderá atrair um tipo de platéia que não conhece nosso trabalho para os shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Magrão, como nasceu à canção “Caçador de Mim”, em parceria com Guarabira?Ela lhe rendeu um bom retorno financeiro por causa dos direitos autorais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Magrão&lt;/strong&gt;: Eu teria ficado rico se tivesse criado está música nos Estados Unidos ou na Europa. Agora aqui, continuo do mesmo jeito. Compus a música em São Paulo. Demorei mais de um ano para mostrá-la para alguém, pois tenho sempre uma preocupação de achar que uma canção se pareça com outra. Minha produção é um pouco menor, pois sou empresário da banda. Nós fazemos de 80 a 90 shows por ano no Brasil há 20 anos. É mal, mas alguém tem que tocar o barco, ou melhor, o avião (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como é estar se apresentando em Lavras mais uma vez?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Cláudio Venturini: É sempre muito bacana. Nós tocamos neste mesmo palco há 24 anos atrás, quando estávamos no auge do sucesso. Nós não esperávamos um público tão grande. As pessoas subiram nas poltronas ensandecidas. Ficou muita coisa destruída. Trago de memória que o pastor responsável na época pelo Instituto Gammom, disse que aquela era a primeira e a última vez que o grupo tocava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;A banda manteve um contato breve com o cantor e compositor Renato Russo, durante um de seus álbuns nos anos 80. Qual a lembrança que vocês guardam de sua pessoa e do seu legado artístico?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Hely:&lt;/strong&gt; Renato Russo era um artista talentoso, que fez a cabeça de muita gente. Ele era uma pessoa muita engraçada, super alegre. Quando o conhecemos, fazia pouco tempo que ele fazia parte do casting da EMI. Ele parecia àqueles carrinhos de brinquedo bate-e-volta. Sua morte foi uma perda grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Como surgiu a canção “Mais uma vez”, parceria do cantor com Flávio Venturini?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Hely&lt;/strong&gt;: Foi nos anos 80, quando o 14 Bis estava ensaiando um tema do Flávio Venturini num dos estúdios da EMI. Ao lado do nosso, estava a Legião Urbana. Nós passamos semanas tocando este tema. Num belo dia, Renato Russo invadiu o estúdio dizendo “Esta música tem letra?”. Quando soube que não, ele então mostrou metade de uma letra que ele já estava compondo nos últimos dias. Assim nasceu “Mais uma Vez”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O grupo sente falta do universo coletivo dos estúdios de gravação, onde os músicos e compositores partilhavam idéias, se encontravam, varavam madrugadas gravando etc?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Hely&lt;/strong&gt;: Este espírito coletivo foi perdido. Hoje cada um tem seu próprio estúdio em casa e não existe mais a coisa acontecendo entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;Qual a relação que o 14 Bis estabelece com o público? Uma nova geração está curtindo o 14 Bis?&lt;br /&gt;Hely:&lt;/strong&gt; Nosso público tem se renovados sempre. Todo show dá um friozinho na barriga, é sempre uma emoção nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Cláudio Venturini, o que costuma tocar na sua vitrola nos últimos dias?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Cláudio Venturini&lt;/strong&gt;: Faz duas semanas que eu só tenho ouvido 14 Bis (risos). Quando estávamos vindo para cá eu estava ouvindo Jorge Benson. Eu costumo ouvir muito jazz e rock ´and´roll. No meu carro sempre toca Steve Vay, Joe Satriani, Jimi Hendrix, Jeff Beck, The Who.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt;Você aceita o estigma de ser considerado o rockeiro do 14 Bis?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Cláudio Venturini&lt;/strong&gt;: O grupo sempre teve este lado MPB, mas eu sou o lado rock da parada. Sempre toquei rock com a galera de Belo Horizonte. Sempre andei, inclusive, no meio do heavy metal, onde sempre dou minhas canjas em algumas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Podemos perceber até umas levadas progressivas no som do 14 Bis dos primeiros álbuns, não é?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Cláudio Venturini&lt;/strong&gt;: É cara, mas hoje fazer este tipo de som fica mais difícil, pois temos dois tecladistas na banda. É muito dedo, muita nota musical. Com a tecnologia de hoje, a gente consegue colocar a guitarra em uma nota, naquela época não dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho, como foi ter participado da gravação do histórico disco de Milton Nascimento, o Clube da Esquina II (1978)?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: A gente aprendeu muito, né? O Milton Nascimento tinha uma coisa que o Miles Davis tinha, que era saber trabalhar com os músicos. Ele sabia organizar cada instrumentista dentro de toda esta improvisação que é a música popular. Hoje ele não utiliza mais esta capacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Qual era o clima do encontro de tantas estrelas dentro do estúdio de gravação?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Vermelho&lt;/strong&gt;: Eu fiz os arranjos da canção “Paixão e Fé”, de autoria de Fernando Brant e Tavinho Moura, que tem a participação do coro dos Canarinhos de Petrópolis. Os meninos que participaram da gravação eram estudantes de colégio interno católico. O estúdio da EMI era grande, então, nos intervalos, eles ficavam jogando bola lá dentro. A gravação demorou muito, pois não é fácil microfonar e colocar um coro numa música. O frei alemão ficava dando bronca nos meninos. No final, eles cantaram direitinho e bateram palmas. Gravar este disco foi uma emoção muito grande.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-6810997063335557785?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/6810997063335557785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=6810997063335557785&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6810997063335557785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6810997063335557785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/nas-asas-da-coerncia.html' title='Nas Asas da Coerência'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiZzeOwPjHI/AAAAAAAAACk/txMiouyNCg0/s72-c/DSC02468.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-6652760912132309475</id><published>2007-04-17T05:35:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T06:34:12.304-07:00</updated><title type='text'>Rio 40 Graus</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTAp-wPjGI/AAAAAAAAACc/i5WYcKAJsYY/s1600-h/livro+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054376509269052514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTAp-wPjGI/AAAAAAAAACc/i5WYcKAJsYY/s320/livro+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTAfuwPjFI/AAAAAAAAACU/ayVwY9hZ8ks/s1600-h/livro+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054376333175393362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTAfuwPjFI/AAAAAAAAACU/ayVwY9hZ8ks/s320/livro+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTASOwPjEI/AAAAAAAAACM/YVVd560vl5U/s1600-h/livro+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054376101247159362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTASOwPjEI/AAAAAAAAACM/YVVd560vl5U/s320/livro+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;No verão, nada melhor do que juntar praia, mar, sol, comida e música de qualidade em um mesmo ambiente, tendo como pano de fundo o Rio de Janeiro. A cidade, que foi sede de nossa capital federal, continua a seduzir quem quer que seja: nativos, turistas, poetas, atores, cantores, pintores, sambistas, enfim, todos.&lt;br /&gt;Não há tempo que consiga apagar as marcas de um cenário de beleza, que a natureza criou (&lt;em&gt;alô, Mangueira!&lt;/em&gt;). Nas suas geográficas formas de mulher, por entre praias, matas e montanhas, passado e presente se entrecruzam a cada esquina.&lt;br /&gt;Pois é, o Rio continua lindo. Prova disso é a série de publicações da editora Casa da Palavra lançados recentemente. O trabalho mapeia três momentos significativos da vida carioca: a gastronomia de seus bares e botequins, o movimento musical e cultural da Bossa Nova e a relação de Chico Buarque e sua obra com a cidade.&lt;br /&gt;Funcionando como uma rica fonte de informações, os volumes acabam também por se tornar um deleite visual e táctil para seus leitores, que, mesmo no aconchegado de suas poltronas, poderão viajar pela Cidade Maravilhosa a partir de qualquer ponto do País ou do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um cantinho um violão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacote se abre com “Rio Bossa Nova – Um roteiro lítero-musical”, (156 pág.), do prestigiado jornalista, escritor e pesquisador carioca Ruy Castro. O livro reúne farto material sobre o gênero musical (1958-1965) surgido despretensiosamente das mãos de ótimos músicos noturnos da zona sul do Rio, como Jonny Alf, Tom Jobim e Newton Mendonça, além de outros tantos personagens que viraram lenda: Carlos Lira, Ronaldo Boscôli, Newton Mendonça, João Gilberto, Nara Leão e João Donato.&lt;br /&gt;Ruy revela que a idéia do livro foi fruto de suas conversas de bar com amigos, quando era percebida a vontade que muitos turistas sentiam por revisitar lugares associados à Bossa Nova no Rio.&lt;br /&gt;Servindo como um guia, a obra oferece um trabalho gráfico e iconográfico (fotos, objetos e documentos raros e inéditos) dos mais belos, mostrando onde se pode ouvir Bossa Nova hoje no Rio, os lugares importantes onde ela aconteceu e a localização de seus sítios arqueológicos já não existentes na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Só privilegiados tem ouvido igual ao seu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Ruy, o novo livro chega como uma novidade distinta, entre outros títulos por ele publicados sobre o tema, como “Chega de Saudade”, “Ela é Carioca” e “A onda que se ergueu no mar”.&lt;br /&gt;“‘Rio Bossa Nova’ se propõe a exatamente isso: tomar o leitor pela mão e conduzi-lo pelos caminhos da Bossa Nova na cidade – pelas ruas, praias e casas onde ela é tocada. É um guia de endereços e roteiros para visitantes domésticos e estrangeiros”, avisa ele no prefácio.&lt;br /&gt;Quem pensa que o gênero musical já viveu todo o seu momento de glória, pode tirar seu cavalo da chuva. O autor argumenta que nunca se ouviu tanto Bossa Nova no Rio quanto agora. Os points bossanovistas têm endereço certo em casas de show (Mistura Fina, Canecão e J. Club), bares e restaurantes (Casa Villarino, Bar do Tom), sebos (Sebo de Discos da Rua Pedro Lessa e Modern Sound), Cafés (Drink Café e Cotton Club Tabacos Café), entre outros.&lt;br /&gt;Dá zona norte à zona sul, de leste a oeste. Não importa. Há sempre um lugar onde se pode visitar, curtir um ótimo som e comprar diversos produtos ligados ao gênero musical que representou um divisor de águas na chamada linha evolutiva da Música Popular Brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo é verão e o amor se faz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Rio Bossa Nova” mostra ainda curiosidades sobre os mitos musicais da época e sua relação criativa e afetiva com a cidade. Nele se descobre, por exemplo, as “peregrinações errantes” de Vinícius de Moraes pelos mais variados bairros cariocas: Botafogo, Ilha do Governador, Ipanema, Laranjeiras e Gávea.&lt;br /&gt;Tem ainda a amada Ipanema do Tom Jobim. O bairro serviu ao “maestro soberano” como morada durante boa parte de sua vida e refletiu profundamente nas suas composições. Foi ali que nasceram clássicos de sua autoria ao lado de outros parceiros: “Chega de Saudade”, “Estrada do sol”, “Teresa da Praia” e “Caminhos Cruzados”.&lt;br /&gt;Bom não esquecer de Copacabana, berço da Bossa Nova. Com sua maestria descritiva, Ruy mostra onde se encontra o endereço do lendário apartamento da musa Nara Leão. O apê serviu como trincheira para patota de músicos bossanovistas e a fina flor da elite carioca na década de 60. “Nara só podia promover aqueles saraus diários, que não tinham hora para terminar, porque seu pai, o advogado capixaba Jairo Leão, era um homem liberal”, esclarece o autor em seu texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade (s)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chico Buarque - Cidade Submersa” (160 pág.) é outro dos lançamentos da editora carioca. O livro contem textos da jornalista Regina Zappa, baseadas em entrevistas com o artista, e também um ensaio fotográfico de Bruno Veiga. Tudo costurado por 30 letras do cantor e compositor carioca.&lt;br /&gt;A edição, cujo trabalho de arte ficou cargo de Christiano Menezes, traduz de forma soberba, por meio de imagens, letras de canções e histórias, um Rio de Janeiro bem conhecido de um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos.&lt;br /&gt;“O menino Chico, nascido no Catete, no Rio, morador do Lido, em Copacabana, até os 2 anos de idade, quando foi morar com a família viver em São Paulo, mal podia esperar o fim das aulas para se lançar na estrada com os irmãos e, com o coração aos pulos”, percorrer todas as paisagens do caminho entre a capital paulista e a Cidade Maravilhosa”, revela Regina, no livro.&lt;br /&gt;Ela apresenta detalhes interessantes que remontam a infância e adolescência do compositor na cidade do Cristo Redentor. Copacabana, Ipanema, Arpoador, diz a autora, foram se mostrando a ele na medida em que crescia e se maravilhava com suas belezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fala Rio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Regina teve o mérito de conseguir romper a conhecida discrição de Chico para falar sobre vida pessoal, fazendo com que sua trajetória artística e pessoal pudessem ser admirados numa quase intimidade.&lt;br /&gt;Ao lado da autora, passeamos por bairros, carnavais, praias, que desembocam em sua obra gigantesca, que desde seus primórdios, esteve ligada ao Rio. O processo de criação do artista está também registrado no livro. “A essa altura não dá mais para brincar com isso. De fazer por fazer. Faço quando quero e quando me dá prazer”, responde um maduro Chico, em determinado trecho de “Cidade Submersa”.&lt;br /&gt;Proliferam na edição os exemplos de letras e canções que já fazem parte do imaginário carioca e nacional: “Deus é um cara gozador, adora brincadeira/Pois pra me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro/mas achou muito engraçado me botar cabreiro/Na barriga da miséria nasci batuqueiro (brasileiro)/Eu sou do Rio de Janeiro” (“Partido Alto”, 1972), “Rio de ladeiras/Civilização encruzilhada/Cada ribanceira é uma nação” (Estação Derradeira, 1987) e “Dois irmãos, quando vai alta a madrugada/E a teus pés vão-se encostar seus instrumentos/Aprendi a respeitar sua prumada/E desconfiar do teu silêncio” (Morro Dois Irmãos, 1989).&lt;br /&gt;“Cidade Submersa” ganha fôlego também através do olhar acurado do fotógrafo Bruno Veiga. A plasticidade e a beleza de suas imagens conseguiram flagrar a essência do cancioneiro buarqueano, com suas nuances políticas, sociais, amorosas e cotidianas, sempre engendradas nos “desvãos” da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pés sujos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho se encerra com o volume “Rio Botequim – Os melhores petiscos e comidas de bar” (152 pág.), de autoria de Guilherme Studart. Trata-se de um projeto da Casa da Palavra e Memória Brasil.&lt;br /&gt;Em 1997, Studart, que é amante da gastronomia, com ênfase nos botequins cariocas, decidiu criar um guia para os apreciadores deste tipo de segmento, que a cada ano que ganha mais força na capital fluminense.&lt;br /&gt;“O universo relativo à comida de botequim, além de apaixonante e saboroso, é extremamente vasto, de uma riqueza inesgotável”, destaca o autor em entrevista à Casa da Palavra.&lt;br /&gt;A edição acabou se tornando uma marca registrada da cidade, servindo de referência para um público selecionado, tais como boêmios, turistas, donos de bares, chefs de cozinha, jornalistas, críticos gastronômicos e curiosos em geral da chamada “baixa gastronomia carioca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cara nova&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em sua 7ª edição, “Rio Botequim” mostra 20 pratos que são sensação entre os paladares cariocas. O guia é dividido em 4 categorias: petiscos e tira-gostos, caldos e sopas, sanduíches e pratos principais. Ao contrário das edições anteriores, em que os estabelecimentos eram avaliados e selecionados a partir de diversas categorias, o novo trabalho busca valorizar, sobretudo, a culinária dos botecos e suas histórias, sem priorizar o ambiente, as bebidas e o serviço.&lt;br /&gt;Para Studart, mais do que lazer e diversão, estes ambientes oferecem uma reflexão sobre o modo de ser do fluminense. “Inegavelmente, os botequins fazem parte da cultura carioca e representam uma espécie de patrimônio afetivo da cidade, referência para seus habitantes, para os quais é um elemento essencial da vida cotidiana”, avalia ele, no mesmo depoimento.&lt;br /&gt;Nos 71 botequins citados no livro, pode-se encontrar de tudo. O que não falta são opções: sardinha frita, bolinho de bacalhau, sanduíche de pernil, feijoada, cabrito assado, rabada de agrião, risoto de camarão, entre outros.&lt;br /&gt;Além de mostrar a tradicional gastronomia carioca, “Rio Botequim” ressalta o clima destes espaços (seus freqüentadores e sua magia interior) através de agradáveis ilustrações. Isso pode ser constatado em casas como Arataca, Amarelinho, Bigode, Jiló, Lamas, entre outras.&lt;br /&gt;Que o leitor não se engane: o Rio continua lindo de verdade. Basta conferir estás paginas todas. Simplesmente imperdível! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-6652760912132309475?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/6652760912132309475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=6652760912132309475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6652760912132309475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6652760912132309475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/rio-40-graus.html' title='Rio 40 Graus'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiTAp-wPjGI/AAAAAAAAACc/i5WYcKAJsYY/s72-c/livro+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-7165695086297729557</id><published>2007-04-12T14:20:00.000-07:00</published><updated>2007-04-16T12:45:44.422-07:00</updated><title type='text'>Epírito de Porco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiPNhOwPjCI/AAAAAAAAAB8/2lqAKBJgZgI/s1600-h/B00000G9UV.01.LZZZZZZZ"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054109177619647522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiPNhOwPjCI/AAAAAAAAAB8/2lqAKBJgZgI/s320/B00000G9UV.01.LZZZZZZZ" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem vindos em vindos ao ano de 1986. Depois de mais de trinta anos sob o julgo de uma das mais sangrentas ditaduras militares da América Latina, o Brasil começava a se abrir politicamente. Tancredo Neves já havia saído dessa para melhor e o então presidente José Sarney tentava dar uma arejada na casa com a criação do Plano Cruzado, que previa o tabelamento de preços e salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade, porém, era diferente nas ruas. Desemprego e alta inflação jogavam o país num abismo sem fundo e mostrava a fragilidade de um Estado vítima do seu próprio atraso e ignorância. Nem mesmo a Copa do Mundo do México daquele ano animava a torcida verde e amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tv, o lixo cultural das últimas duas décadas começava a aflorar de forma ascedente em programas como o &lt;em&gt;Xou da Xuxa&lt;/em&gt;, da Rede Globo de Televisão. Já na música, tudo era divino, maravilhoso e rejuvenecedor. O rock tupiniquim estourava nas FM’s. Bandas novas surgiam e redimensionavam padrões estéticos, musicais e comportamentais – leia-se Ira, &lt;em&gt;Legião Urbana&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Blitz,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Barão Vermelho&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Kid Abelha&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Paralamas do Sucesso&lt;/em&gt;, ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato ocorrido em junho daquele ano, no entanto, iria marcar para sempre a história da pop/rock brazuca. Foi o momento em que chegava às lojas o álbum &lt;em&gt;Cabeça Dinossauro&lt;/em&gt;, do grupo paulistano Titãs, o terceiro da carreira do conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus oito integrantes, Nando Reis (baixo e voz), Arnaldo Antunes (voz), Toni Bellotto (guitarra), Paulo Miklos (baixo e voz), Sérgio Britto (teclados e voz), Charles Gavin (bateria e percussão), Branco Mello (voz) e Marcelo Fromer (guitarra), colocariam ali a pedra que faltava na catedral do pensamento pós-tropicalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mundos contrários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração da capa e contracapa do novo trabalho, retirada de dois desenhos do gênio renascentista &lt;em&gt;Leonardo da Vinci&lt;/em&gt;, intitulados "Expressão de um homem urrando" e "Cabeça grotesca", traduzia a atmosfera dos arranjos, das letras e idéias do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco representava uma espécie de metáfora das oito personalidades que se revezam no processo criativo da banda, mostrando a sua diversidade paltada por elementos orgânicos, racionais, dionisíacos e apolíneos. Mas não apenas isso, ela representava bem os anseios de mudança de uma geração que queria encontrar saídas para o impasse brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso exorcizar os demônios interiores. Acordar a besta-fera de nós mesmos, radicalizar sem ser radical e beber o nosso copo de cólera. Este parecia ser o tom que impregnava todas as canções. Cabeça dinossauro (...) /Pança de mamute (...)/ Espírito de porco”. Assim sentenciava a faixa-título, como num mantra (o instrumental foi adaptado de uma peça musical de uma tribo de índios no Xingu), na voz de Branco Mello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como também no primitivismo criativo da letra de &lt;em&gt;Aa Uu&lt;/em&gt;. “Au Uu Aa Uu/ Estou ficando louco de tanto pensar/Estou ficando louco de tanto gritar”. O vagido sonoro da banda desestruturava as bases sólidas de um modo de fazer música no país até então adormecido e tacanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tripé&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Três temas fundamentais permeiam Cabeça Dinossauro: o Estado, a religião e a família. As letras em grande parte faziam referência aos cacos de uma civilização perdida, industrializada, urbana e decadente. “Homem em silêncio/ Homem na prisão/ Homem no escuro/ Futuro da nação”, provocava Paulo Miklos, na já clássica Estado Violência. Desencantamento este que também aparece nas canções &lt;em&gt;Tô Cansado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Face do Destruidor&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Porrada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem&lt;em&gt; &lt;/em&gt;contar, claro, com o nonsense da banda, seu aporte musical pesado e ligeiro como um murro no estômago. “Desde os primórdios/ Até hoje em dia/O homem ainda faz/O que o macaco fazia/ Eu não trabalhava, eu não sabia/Que o homem criava e também destruía”, ilustrava a letra de &lt;em&gt;Homem Primata&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Instituições outrora sacralizadas e intocáveis, como a Igreja Católica e a Polícia brasileira eram questionadas. Reivindicava-se um outro modo de encarar e seduzir a vida que agonizava a olhos vistos. Era ali, apesar das “pulgas” e “baratas”, a “proliferação das pestes”, que ela acontecia e se dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rumos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a estréia de Liminha na produção, ex-&lt;em&gt;Mutantes&lt;/em&gt;, a obra conseguiu transmitir o espírito da banda, que funcionava de maneira mais eficiente quando se apresentava ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco também foi um passo importante na carreira dos Titãs. Era um sinal claro de seu amadurecimento depois de dois álbuns lançados, apresentações em programas televisivos, como &lt;em&gt;Chacrinha &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Clube do Bolinha&lt;/em&gt;, e uma boa receptividade do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a banda singrava mares tranqüilos até então e agora almejava um novo Norte. Queria se aventurar pelo reino do improvável. Na época de seu lançamento, &lt;em&gt;Cabeça Dinossauro&lt;/em&gt; chegou a causar estranhamento em muitas rádios do país, que se recusavam a tocar o repertório do disco. Uma das faixas, &lt;em&gt;Bichos Escrotos&lt;/em&gt;, chegou a ter sua radiodifusão proibida pela censura da época. Mesmo assim o trabalho vendeu 300 mil cópias e garantiu um disco de ouro para banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Poesia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Além da crueza de seu som, a obra apresentava também fortes traços de influências que passavam pela Poesia Concreta paulista, o Cinema e as Artes Plásticas.&lt;br /&gt;As palavras, como objetos que se perfilavam aleatoriamente, conjugavam tempos, espaços e desejos. “O que não pode ser que/Não é o que não pode ser/Que não é o que/ O quê ?/ O quê?/O quê?/ Que não é o que não pode ser que não é”, soava a belíssima &lt;em&gt;O que&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corações e mentes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mais do que demarcar territórios no rock brasileiro, &lt;em&gt;Cabeça Dinossauro&lt;/em&gt; deve continuar chamando a atenção de novos ouvintes. Tudo leva a crer que Cabeça Dinossauro servirá como lanterna de popa para os marujos que se aventurarem pelo universo do pop/rock nos próximos 20 anos. Quem viver, verá!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-7165695086297729557?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/7165695086297729557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=7165695086297729557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7165695086297729557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/7165695086297729557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/eprito-de-porco.html' title='Epírito de Porco'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RiPNhOwPjCI/AAAAAAAAAB8/2lqAKBJgZgI/s72-c/B00000G9UV.01.LZZZZZZZ' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-6786092132797160370</id><published>2007-04-10T14:45:00.000-07:00</published><updated>2007-04-10T14:54:32.366-07:00</updated><title type='text'>Nos Lençóis Macios da MPB</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhwHd-wPi8I/AAAAAAAAABM/TN8PLSYKZfQ/s1600-h/FAOUR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051921093645798338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhwHd-wPi8I/AAAAAAAAABM/TN8PLSYKZfQ/s320/FAOUR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhwG1ewPi7I/AAAAAAAAABE/JHqmbN0tB4E/s1600-h/8501075558.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051920397861096370" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhwG1ewPi7I/AAAAAAAAABE/JHqmbN0tB4E/s320/8501075558.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ok, quantos de nós já se viu cantando ou assobiando uma canção de amor ou de teor sexual na vida? Pois é, elas estão aí nas vozes e letras de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Odair José, Chico Buarque, Wando, Dalva de Oliveira, Noel Rosa, Rita Lee (ufa, a lista é grande!).&lt;br /&gt;Foi para tentar repensar todo este amplo universo é que o pesquisador e jornalista Rodrigo Faour decidiu rebobinar cerca de 1.300 músicas do cancioneiro brasileiro, analisando-as passo a passo. O resultado deste trabalho vem agora a público através do livro “História Sexual da MPB - A Evolução do Amor e do Sexo na Canção Brasileira”, que chegou recentemente às livrarias do País.&lt;br /&gt;Com uma linguagem informal e direta, Faour evita a aridez do academicismo, preferindo valorizar ambos os temas por meio das mais variadas conjunturas sociais e culturais nos quais as canções foram compostas e interpretadas. Um arco que começa no XVIII chegando até os nossos dias.&lt;br /&gt;A obra ganha valor referencial ao abordar nuances pouco ou quase nunca estudadas na Música Popular Brasileira, como, por exemplo, o machismo, a misóginia, o homossexualismo, o amor romântico e idealizado e o tesão. Em resumo: um portentoso estudo das transformações comportamentais, afetivas e sexuais dos brasileiros.&lt;br /&gt;De sua residência no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, Rodrigo Faour concedeu uma entrevista exclusiva, via e-mail, que publicamos pela primeira vez no “Nada Será Como Antes”. As respostas sempre objetivas e coalhadas de nuances, dadas pelo jornalista e pesquisador, fizeram com que nós, ciosos de nos manter fidedignos ao seu pensamento, evitássemos quaisquer cortes.&lt;br /&gt;Sim, caríssimos leitores, não é todo dia que se encontra alguém que tenha o que dizer de verdade. Abram alas, pois Rodrigo Faour vai passar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como surgiu a idéia de escrever História Sexual da MPB - A Evolução do Amor e do Sexo na Canção Brasileira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Partiu da minha amizade com a sexóloga Regina Navarro Lins, que conheci há quase 10 anos, quando ainda era repórter da Tribuna da Imprensa (RJ). Fiz uma matéria de capa do caderno cultural com ela e me apaixonei pela sua visão libertária sobre temas de amor e sexo, por pura identificação. Eu também tinha umas idéias meio diferentes a respeito desses temas, que vieram a se ampliar ainda mais depois que a conheci. Fato é que a admiração foi recíproca e ficamos amigos. Em 2002, ela tentou emplacar uma revista sobre sexo chamada “Muito Prazer”, que infelizmente não passou do segundo volume. Nesta revista, ela me convidou para escrever uma coluna chamada “O amor na MPB”, na qual me sugeriu que eu fizesse justamente uma análise de como certos temas, tipo o da separação, eram vistos por nossos compositores no começo do século e hoje em dia; quem falou de uma forma mais libertária do tema e quem continua insistindo no peso do amor romântico idealizado. Era uma idéia excelente e pensei na ocasião: “Puxa, depois de uns dois anos de revista, eu poderia reunir essas crônicas todas num livro”. Como a revista não foi adiante, eu decidi não desperdiçar esta idéia e transformá-la num livro logo de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O livro analisa o amor e o sexo no cancioneiro brasileiro desde a maestrina e compositora Chiquinha Gonzaga (1827-1935) à funkeira cantora carioca Tati Quebra Barraco, num total de 1.300 músicas analisadas. Como foi realizar tal pesquisa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Na verdade, eu regressei bem mais no tempo. O livro começa no século XVIII com o nosso primeiro compositor a fazer uma mú&lt;br /&gt;sica que podemos chamar de popular brasileira, da forma que conhecemos hoje, o Domingos Caldas Barbosa. E vem até hoje, não só retratando a Tati como outros funkeiros e também artistas da MPB mais tradicional. Há canções citadas no livro compostas entre 2005 e 2006 dos novos CDs de Caetano Veloso, Marina e Martinho da Vila, por exemplo. Como dediquei boa parte dos meus 34 anos à música brasileira, já tinha uma certa intimidade com seus mais variados gêneros, então tratei de pesquisar a parada de sucessos, ano a ano para não esquecer de nenhuma canção importante, viajar na minha memória afetiva de tantas canções e pesquisar gêneros os quais eu não tinha tanto conhecimento, como as músicas do início do século XX e dos séculos XVIII e XIX, tais como modinhas, lundus, maxixes e cançonetas de inspiração francesa. Depois classifiquei-as em temas e fui enquadrando-as em cada um dos sete capítulos idealizados por mim (O amor mal-resolvido; a mulher; o gay; a sensualidade; o duplo sentido e a sacanagem; o maxixe &amp; o funk; e os transgressores em geral). Muita coisa ficou de fora, privilegiei as de maior sucesso ou as de letras mais curiosas que espelhassem melhor a evolução das mentalidades em relação ao nosso comportamento afetivo e sexual dos últimos 250 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Por que você decidiu privilegiar as letras das canções e não seu valor estético?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Se eu fosse partir por uma linha de só citar músicas bem feitas, melodiosas, e com um tipo de poesia tida como de bom gosto, seria preconceituoso e falaria apenas da evolução de comportamento da classe média-alta bem pensante. Quis fazer um estudo mais abrangente e por isso fiz questão de citar fartos exemplos dos estilos mais populares, que em geral costumam ser os mais picantes, pois na classe mais pobre o sexo sempre foi encarado de uma forma mais natural até do que na classe média-alta, ainda que todos os estratos sociais sempre tenham gerado algum tipo de preconceito sexual nos mais variados momentos de nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; O livro mostra que amores sofridos, machismo e misógina sempre estiveram presentes dentro da MPB. Para você, estes preconceitos e lugares comuns tendem a desaparecer com o tempo ou permanecerão como temas de nossos compositores?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Eu adoraria responder que sim, mas a humanidade é tão atrasada... Quando a gente pensa que ela vai andar pra frente, dá três passos para trás. Muita coisa mudou e muita coisa permanece igual, como nos primórdios da humanidade. Também há uma variação de região para região em nosso próprio país com setores mais avançados e retrógrados. Fora que ainda hoje há uma diferença muito grande entre o que se faz e o que se fala. Continua um preconceito em assuntos de sexo e ainda hoje o homem sempre pode muito mais do que a mulher. O homem garanhão é valorizado e a mulher que gosta de muitos parceiros é vista como “galinha”. Homossexualidade ainda é tabu na maioria de nossas cidades, apesar de ser tão praticada... Se os avanços do movimento feminista e gay são irreversíveis, ainda assim me parece que durante um bom tempo ainda haverá muito preconceito e tabus com relação à nossa sexualidade. E a nossa música vai continuar documentando o que faremos daqui para frente. É viver para crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Dá para você citar algumas canções ou discos fundamentais para se observar o sexo e o amor dentro da MPB? E afinal, para você estes dois temas estão sempre atrelados ou acontecem de forma separada?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- A última música citada no livro é a balada “Amor e sexo”, de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor, grande sucesso de 2003. Uma letra sensacional que justamente diz que amor e sexo podem andar juntos, mas são independentes. E muita água rolou na MPB até que essas duas grandezas fossem encaradas de forma separada, dando muito o que falar. Citar uma ou outra música é difícil, só lendo o livro. Cada capítulo fala das músicas mais importantes com relação à sensualidade, duplo sentido, do sexo gay, do homem, da mulher, erotismo, pornografia, enfim... São centenas de músicas importantes e representativas. Aleatoriamente posso citar três de gêneros totalmente distintos: “Da cor do pecado”, de Bororó, exemplo raro de sensualidade nos anos 30, “Cavalgada”, de Roberto &amp; Erasmo, bela cena de cama dos anos 70, e “Kátia Flávia, a Godiva do Irajá”, de Fausto Fawcett e Carlos Laufer, sobre uma prostituta poderosa em meio ao caos urbano carioca dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você parece fazer um elogio virtuoso e subversivo do lugar do feminino no mundo, através das letras de compositoras como Marina Lima, Joyce, Rita Lee etc. Afinal, o mundo está ficando mais feminino, mais poético (sem pieguismos) e cheio de infinitas possibilidades?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Acho que estamos vivendo uma transição e tanto de costumes, pois o mundo mudou radicalmente em termos de comportamento nos últimos 30 anos. E a MPB prova isso. Ao invés de culpar a mulher por tudo que dava errado nos relacionamentos, como fizeram nossos compositores até o início dos anos 60, eles passaram nos 70 a vestir a sua camisa e falar de seus dilemas, problemas e de sua busca pelo prazer. Seja autores populares, como Odair José, Wando, Roberto &amp;amp; Erasmo, ou mais sofisticados como Gonzaguinha, Vitor Martins (com Ivan Lins), Aldir Blanc (com João Bosco), Fernando Brant (com Milton Nascimento), além de Chico, Caetano e Gil. As nossas compositoras também começaram a botar mais as manguinhas de fora - de Joyce, Fátima Guedes, Marina, Rita Lee e Ângela Ro Ro a Vanusa e Anastácia. Hoje, rola uma certa caretice no ar perto do que foi a MPB dos anos 70 e 80. Entretanto, vivemos - como já disse - um período de transição, de acerto de ponteiros. Depois de 5 mil anos de permanência do patriarcado no poder, o masculino está em crise, não sabe direito o seu papel. A mulher também ainda não sabe direito que homem ela quer. O gay também não sabe se quer ser a superfêmea ou o supermacho. Enfim, o mundo pode ter ficado mais feminino, mas a humanidade ainda está digerindo essa igualdade de direitos. E a MPB, de alguma forma, para o bem ou para o mal, é testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Por que você decidiu explorar a temática gay no livro? Havia uma necessidade de explorar estas fronteiras quase sempre delicadas e cheias de tabus dentro da MPB?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Claro. É preciso que o grande público - e não apenas o gueto homossexual - tome conhecimento de como canções de amor entre iguais ainda são pouco compostas e gravadas pelos nossos grandes intérpretes, ainda que tenhamos tantos artistas gays e bissexuais (não assumidos) na MPB. Existem muitas referências a personagens gays e lésbicos na MPB, principalmente a partir dos anos 70, mas as canções de amor bem resolvido, realizado, sensual e sem neurose entre iguais ainda são ínfimas. E isto me parece ridículo, visto que sempre fomos um povo dado a este tipo de sexo, desde o tempo do Brasil colônia. Não é por acaso que a epígrafe deste capítulo é o forró “Por debaixo dos panos”, gravado por Ney Matogrosso em 1982, que bem que poderia ser nosso Hino Nacional. Pois somos os reis da dissimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Quando Tati Quebra Barraco canta: “de ladinho a gente gosta/ se tu não tá agüentando/ pára um pouquinho/ tá ardendo/ assopra/ ou Dako é bom, Dako é bom/ calma é só marca de fogão”, não há de certa forma uma entrega como objeto do ser feminino ao discurso do mesmo, o homem?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Acho que o neofunk carioca é pura diversão, pura sacanagem. Não dá para levar as coisas tão a sério. Os homens alfinetam as mulheres e elas respondem - às vezes com as mesmas armas dos homens. No fundo eles e elas só querem se seduzir e transar gostoso. São letras de pura libido adolescente, como já faziam Eduardo Araújo, Carlos Imperial, Erasmo Carlos e Renato e Seus Blue Caps na era da Jovem Guarda, ou Ultraje a Rigor, Blitz e Kid Abelha nos anos 80 e Raimundos nos anos 90. Só muda o ritmo, a época e a aspereza das palavras. Por outro lado, o neofunk pela primeira vez na música brasileira toca em alguns temas tabus, como o da mulher que releva a performance ruim do homem na cama ou de que a mulher não gosta tanto de sexo quanto o homem. Também já critica a guerra existente entre a mulher fiel e a amante de forma ultra-bem-humorada. Como diria Tati, “o tempo já é moderno e sexo tem que variar”. Atualmente, não acho o neofunk tão machista quanto se apregoa. É tudo uma questão de farra mesmo e as garotas sabem mais o que querem do que se possa imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Você destaca nomes da atualidade que conseguiram de alguma forma se desvencilhar de certos chavões estereotipados do amor romântico, estabelecendo padrões de comportamento inovadores. Esta ruptura é importante em que medida para você?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Não é que seja importante para mim, é importante, sim, para o Brasil inteiro (risos). Acho que falta agora a MPB mais intelectualizada e dita de bom gosto conseguir penetrar nesse campo e novamente transgredir - até de uma forma não tão adolescente, como no atual funk carioca, porém mais madura - certas questões sexuais e também abrirem a cabeça aos novos padrões de relacionamento afetivo entre as pessoas. As velhas balelas que o amor romântico prega: “amar até que a morte os separe”, “só é possível ter tesão por uma pessoa de cada vez”, “a traição é pecado mortal”, “o homem gosta mais de sexo que as mulheres” etc, tudo isso já está caindo por terra na vida real e na música brasileira parece que, entre os jovens autores, só a turma do funk percebeu isso. Resta rezar para que o padrão do pop/romântico e pop/light das FM imposto pela indústria, e que o nível de senso crítico de nossos letristas mais intelectualizados permitam que esses assuntos deixem de ser tabus e sejam também retratados numa MPB mais sofisticada, e não apenas na ultra-popular criada na periferia. Nossa língua portuguesa é sensacional e nosso cancioneiro tem um histórico espetacular de cronista nos assuntos de amor e sexo. Espero que as novas gerações levem adiante este bastão também no campo da ousadia em nossa música, porque na vida real os relacionamentos já estão mudando muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; A seu ver, há diferenças (de intensidade e forma) a serem destacadas entre as letras das canções de amor e sexo ditas “clássicas” (Chico Buarque, Milton Nascimento e Gilberto Gil) e as “bregas” (Wando, Odair José e companhia)?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Na maior parte das vezes a suposta breguice da música está ligada ao fato de como ela é interpretada e no arranjo musical da mesma. Há incontáveis exemplos de músicas de Peninha, Odair José, Roberto Carlos e outros que quando são regravadas por um Caetano, uma Gal ou uma Bethânia viram outras canções. Em geral, o segredo está na intenção da interpretação - vocal e instrumental - mais do que em qualquer outro atributo musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;strong&gt; Gostaria que comentasse sobre o trabalho realizado por você na reedição de toda a discografia da cantora baiana Maria Bethânia este ano. Há outros nomes que necessitariam de um mesmo resgate?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Tenho feito um trabalho bacana de reedições e compilações de grandes nomes da MPB da Era do Rádio e da turma que começou na MPB nos anos 60 e 70. Dou atenção especial aos encartes, sempre incluo textos informativos e se faço coletâneas dou importância à seqüência, para não virar um saco de gatos. A música brasileira é um baú sem fundo, e sempre haverá o que se resgatar e reciclar. No caso da Bethânia, trouxe de volta uma discografia essencial e que os fãs estavam desesperados para terem em CD do jeito que ela merecia ser reeditada com capas e encartes originais, todas as letras e informações de bastidores sobre cada álbum. Sou minucioso e perfeccionista, e acho que por isso Bethânia me autorizou a reeditar a sua obra inteira, num ano em que ela já tinha vários produtos no mercado ou ainda por lançar. Foram 34 cds em 3 gravadoras, vendidos de forma avulsa. Consegui realmente um feito inédito na indústria fonográfica. Nem eu mesmo sei como consegui. Acho que neste caso Mãe Menininha do Gantois ajudou lá de cima (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quais são seus planos para o futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Em termos de livro, não pensei ainda. Estou digerindo este ainda. Quero que as pessoas o leiam muito e reflitam até sobre suas próprias vidas afetivas e sexuais. Em termos de CDs, tenho vários por lançar. Acabaram de sair duas coletâneas duplas lindas produzidas por mim, uma em homenagem aos 65 anos do Tremendão (“Erasmo 65 - Na Estrada”) e outra com gravações inéditas em CD de Claudette Soares (“A bossa sexy de Claudette Soares”), em que privilegio o tipo de bossa que ela gravou no auge da carreira, entre 1967 e 1971, um misto de samba-jazz, bossa nova, pilantragem e samba-rock muito moderno. Os próximos lançamentos são 13 CDs da série “As Divas”, da Warner Music, resgatando velhos vinis gravados na Continental e na Chantecler por grandes cantoras, como Emilinha Borba, Doris Monteiro, Isaurinha Garcia, Carmen Costa, Ângela Maria, Aracy de Almeida, Helena de Lima, Ana Lúcia e Vanusa. O resto é segredo! Me aguardem! (risos).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-6786092132797160370?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/6786092132797160370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=6786092132797160370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6786092132797160370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/6786092132797160370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/nos-lenis-macios-da-mpb.html' title='Nos Lençóis Macios da MPB'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhwHd-wPi8I/AAAAAAAAABM/TN8PLSYKZfQ/s72-c/FAOUR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-617655042940488148</id><published>2007-04-05T19:32:00.000-07:00</published><updated>2007-04-05T20:05:17.878-07:00</updated><title type='text'>Sons Eternos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWyvjW7CRI/AAAAAAAAAA8/Q6ZaTccGT9E/s1600-h/sivuca+3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050139087180859666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWyvjW7CRI/AAAAAAAAAA8/Q6ZaTccGT9E/s320/sivuca+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Severino Dias de Oliveira saiu de cena como entrou: de cabeça erguida. Sanfoneiro, arranjador, instrumentista e compositor, o paraibano Sivuca (1930-2006), como ficou popularmente conhecido, empreendeu uma viagem pelos sons mais originais e ricos da recente história da música nordestina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A quem interessar possa, basta conferir o dvd “O Poeta do Som” (Gravadora Kuarup). Produzido pela esposa do mestre, a cantora e compositora Glória Gadelha, as imagens captam um Sivuca musicalmente maduro, acompanhado por 12 conjuntos musicais paraibanos, durante uma apresentação ao vivo, no Teatro Santa Rosa, João Pessoa, em julho de 2005. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dvd, que foi lançado no final do ano passado na Paraíba (PB), só agora ganhou edição comercial em todo território nacional. Trata-se do único registro audiovisual de Sivuca. Um momento de rara beleza criativa que flagra o mestre mergulhado no universo da música erudita e instrumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Convidados&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para compor o repertório de canções do dvd, praticamente o mesmo de seu último álbum de estúdio, “Terra Esperança” (&lt;em&gt;Kuarup, 2006&lt;/em&gt;), Sivuca convidou doze grupos paraibanos distintos (camerata, quinteto de cordas, big band, sexteto de trombone, quinteto de sopros, quarteto de sax, quinteto de metais, orquestra sinfônica, grupos de jazz, choro e forró pé de serra).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São eles: Quinteto da Paraíba, Quinteto Uirapuru, Camerata Brasílica, Quinteto Latinoamericano de Sopros, JP Sax, Brasilian Trombone Ensemble, Sexteto Brassil, Valtinho e Poty Lucena, Banda amigos do Sivuca, Clã Brasil, Metalúrgica Filipéia e Orquestra Sinfônica da Paraíba. Além da participação de Glória Gadelha, parceira eterna, que soltou a voz em duas canções. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;“Para mim, é o momento culminante na minha carreira. É uma satisfação grande, que eterniza tudo isso aqui na nossa Paraíba”, revela profeticamente Sivuca no disco, momentos antes de pisar no palco do histórico Teatro Santa Rosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Transes &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sivuca procurou concentrar uma infinidade de ritmos, valsa, samba-choro, forró, jazz brasileiro, modinha, baião, que buscam unir o popular e o erudito. Tudo embalado pelo suingue e improviso do mestre de pele e barba alvíssimas como nuvens. A magia cresce com o cenário alegre e exuberante que traz as cores fortes do Nordeste. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O mestre abre o show com a bela e lírica “Quando Me Lembro” (Luperce Miranda). Número solo que mostra um transe musical atemporal. O velho-novo artista com muita concentração, olhos fechados e dedos afoitos a dedilhar sua sanfona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A festança prossegue com o baião alegre “Amoroso Coração” (Glória Gadelha), com o Quinteto da Paraíba, a tocante e pungente “A Doce Canção de Nélida”, com a Camerata Basílica, e “Comigo Só”, com Quarteto Uirapuru - ambas de Sivuca e Glória Gadelha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Momento especial também em “Mãe-Africa” (Sivuca/Paulo César Pinheiro), com o Sexteto Brasil, em que o sanfoneiro faz uma releitura do clássico upakanga [ritmo originário da África do Sul], lançado há quase trinta anos, no álbum “Sivuca” (1978). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sobra ainda o dueto fenomenal das sanfonas do paraibano e de Valtinho em “De Bom Grado” (Sivuca/Glória Gadelha). Arretada canção que tem como destaque a presença de Poty Holanda de Lucena no contrabaixo e Vilberto Soares na bateria. Sem falar, claro, da melancólica “Um Sol Em Mim” (Thaise Gadelha), canção onde o sertão se faz mais profundo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo prossegue com o telúrico arrasta-pé “Visitando Zabelê” (Sivuca/Glória Gadelha), com Clã Brasil, e “Terra Esperança” (Glória Gadelha/ Marilena Soneghet), trazendo a presença da sensacional Metalúrgica Filipéia, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Voz e violão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gloria Gadelha faz uma canja no final do espetáculo com sua “A Vida é Uma Festa”, parceria dela com o ex-Novos Baianos, Moraes Moreira. Voz e violão são acompanhados pela sanfona de Sivuca, Rucker Bezerra (1º violino), Marina Marinho (2º violino), Samuel Spinoza (viola), Kalim Campos (violoncelo) e Hercílio Antunes (contrabaixo). Em seguida, a compositora contagia a todos com a interpretação da valsa “João e Maria” (Sivuca/Chico Buarque), jóia rara da MPB, que ganha ritmo de frevo, com a presença do grupo Nossa Voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clímax&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o clímax do dvd fica por conta dos extras, que além do making off do show, traz mais dois números antológicos do mestre Sivuca. Desta vez acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Paraíba. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sob a regência do maestro Luís Carlos Duriê, o sanfoneiro mais uma vez surpreende com sua polivalência, talento e criatividade estilística. “Aquariana” (peça feita por ele para Glorinha) arrebata todos os presentes. O ciclo se fecha com “Feira de Mangaio” (Gloria Gadelha/Sivuca). Final apoteótico que nós presenciamos com olhos mareados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Legado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As imagens registradas em “O Poeta do Som” comprovam a preocupação de Sivuca com a crescente evolução de sua música, voltada cada vez mais para o intimismo da música erudita e instrumental brasileira, sem com isso, abrir mão de sua marca fortemente popular e brejeira.&lt;br /&gt;Este equilíbrio foi bem explicitado pelo próprio artista numa entrevista dada em 2004, ao site Gafieiras. “Estou integrado ao mundo e à família dos músicos chamados eruditos. Porque a música, essa história de erudição e de clássicos, são rótulos que vêm com o tempo, mas na realidade a música é dividida em duas: a boa e a ruim”. Este era o juízo de quem sabia exatamente onde queria chegar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sivuca passou pela escola da sanfona brasileira (Luiz Gonzaga, Mario Zan, Mário Gennari, Orlando Silveira, Dominguinhos) para depois beber na fonte de compositores eruditos nacionais (Heitor Villa Lobos, Radamés Gnattali, Camargo Guarnieri e Guerra Peixe). Criou sons endiabrados e eternos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foram mais de 50 discos lançados, entre arranjos, parcerias, composições etc. Alguns títulos tornam-se verdadeiros monumentos, bastaria citar “Sivuca e Rosinha de Valença” (1977), “Africanismo – Duo Negro &amp; Sivuca” (1959) e “Chiko´s Bar – Toots Thielemans &amp;amp; Sivuca” (1986). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma carreira que começou de forma tímida, aos 15 anos de idade, mas ganhou o planeta. Seu trabalho alcançou momentos únicos ao lado de Benny Goodman, Mirian Makeba (autora da irrestivel sucesso internacional “Para-Pata”), Harry Belafonte e Marcel Marceau. Chegando a arrancar um elogio inusitado de um admirador famoso, o genial Miles Davis, então encantado pelo feddbak de Sivuca. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A morte do artista, ocorrida em 14 de dezembro de 2006, depois de mais de três décadas de luta contra um câncer na laringe, aos 76 anos de idade, finalizou uma das mais virtuosas trajetórias musicais brasileiras. Este “O Poeta do Som”, serve como uma celebração do artista com a vida, o amor e a arte. Documento histórico para gerações presentes e futuras. Saravá, Sivuca&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-617655042940488148?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/617655042940488148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=617655042940488148&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/617655042940488148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/617655042940488148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/sons-eternos_05.html' title='Sons Eternos'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWyvjW7CRI/AAAAAAAAAA8/Q6ZaTccGT9E/s72-c/sivuca+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1063473722740444568.post-338710520496676536</id><published>2007-04-05T16:12:00.000-07:00</published><updated>2007-04-05T18:59:59.638-07:00</updated><title type='text'>Por que as rosas não falam?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWpljW7CNI/AAAAAAAAAAU/15yhZ6I0Etw/s1600-h/cartola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050129019777517778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWpljW7CNI/AAAAAAAAAAU/15yhZ6I0Etw/s200/cartola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por que as rosas não falam? A partir desta indagação, surrupiada do título da canção homônima do nosso saudoso sambista Cartola, resolvi por o pé na lama, chutar a jaca, soltar os meus demônios no mar povoado de contradições da Net. O blog vem para somar, dividir, enlouquecer os apaixonados pela MPB. Saravá, malucos do planeta terra! Cheguei! Estou em trânsito, estou em transe, vou soltar minhas pombas giras, minha verve, minha poesia. Daqui para a frente, nada será como antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;essa moça tá diferente&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1063473722740444568-338710520496676536?l=nadasercomoantes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/feeds/338710520496676536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1063473722740444568&amp;postID=338710520496676536&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/338710520496676536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1063473722740444568/posts/default/338710520496676536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nadasercomoantes.blogspot.com/2007/04/por-que-as-rosas-no-falam.html' title='Por que as rosas não falam?'/><author><name>marco aurélio bissoli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10620385964450572326</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AvWvktYd0Sc/RhWpljW7CNI/AAAAAAAAAAU/15yhZ6I0Etw/s72-c/cartola.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
